Edição nº 4804 - Terça-feira, 06 de Novembro de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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PLANEJAMENTO
Próxima etapa será a aprovação do projeto na Câmara

Audiência delimitará
as propostas ao plano

A 3ª Audiência Pública do Plano Diretor, que antecede o envio do projeto para a aprovação na Câmara de Vereadores, ocorre hoje, às 19h, no auditório da Prefeitura de Cascavel. O coordenador do setor de Plano-Diretor, engenheiro civil Adir dos Santos Tormes, explicou que as contestações nas leis suplementares apresentadas nas duas primeiras audiências terão hoje uma resposta positiva ou negativa, quanto às adequações solicitadas.
Diversas entidades se manifestaram, como Associações de Moradores, e a Aeac (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Cascavel). Adir exemplificou uma das mudanças apreciadas para o plano viário, incluso no Plano-Diretor. A ligação dos Bairros Neva e Pioneiros Catarinenses foi apresentada para facilitar o trajeto dos estudantes do Colégio Estadual Ieda Baggio Mayer. “Foram apresentadas propostas e agora serão apontadas as justificativas. A idéia é que essa seja a última audiência pública. A Câmara de Vereadores também precisaria fazer uma, vai depender da pressão da população”, alerta Adir.
O prazo para entrega do Plano-Diretor na Casa de Leis termina em janeiro, 24 meses após sua aprovação. “A fase das leis suplementarem também faz parte da implantação do Plano-Diretor, que tem um plano de execução para dez anos”, explica.
Qualquer pessoa pode participar da audiência pública e acompanhar a aprovação das propostas agregadas ao Plano-Diretor de Cascavel.

Educação
Representantes dos Núcleos Regionais de Educação de Cascavel, Toledo, Foz do Iguaçu e Assis Chateaubriand se reúnem hoje, às 8h, no auditório da Univel (União Educacional de Cascavel), na pré-conferência da educação básica que está sendo desenvolvida em todo o País. O evento discutirá o Plano Nacional articulado para a Educação Básica por meio de palestras e de oficinas. Também serão eleitos delegados para participar das conferências estadual e nacional. O evento contará com a presença de representantes da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) e da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).

VESTIBULAR UNIOESTE
Inscrições terminam hoje

Os candidatos interessados em se inscrever no Vestibular 2008 da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) têm até as 17h de hoje para realizar as inscrições, que devem ser feitas somente pela internet, no site www.unioeste.br/vestibular. A taxa de inscrição, no valor de R$ 80, deverá ser paga até quinta-feira em casas lotéricas ou agências da Caixa Econômica Federal.
Estão sendo ofertadas 2.319 vagas nos cinco campi. O vestibular será realizado em duas etapas, nos dias 25 de novembro e 16 de dezembro. São 34 cursos nos campi de Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão.
Resultado parcial revela que em Cascavel a maior procura é pelos cursos de Medicina, Odontologia e Farmácia. Em Foz do Iguaçu, destaque para os cursos de Direito e Engenharia Mecânica.
Em Francisco Beltrão, Direito foi o mais procurado. O curso de Agronomia é o destaque do campus de Marechal Cândido Rondon. Em Toledo, a grande procura tem sido para o curso de Engenharia Química.


Curso sobre ração
A Mercolab realiza de amanhã até sexta-feira um curso de rações no auditório da Fundetec (Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico), em Cascavel, das 8h às 18h. O curso é destinado a diretores, gerentes e operadores de fábricas de rações. Os participantes aprenderão técnicas que vão agregar conhecimentos nas atividades que executam em suas empresas e no campo. Informações pelo telefone (45) 3218-1241, com Osny.

Pesquisa e Saúde
Começa hoje o 1º Congresso Paranaense de Pesquisa e Saúde, na Unioeste, campus de Cascavel. O evento segue até quinta-feira, organizado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade e do Grupo de Estudos em Saúde Coletiva da Unioeste, com colaboração de diversos órgãos de outras Instituições.
O congresso visa aprofundar e ampliar o debate acerca das relações entre pesquisa em saúde e ética do pesquisador, no sentido de favorecer a reflexão quanto às exigências científicas e éticas que se interpõem na produção de conhecimento. Informações pelos e-mails cep@unioeste.br e cepunioeste@hotmail.com e pelo telefone (45) 3220-3272.

