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SAÚDE PÚBLICA
Há 4 mil espécies de baratas, mas apenas 1% vive com o homem

Pragas urbanas: nocivas
e muito inconvenientes

Eles costumam chegar sem convite e com malas prontas para viver em nossos lares. E pior, as pragas urbanas, uma vez bem instaladas, são difíceis de ser despejadas. No entanto, a bióloga Lucia Schüller, especialista em saúde pública, alerta para o fato de que elas “carregam em suas bagagens” uma série de microrganismos prejudiciais à saúde. “Isso já foi comprovado cientificamente no caso das baratas e formigas. Elas representam um alto risco, principalmente para crianças, idosos e enfermos”, explica.
As baratas são os insetos mais presentes em nosso dia-a-dia. Há cerca de 4 mil espécies. Surpreendentemente, menos de 1% delas buscam o convívio com o homem. São as domésticas ou caseiras e as baratas de esgoto (conhecidas popularmente por francesinhas) que se espalham facilmente pelas casas, circulando com agilidade pelas estruturas, em busca de abrigo e alimento.
Elas podem provocar intoxicação alimentar, diarréia, infecções (inclusive respiratórias), contaminação por salmonela e outras doenças.
POMBOS
Justiça seja feita. Não são todas as cidades do País que já tiveram suas praças invadidas pelos pombos. Mas na maioria dos principais centros urbanos eles se confundem com a população que passa de um lado para o outro. E essa relação tem pelo menos 10 mil anos. Essas aves tornaram-se um grande tormento, pois costumam se alojar nas sacadas dos apartamentos e nos telhados das casas, depositando nesses locais seus excrementos e espalhando doenças.
Sua presença está relacionada a várias doenças. Entre elas a histoplasmose, um mal que provoca desde uma inflamação nos brônquios até uma pneumonia. Se não for tratada, pode levar à morte.

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Mosquito da dengue

Dentre os insetos mais presentes no cotidiano do ser humano estão os mosquitos, mais conhecidos como pernilongos. Eles atormentam o sono e suas picadas - já que se alimentam de sangue - podem causar desde coceiras até feridas na pele. Mas um tem sido mais nocivo: o Aedes aegypti, que transmite a dengue.
Essa é uma doença infecciosa aguda cujo vírus é transmitido pela picada do mosquito. Qualquer pessoa pode contrair a dengue.
Há quatro tipos da doença, mas os mais comuns no Brasil são os 1 e 2. “O tempo de incubação da doença tipo 1, 2, 3 e 4, varia de cinco a sete dias, podendo ser um pouco mais ou menos dependendo do caso”, afirma o infectologista Davi Uip.
O mais perigoso dos tipos de dengue é o tipo 3, que provoca a dengue hemorrágica. Os sintomas iniciais são os mesmos da dengue comum. A diferença é que, quando a febre acaba, começam a surgir sangramentos, a pressão cai, os lábios ficam roxos. A pessoa sente fortes dores no abdome e alterna sonolência com agitação. Se não tratada nos primeiros estágios, a dengue hemorrágica pode levar à morte.

Tratamentos
Não há tratamento específico para a dengue. Quando não há dúvida que a pessoa tem dengue, na maioria das vezes o médico pode recomendar que o tratamento seja feito em casa, basicamente com hidratação e antitérmicos.
A recuperação tem início cerca de quatro dias após os primeiros sintomas, e pode ser completa em até dez dias. Algumas pessoas apresentam acentuada queda na pressão sangüínea nos três primeiros dias depois que a febre começa a ceder. Essa queda caracteriza a forma mais grave da doença, conhecida como dengue hemorrágica, que ao contrário do que sugere o nome, não provoca sangramentos.
Na maioria dos casos, a recuperação é normal e o doente não apresenta seqüelas. Mas a doença pode voltar a se desenvolver, se causada por outros tipos de vírus. Ao perceber qualquer dos sintomas, é importante procurar o médico.
Deve-se evitar tomar remédios que não tenham sido indicados pelo médico. Alguns remédios indicados para dor e febre podem aumentar o risco de sangramento, como os que contêm ácido acetil-salicílico (AAS, aspirina) e podem ocasionar erupções na pele.

SEXO FRÁGIL
Doenças tipicamente masculinas

A maior parte das doenças não tem sexo. Em termos de saúde, a afirmação contraria o dito popular segundo o qual a mulher é o sexo frágil. A origem da frase pode até estar relacionada ao fato de a maioria dos homens ter mais força física que as mulheres. Mas levando a discussão para o campo da saúde, ou da doença, eles parecem não ter vantagem sobre elas.
Logo quando os primeiros casos de Aids foram diagnosticados, a síndrome passou a ser conhecida como uma doença típica dos homens. Quando as mulheres passaram a ser vítimas comuns da doença, a afirmação perdeu o sentido.
Hoje, sabe-se que nenhum dos sexos constitui alvo preferencial do HIV. Mas os homens continuam à frente das mulheres em número de casos.
Entre outras doenças sexualmente transmissíveis, o número de infectados é semelhante entre homens e mulheres. Mesmo com os homens sendo freqüentadores menos assíduos que as mulheres dos consultórios médicos para tratamento de males das partes íntimas, as DSTs são normalmente mais diagnosticadas neles por causa do uso comum da uretra nas funções reprodutiva e urinária. Dessa maneira, os sintomas de problemas na região são mais facilmente percebidos pelos homens.
Em determinados casos, o indivíduo do sexo masculino é o único alvo de certas doenças, como as relacionadas ao pênis e próstata, já que o órgão e a glândula são exclusivos dele. Tumores malignos na próstata são o tipo mais grave de câncer que atinge a população masculina.

 

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