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NO VERMELHO
Sistema de informática seria a causa do problema
Software prejudica o
controle das finanças

O ex-secretário de Finanças Ângelo Malta já havia alertado e agora o sucessor, Cláudio Stábille, confirmou que uma das causas do déficit financeiro da Prefeitura de Cascavel é o descontrole ocasionado pela utilização de um software inadequado.
O programa não permite o controle integral das contas em todas as secretarias. “Ele não enxerga todos os departamentos, porque trabalha de forma individualizada e isso não contribui em nada para a administração. O que precisamos é trabalhar de forma integrada para que, quando uma secretaria fizer um pedido de compra, os outros departamentos, que fizerem parte do conjunto, tenham acesso a essa informação. Ele não é fiel a realidade da administração pública. Faltam informações precisas do andamento de cada secretaria.”
Segundo o secretário, o Município também não sabe quanto realmente poderia arrecadar com o ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), por falta de um software específico, nem conhece o potencial de arrecadação dos demais impostos. “Temos uma noção pequena e é por isso que precisamos ter uma real noção do potencial de arrecadação, não só desse tributo.”
Ele acredita que, apesar do desencontro de informações, a prefeitura fechará o ano com as contas equilibradas. “Precisamos esperar pelo menos cinco dias antes do final do ano para informar a situação real. Quero crer que não teremos déficit, mas, se ele ocorrer, teremos de tomar as medidas necessárias”.

Dúvida sobre os gastos
Cláudio Stábille também está diante de outro problema, ocasionado pela falta de controle. O secretário confirmou ontem que existem algumas divergências entre os gastos. É o caso da secretaria de Educação, que calcula ter gasto 23,5% do arrecadado e precisaria de mais 1,5% para atingir o percentual exigido por lei. Todavia, pelas informações que tem em mãos, Stábille acredita que a Educação já recebeu todos os recursos necessários. “Em razão dessa falta de informação temos uma variação de 1% a 3% e esse é um valor considerável, por isso da necessidade de um sistema de informática integrado”. O secretário acredita que o problema também esteja ocorrendo em outras secretarias.

LICITAÇÃO
Mudança seria a solução
Cláudio Stábille anuncia que, até o fim de janeiro, será publicado um edital convocando as empresas que desenvolvem softwares, para que participem de uma licitação. O objetivo é que a empresa instale um programa para a cobrança do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), que já esteja em funcionamento em abril. “Com isso podemos aumentar a arrecadação sem a criação de novos tributos e sem majoração, fazendo simplesmente o que hoje já existe, mas de forma mais eficiente”.
Ele acredita que um novo sistema geral da prefeitura seja implantado no segundo semestre, uma vez que o contrato com a empresa atual vence este mês. “Em março ou abril devemos ter um edital convocando empresas para a concorrência, visando fornecer um sistema para substituir o atual, que é muito precário”.

TRANSPARÊNCIA
Vereador cobra resposta sobre viagem ao Canadá
O vereador Jadir de Mattos (PTB) deve acionar o Ministério Público caso a administração municipal não responda seu requerimento solicitando informações sobre a viagem do prefeito de Cascavel, Lísias Tomé, ao Canadá.
O pedido de informações ocorreu no mês de outubro, mas ainda não foi respondido. “Não recebi resposta. Mandarei ofício reiterando que não obtive resposta e depois disso verei o que fazer, mas normalmente envio essas questões para o Ministério Público”.
O vereador solicitou no requerimento informações sobre quais as pessoas que foram ao Canadá com o prefeito; quanto foi gasto pela comitiva; a discriminação das despesas individuais dos membros do grupo - inclusive passagem aérea -, alimentação, transporte e hospedagem; além de relatório com locais de visitas oficiais e quais benefícios a viagem trouxe para a cidade.