PAVIMENTAÇÃO
Cascavel recebe R$ 8,3 milhões em asfalto

Um encontro reuniu recentemente no interior de São Paulo alguns dos maiores especialistas em obras públicas do País, que trataram principalmente sobre investimentos em pavimentação da malha viária urbana. Uma das recomendações que fizeram foi sobre a necessidade de o município recuperar no mínimo 10% de suas ruas e avenidas todos os anos. Esse foi um dos dados utilizados pelo secretário de Obras, Cléverson Tomé, para falar na Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel) sobre os investimentos que a Prefeitura de Cascavel faz neste ano na área da pavimentação urbana.
O valor dedicado ao setor em 2007 vai ultrapassar a casa de R$ 8,35 milhões, com melhorias em uma área de mais de 706 mil m², cerca de 11% do total de 6,6 milhões de ruas asfaltadas no perímetro urbano. Cléverson informou que do total de recursos, R$ 6,7 milhões foram conseguidos em operações de crédito (recursos externos), R$ 880 mil da Cide (imposto sobre combustíveis) e o restante em royalties e recursos livres do próprio Município. O Projeto Rua Nova busca contemplar toda a cidade, melhorando inicialmente os eixos de acesso.
O secretário ainda informou sobre novos investimentos na ampliação das extensões de redes de iluminação, substituição de luminárias, revitalização de praças e de programas de melhorias dos acessos de Cascavel, a exemplo da Jorge Lacerda, que liga o perímetro urbano à BR-467. A iluminação dos viadutos da duplicação, não contemplados pelo DER, também será implantada pela administração, segundo Cléverson.


SAUDADE
Oito anos após a tragédia, o responsável pelo acidente continua impune

Flávio Rotta: Tristeza no dia
em que completaria 36 anos

Há oito anos a família Rotta amargura tristeza e saudade, em especial a cada 6 de novembro, data do aniversário de Flávio Sérgio Rotta, vítima de um violento acidente de trânsito registrado no dia 3 de junho de 1999. Hoje ele completaria 36 anos de idade se o Fiat Pálio, sem placa, dirigido por Eduardo Sbaraini - na época com 16 anos -, não tivesse colhido violentamente o Fiat Uno, placa AFT-5263, que ele conduzia naquela quinta-feira, por volta da 0h, pela Rua Minas Gerais, região central de Cascavel.
Conforme o laudo do acidente e declarações de testemunhas, o Palio seguia pela Rua Dom Pedro II, no sentido bairro-centro, e teria avançado a preferencial colidindo com o Uno, que seguia pela Rua Minas Gerais.
Flávio foi jogado para fora do veículo, que capotou, e teve morte instantânea.
Ele cursava faculdade de Direito em São Paulo e trabalhava como representante comercial em um laboratório farmacêutico. Na época, morava com os pais e o irmão Cláudio, primeiro a chegar ao local da tragédia.
Paulo Rotta, também irmão da vítima, conta que a família ainda sofre com a falta de Flávio e que datas como a de hoje prefere não lembrar. “Se pensar a todo o momento a gente fica louco”, desabafa, observando que procura sempre resguardar seus pais de falarem sobre o assunto.
IMPUNIDADE
Quanto à ação da Justiça, Paulo Rotta diz que a família sente-se totalmente desamparada, já que se passaram oito anos da tragédia e até hoje não houve punidos. “A Justiça é morosa, não tem juiz, ninguém resolve nada”. Paulo diz isso porque a ação criminal contra o pai de Eduardo Sbaraini, Carlos Sbaraini Neto - responsável pelos atos do filho já que na época do acidente era menor de idade - até hoje está parada na 2ª Vara Criminal de Cascavel, que está há anos somente com juiz substituto. Em 2005, chegou-se a divulgar que o juiz Leonardo Ribas Tavares emitiria decisão sobre Sbaraini ir ou não a júri popular, mas isso até hoje não ocorreu.
Eduardo chegou a cumprir pena de cerca de um ano em uma casa para menores em Curitiba, mas depois foi libertado e já não faz parte do processo.


A AÇÃO
No processo, impetrado na 2ª Vara Criminal, depoimentos de testemunhas e o laudo dos peritos de trânsito relatam que no veículo de Eduardo Sbaraini havia várias garrafas de cerveja e que ele conduzia o carro em alta velocidade. Em seu depoimento, Eduardo disse que havia consumido apenas duas latas de cerveja, que não cruzou nenhuma via preferencial e que estava conduzindo o carro a uns 40 Km/h. Além disso, declarou que freou o veículo quando percebeu que iria colidir, mas que o carro deslizou.
Nos autos há também documentos que comprovam que o menor já havia sido pego dirigindo anteriormente. No dia 6 de outubro de 1998, o Palio envolvido no acidente havia sido recolhido ao pátio do Detran, pois Eduardo havia sido flagrado dirigindo. Consta também inscrição de Sbaraini em um arrancadão de motocicletas no dia 18 de abril de 1999, onde pilotou uma motocicleta de propriedade do pai.
Carlos Sbaraini Neto tem várias passagens pela polícia, entre elas por ser preso em flagrante dirigindo sob a influência de bebida alcoólica.
Eduardo e o pai Carlos não foram localizados para falar sobre o assunto.

