ELEIÇÕES
2006
Senador fica amarrado à decisão da cúpula nacional
Osmar
quer, mas não pode
oficializar a candidatura
Quem esteve
no encontro do PDT ontem, em Curitiba, e esperava ver o senador Osmar
Dias oficializando que é candidato ao governo do Estado encabeçando
uma grande aliança, com a participação do PSDB e
do PFL, terá que esperar mais algum tempo. O senador ainda está
refém da cúpula nacional do partido.
Osmar disse que jamais teria colocado seu nome na disputa se não
quisesse ser candidato ao governo, mas que há uma diferença
“entre querer e poder”. O senador garantiu que seguirá
o calendário eleitoral do PDT e que isso implica em esperar uma
definição se a sigla lançará candidato próprio
à presidência da República. Pelo que anunciou o presidente
nacional do PDT no mesmo encontro, a tendência é da candidatura
própria, o que inviabiliza uma aliança com PSDB e PFL, devido
à verticalização.
Sobre o PPS, Osmar afirmou que respeita a postura do partido em ter um
candidato próprio no Paraná e que tem os pés no chão
para saber que deve conversar com Rubens Bueno no mesmo nível.
“Conversando podemos nos entender. Mas não estamos pedindo
que o PPS retire sua candidatura ao governo. Assim como o PPS também
não vai pedir que retiremos a nossa”, comentou.
PPS
reforça posição
Diante
das notícias veiculadas na mídia paranaense sobre a aproximação
entre PDT e PPS, sexta-feira, o partido liderado pelo pré-candidato
ao governo do Estado Rubens Bueno emitiu uma nota oficial dizendo que,
independente da posição da cúpula nacional dos dois
partidos, o PPS teria candidato próprio no Paraná e que
isso não seria prejudicado pela verticalização.
Ontem, o secretário-geral do partido, Rubico Camargo, reforçou
a decisão do 4º Congresso Estadual, no final do ano passado,
que aprovou o nome de Bueno para concorrer ao governo.
“O PPS está ancorado em um projeto que segue rigorosamente
seu cronograma e não vai desviar seu curso por conta de articulações
de outras legendas”, disse Camargo.
O secretário-geral do PPS disse que o partido mantém contatos
com pelo menos cinco siglas que têm interesse em fazer coligações.
A aliança, segundo Camargo, será em cima de um plano de
governo que leve o Paraná “a sair dessa letargia que o coloca
em último lugar entre os estados do Sul”.
REFORÇANDO
PMN amplia quadro de filiados
O
PMN espera repetir nas eleições de outubro a campanha vitoriosa
do pleito de 2004, quando emplacou dois vereadores e foi uma das siglas
mais votadas de Cascavel. A missão, agora, é colocar um
ou mais representantes na Assembléia Legislativa.
É por isso que, sem alarde, o PMN trabalha em ritmo acelerado na
região oeste para fortalecer sua base e ampliar o quadro de filiações.
Em pouco mais de um mês de trabalho, sob coordenação
regional de Pedrinho Silvério, e da cúpula do partido, liderado
por Robertinho Magalhães, 36 municípios passaram a contar
com uma comissão provisória e mais de mil pessoas aderiram
aos quadros do partido.
“Nossa meta é chegar a 60 comissões provisórias
até junho”, anunciou Pedrinho.
O PMN trabalha com dois nomes à Assembléia Legislativa:
o ex-vereador Adelino Ribeiro da Silva e o soldado Ramos. Esse último
ainda não se filiou ao partido, mas deverá fazê-lo
nos próximos dias. Ele representa o setor militar e conta com o
apoio da categoria em todo o Estado.
Já Adelino está apoiado pelos mais de 3 mil votos que fez
como candidato a vereador em Cascavel, quando ainda defendia as cores
do PSDB, e espera contar também com os votos conquistados pelo
PMN, que elegeram dois vereadores. Apostando nesses votos e no trabalho
que está sendo desenvolvido na região, o partido pretende
chegar à Assembléia Legislativa bem representado. “A
receptividade nos municípios está sendo muito boa, o que
aumenta a nossa confiança e nos dá ânimo para trabalhar
ainda mais para elevar o nome de nossos candidatos”, ressaltou Robertinho
Magalhães.
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