OBRAS
Antônio Tomé vai verificar necessidades dos bairros
Pai do prefeito auxiliará
na Secretaria de Obras

O prefeito de Cascavel, Lísias Tomé, garantiu que seu pai, Antonio Tomé, será um braço da Secretaria de Obras e não interferirá no trabalho da Assessoria de Assuntos Comunitários. “A função inicial que nós repassamos para o doutor Tomé [sic] é que fizesse a parte estrutural. Ele não faz a parte social que é da Assuntos Comunitários. Ele verá onde existe buraco na rua, lâmpada quebradas. Jamais houve a intenção de tirar qualquer ação da pasta. Isso foi mal colocado na imprensa, mas conversamos com o PCdoB, que o tem a Assuntos Comunitários e faz um trabalho excelente”.
O prefeito garante também que os presidentes de associações de moradores terão acesso “direto com o prefeito” sem precisar passar por ninguém.
Quanto às mudanças de secretariado, o prefeito disse que esta é uma reforma política, mas não respondeu com qual partido está negociando o comando da Secretaria de Obras. “Essas reformas, além de técnicas, são políticas também, estão sendo feitas algumas costuras políticas. Essa secretaria também passa por isso”.
Ele garante que não tem pressa para nomear um secretário, porque “o serviço está caminhando e tudo está sendo realizado”.
Lísias comentou a matéria publicada na edição de ontem, na qual alguns vereadores afirmam que não aprovarão o livre remanejamento de 30% do Orçamento de 2007 para a administração municipal. Ele garante que não estabeleceu o percentual com a intenção de receber algo menor. “Pedimos os 30% para consegui-lo, mas, se for difícil, estamos dispostos a negociar”.
Ele garante que 10% do orçamento já seria um percentual positivo e ajudaria a administração a trabalhar menos engessada.

ESTUDO
Projeto de lei visa garantir nutricionista em restaurantes
Os vereadores Fernando “Bacana” Dias Lima (sem partido) e Léo Mion (PPS) começam os preparativos para um projeto que deve despertar a atenção tanto quanto o dos professores de Educação Física, que agora têm garantido em lei a contratação em escolas municipais de Cascavel, caso existam as vagas para essa área.
Agora os parlamentares estudam a viabilidade de elaborar um projeto semelhante na área de Nutrição, que instituiria a obrigatoriedade do parecer de um profissional nutricionista, com graduação em curso superior, ao cardápio de todos os médios e grandes estabelecimentos que ofereçam alimentação para a população de Cascavel. “Faremos uma reunião com os nutricionistas para discutir a viabilidade legal desse projeto. A idéia inicial é ter um responsável técnico dando parecer em cada restaurante, mas o projeto é mais complexo. Porém, antes de fazer alguma coisa, vamos consultar a associação dos bares, restaurantes e similares para não incorrer em erros ou gerar polêmica desnecessária”, afirma Fernando Bacana.
O vereador Léo Mion enfatiza a outros dois aspectos do projeto. “Ele pretende valorizar a profissão de nutricionista e beneficiar a população melhorando ainda mais a qualidade dos alimentos na cidade”.
De acordo com os parlamentares, o trabalho ainda está na fase de levantamento da qualidade dos alimentos servidos nos restaurantes. “Estamos estudando uma forma para que tenha um nutricionista que responda pelo cardápio e pela qualidade da alimentação”, afirma Mion.
Conforme Bacana, o estabelecimento não teria de contratar o nutricionista como funcionário, porque ele seria apenas um fiscalizador da qualidade da alimentação servida. Ele entende que a proposta beneficia os profissionais da área e os proprietários de restaurantes, que poderiam aproveitar melhor os alimentos com esse acompanhamento.
A partir de fevereiro devem começar reuniões freqüentes com nutricionistas para discutir a proposta e somente então elaborar o texto do projeto de lei se ele for considerado legal e viável.

EDUCAÇÃO FÍSICA
Vereador quer garantir o cumprimento da lei
O vereador Léo Mion (PPS) enviará ofício à administração municipal pedindo informações sobre as medidas que foram tomadas para garantir o cumprimento da lei aprovada pela Câmara de Vereadores, que autoriza o Executivo a contratar professores de Educação Física com curso de graduação para atuar nas escolas municipais de Cascavel, conforme a necessidade de cada instituição. “Vou pedir informações para saber como será feita a contratação de profissionais de educação física: se por concurso ou contrato. Queremos apenas que a lei seja cumpria”.
A proposta gerou polêmica quando foi lançada e mobilizou tanto professores universitários, alunos e profissionais que fomentaram a discussão, mas a aprovação na Câmara de Vereadores garantiu a empregabilidade dos profissionais de Educação Física que estavam perdendo espaço para docentes de outras áreas e garantiu mais qualidade para os alunos, que terão um professor especializado para a disciplina.

 

 

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