OAB CASCAVEL

Liminar cancela nova eleição

O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) deferiu ontem, por unanimidade de votos, em Brasília, medida cautelar atribuindo efeito suspensivo aos recursos da decisão que anulou as eleições da OAB de Cascavel. Isso significa que nenhuma decisão poderá ser tomada pelo Conselho da OAB do Paraná antes do julgamento definitivo por parte do Conselho Federal. Na prática, as eleições agendas apara 19 de dezembro estão canceladas.

Ferrugem asiática
A Bayer CropScience, em parceria com a Fundação ABC, anuncia hoje novidades do programa SOS Soja para a safra 2007/2008. Um novo serviço exclusivo dentro do SOS Soja fará toda a diferença no monitoramento e no controle da ferrugem asiática na região de Cascavel.
O evento começa às 8h30, na sede da Areac (Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel) e contará com a equipe de soja da Bayer CropScience e com o coordenador de Defesa Vegetal da Fundação ABC, Olavo Corrêa da Silva.
Durante o evento serão apresentadas as novidades do SOS Soja, bem como os objetivos do trabalho idealizado para a safra que se inicia.

FLORESTA
O local teve origem com o Parque Residencial Clarito

BNH e Caic deram vida a bairro

Digno de ser um distrito de Cascavel, o Bairro Floresta é o mais denso, com 5 mil habitantes por quilômetro quadrado, e o mais populoso, com mais de 14 mil moradores, conforme dados oficiais. A história do bairro é confusa e cheia de curiosidades, que levam os moradores chamarem o Floresta, carinhosamente, de Florito. Isso porque o bairro começou com o Parque Residencial Clarito, aprovado em 21 de janeiro de 1977. A área que aloja os moradores do Parque era uma fazenda agropastoril, chamada Clarito.
O Parque Habitacional Floresta, financiado pela Cohapar (Companhia Habitacional do Paraná) e pelo BNH (Banco Nacional da Habitação), surgiu depois, em 12 de junho de 1980.
O nome Floresta prevaleceu em 1991, quando o prefeito Fidelcino Tolentino reformulou a lei com a divisão dos bairros. “Em 1977 tudo isso aqui era Clarito. Não tinha luz, água ou asfalto”, recorda um dos primeiros moradores do local Rubens de Souza.
Como personagem do êxodo rural, Nirceli Júnior se mudou para Cascavel. A colheita foi comprometida pela seca e Nirceli resolveu morar no Clarito.
Rubens e Nirceli viveram um período crítico na região em que, para pegar ônibus, tinham de caminhar até o Bairro São Cristóvão. “Aqui foi sofrido, tinha que andar uns três quilômetros e quando chovia a gente ficava atolada”, lembra Nirceli.
O crescimento do bairro veio com a construção do Caic (Centro de Atendimento Integral à Criança), também no Clarito. Apesar de os moradores tratarem Clarito e Floresta como bairros distintos, o governo federal contemplou os dois locais com a mesma estrutura escolar, em 1992. “O Floresta não tinha escola, e, como o Clarito também é Floresta, o [presidente Fernando] Collor [de Mello] inaugurou o Caic em 1992”, conta João Luis de Araújo, outro presidente do Bairro Floresta.
FLORESTA OU CLARITO?
A confusa história também se estende à escolha do nome de batismo. Até 1991, Clarito era uma área e Floresta outra, além dos loteamentos Jardim Alvorada, Jardim Colonial, Pazzinatto e o Conjunto Habitacional Sanga Funda, que agrega mais 300 famílias ao bairro. Para os presidentes das três Associação de Moradores, o nome Clarito deveria prevalecer e até propõem um plebiscito para a mudança. “O pessoal não aceita esse nome, pois o Clarito é o mais antigo, e o BNH era para ser uma extensão do Clarito”, afirma João Luis.
Até quem mora na região separa os dois “bairros”. “Por exemplo, se acontece um crime no Clarito, o pessoal que mora no Parque Habitacional Floresta não vê que é no mesmo lugar. Para nós tudo está dentro do bairro”, declara João.

PERSONAGENS:

“Aqui foi sofrido. Quando chovia, a gente atolava”
Nirceli Júnior, pioneira

“Não tinha luz, água ou asfalto”
Rubens de Souza, pioneiro

 

Homenagem curiosa
Em 1981, as 1.150 casas do Parque Habitacional Floresta foram entregues e hoje, com a maioria quitada, o perfil das fachadas não é o mesmo daquela data. O nome dado pelo BNH ao local, como conta o presidente da Associação de Moradores do Parque Habitacional Floresta, Isoel Hamud, é um engano que deveria ser revertido.
Segundo ele, Floresta era o nome de uma das construtoras responsáveis por um lote das casas, as quais ficaram inacabadas e, na pressa de escolher um nome para o BNH, a placa da construtora foi avistada por funcionários da Cohapar (Companhia Habitacional do Paraná) e assim surgiu a nomeação Floresta. “Uma empresa que não terminou de fazer as casas é que foi homenageada”, relata Isoel.
O escritor Alceu Sperança explica que a nomeação Floresta também segue a identificação dos nomes das ruas. “O Floresta se explica porque já havia a orientação para dar nomes de ruas agrupadas por referências comuns, como flores, tribos indígenas, vultos históricos, flora, fauna, aeroportos, autódromos”, explica.


PADRÃO
Ruas: uma floresta cheia de aves
O Bairro Floresta possui cerca de 50 ruas e a maioria tem nome de pássaros. Entre a diversidade de espécies estão: Beija-Flor, Araras, Pombo-Correio, Cisne Branco, Flamingo, Canários, Bem-te-vi, Galo da Serra, Pavão e Gaivotas. “Para o Floresta sobraram os nomes de aves, já que as ruas do Parque Verde receberam nomes de árvores e as do Guarujá ficaram com nomes de flores”, acrescenta o escritor Alceu Sperança.


REPRESENTAÇÃO
Quatro associações de moradores

Assim como outros bairros de Cascavel, o Floresta conta com mais de uma associação de moradores. Ao todo são quatro: do Parque Residencial Clarito, do Colonial, do Parque Habitacional Floresta e a do Bairro Floresta. “Apesar de cada loteamento ter o seu representante, trabalhamos em conjunto”, assegura Albino Stehr Júnior, presidente da Associação de Moradores Parque Residencial Clarito.
Segundo João Luiz de Araújo, presidente da Associação de Moradores do Bairro Floresta, o Clarito só passou a fazer parte do Floresta depois de 1991, com a nova divisão do Município. “Resolvemos deixar como estava. Fica mais fácil para os moradores, que têm sempre o presidente próximo”, conclui João Luiz.

Estrutura comercial
O Floresta é o bairro mais bem estruturado comercialmente de Cascavel. Nele a comunidade conta com dois mercados de grande porte, quatro farmácias, dois postos de gasolina, panificadoras, lojas das mais variadas, entre elas de confecções, calçados, informática e eletrodomésticos. Uma fábrica de calçados está sendo construída e deve gerar mais empregos para os moradores daquela região. A deficiência apontada é quanto à falta de agência bancária, lotérica e Correios. Além disso, a falta de segurança para o comércio é criticada, já que a área comercial é grande e há pouco efetivo policial no local.
RELIGIÃO
O Floresta conta com duas igrejas católicas, a Capela Santo Agostinho e a Santa Terezinha, que fica no Clarito. Já as evangélicas são mais de sete, entre elas das religiões Adventista, Assembléia de Deus, Congregação Cristã e Universal do Reino de Deus.

FALA MORADOR

“O nosso bairro está crescendo bastante, moro aqui desde 1981 e acompanhei o desenvolvimento. O atendimento do posto de saúde é bom, mas o problema é que falta médico e, por isso, nem sempre conseguimos ser atendidos quando precisamos. A segurança não é muito boa, ela deixa a desejar assim como em outros bairros da cidade. A nossa principal reivindicação é quanto a uma agência bancária, para atender as nossas necessidades sem que tenhamos de ir até o Centro. A vizinhança é muito boa, por isso gosto daqui, até porque conheço boa parte das pessoas que aqui residem”.
Maria da Cruz Toledo, 62 anos, pensionista

“Na minha opinião, o problema maior é que não temos quadra de esportes e precisávamos de mais interesse nesse setor. A segurança do bairro é boa. Acho que é um bairro tranqüilo. Todos têm problemas, mas aqui é sossegado, porque quem faz o bairro é o morador. O comércio do Floresta é bom, mas é muito explorado, porque as pessoas acham que, por ser bairro e não Centro, os produtos devem ser mais baratos e dessa maneira é difícil sobreviver. Também existe a falta latente de um banco e de uma agência dos Correios, mas sabemos que, para isso, precisa de uma segurança forte e é difícil um investimento desses. Precisamos de melhor asfalto e calçadas e atendimento igualitário para todos na saúde, porque alguns são favorecidos”.
Cláudio Velozo, 38 anos, cabeleireiro

“O Floresta tem tudo de bom, lotação, supermercado grande e com diversas variedades, o que falta mesmo para nós é um banco e uma casa lotérica para que não precisemos ir até o Centro e gastar com o transporte. Também reivindicamos uma melhoria no asfalto e a instalação de rede de esgoto. Apesar dos pedidos, é muito bom morar aqui. Na área da segurança poderia ser melhor, com a presença da polícia e a reativação do módulo policial, que está fechado há anos. A população do bairro é grande, tanto que uma das lutas era para que o Floresta virasse município”.
Pedro Vicente de Oliveira, 54 anos, aposentado


CENÁRIO
Remodelado, calçadão
é ponto de referência

Mesmo que tenha sido aberta uma rua no meio do calçadão do Bairro Floresta, o local continua sendo ponto de referência da comunidade, já que fica próximo ao salão comunitário, da unidade básica de saúde, de uma igreja, da escola municipal e ao lado da quadra de esportes.
Hoje continuação da Avenida Papagaios, a via ainda é ponto de encontro de grande parte dos 14 mil moradores do Floresta, o bairro mais populoso de Cascavel.
A Avenida Papagaios também é a principal rua do comércio local, com aproximadamente 90 estabelecimentos comerciais. A população aguarda que nessa mesma via seja instalada uma agência bancária, para que a população não precise se deslocar até o Centro.

ADMINISTRAÇÃO REGIONAL
Estrutura para emancipação

A idéia pode parecer estranha, mas já foi cogitada a possibilidade de o Bairro Floresta ser emancipado de Cascavel. O plano surgiu depois do censo de 2000, que dizia que o bairro tinha 12 mil moradores à época. “Eles [moradores] acharam que, com tanta gente e com a estrutura que temos, seria possível transformar o bairro em uma pequena cidade”, diz João Luiz de Araújo, presidente da Associação de Moradores do Bairro Floresta.
Como a Constituição Federal não permite que um bairro seja emancipado, a intenção é criar uma administração regional. Os sete bairros ao norte da BR-467 (Floresta, Brazmadeira, Interlagos, Brasília, Cataratas, Periollo e Morumbi) seriam administrados por uma subprefeitura. “A Lei Orgânica do Município de 1989 já prevê isso. Agora estudamos para colocar em prática”, explica João Luiz.
Ele afirma que a localização do bairro e a falta de incentivo para investimentos dificultam o desenvolvimento da região. “O bairro fica no limite do Município, isolado pela rodovia, longe do centro da cidade. As grandes empresas nunca são incentivadas a investir aqui”, reclama.
Para os moradores, a regionalização seria uma das formas de desenvolver mais os bairros daquela área. “Os próprios moradores teriam o controle e poderiam lutar para desenvolver cada vez mais a região”, diz Isoel Hamud, presidente da Associação de Moradores do Parque Habitacional Floresta.
Se a união for concretizada, a subprefeitura vai administrar 90 mil moradores divididos nos sete bairros.


PARTICIPE
Ajude a relembrar a história e a delinear o perfil do seu bairro. Você pode participar escrevendo para o Jornal Hoje (hoje@jhoje.com.br) ou entrando em contato pelo telefone (45) 3226-2233. Terça-feira o especial será sobre o Bairro Interlagos.


ESPORTE
Moradores aguardam piscina térmica

Investimento em esporte é um dos pontos fortes do Bairro Floresta, apesar das deficiências. Uma das obras mais esperadas pelos moradores é o Centro Esportivo Jardim Colonial, que terá uma piscina térmica. De acordo com o presidente da Associação de Moradores do Bairro Floresta, João Luis, o Centro Esportivo custará R$ 1 milhão e metade do valor será investido na piscina, que será entregue em seis meses.
Os moradores dispõem de um campo de futebol no Jardim Clarito, que não possui vestiário, e uma escola de futebol no Jardim Colonial, para crianças com idade entre sete e 15 anos, acompanhada pela Secretaria de Esporte.
Enquanto o Centro Poliesportivo não fica pronto, os moradores alugam a quadra do Caic e também usam o Ginásio de Esporte do Bairro Floresta.
A estrutura esportiva possibilitou ao bairro a criação de um time de futebol, o Clarito Futebol Clube, que já foi vice-campeão do Campeonato Varzeano de 2004.

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