Edição nº 4681 - Sexta-feira, 06 de julho de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
Principal - Política

EDUCAÇÃO
Elemar assume cargo oficialmente hoje

Novo secretário quer
aproximar professores

Criar uma aproximação maior da categoria com o conjunto da Secretaria de Educação de Cascavel é o principal objetivo do professor Elemar Müller, que assume hoje o comando da pasta. Há 15 anos atuando na rede municipal como professor e diretor de escolas, o novo secretário afirma que fará uma ampla discussão com as unidades escolares do Município. “Vamos ouvir os professores e diretores. Eles devem assumir essa responsabilidade conosco”, destaca Elemar.
O novo secretário se comprometeu a dar continuidade a projetos que vêm sendo desempenhados na pasta. “Estamos tomando conhecimento de toda a rotina da pasta e dos projetos que já estão encaminhados. Vamos precisar do apoio do antigo secretário [Vander Piaia], pois não queremos causar grandes rupturas no trabalho que estava sendo feito”, falou.
Sobre sua indicação, Elemar Müller comentou que seu nome não foi uma exigência do Siprovel (Sindicato dos Professores de Cascavel), como foi cogitado. “O prefeito Lísias Tomé atendeu uma reivindicação dos professores para que o secretário fosse alguém que atuasse na rede municipal, com a intenção de fazer essa ponte entre a categoria e a administração. Porém, não especificamente o meu nome, como foi divulgado”.
EQUIPE
O novo secretário aproveitou a oportunidade para adiantar algumas mudanças que serão feitas na equipe da secretaria. Elemar Müller adiantou três nomes que farão parte da nova diretoria da pasta. A professora Claudia Pagnoceli foi anunciada como diretora pedagógica; Francisca Rojo será a diretora administrativa e Julsemino Siebeneichler desempenhará função de assessor da pasta.

BOX//////
Política “pé no chão”

Percebendo o peso de assumir uma secretaria tão importante, Elemar Müller foi ponderado ao comentar o novo desafio. “Devemos adotar uma política de ‘pés no chão’, pois sabemos das dificuldades de orçamento. Vamos agir dentro das viabilidades”, ressaltou.
Entre as prioridades destacas por Elemar está a regularização dos profissionais de educação infantil, viabilização do sistema municipal de ensino e conclusão da proposta curricular.
Ao contrário do discurso usado durante a greve dos professores, Elemar não quis polemizar, citando alguns avanços conseguidos durante o tempo que Vander Piaia foi o secretário. “Houve avanços na questão salarial, por meio do Plano de Cargos e Salários, que foi intermediado pelo Vander”.
Sobre a presença de estagiários em salas de aula, Elemar informou que irá estudar a viabilidade de fazer um concurso público. “Nosso desejo é que não tenham mais estagiários. Vamos ver a possibilidade de fazer um concurso”.
Já com relação a investimentos em escolas, o secretário disse que é preciso fazer uma análise melhor da distribuição dos recursos disponíveis.

Itinerante
Foi realizada na noite de ontem mais um período de sessões itinerantes da Câmara Municipal de Cascavel. Desta vez os parlamentares estiveram reunidos com a comunidade do Bairro Cascavel Velho. O objetivo dos encontros é proporcionar uma maior aproximação da população dos bairros e distritos com o Legislativo.
Os parlamentares ouviram reivindicações dos líderes da região, que também apresentaram algumas sugestões aos vereadores. Além do Bairro Cascavel Velho, já foram realizados encontros nas comunidades dos distritos de Rio do Salto e Sede Alvorada, além do Bairro Interlagos, região norte de Cascavel.

CASO SEIBERT
Esposa e ex-assessor serão chamados de novo

Intimados não aparecem
para depor no Conselho

Os componentes do Conselho de Ética da Câmara, que apura se houve quebra de decoro parlamentar por parte do vereador Mario Seibert (PMDB), voltaram a se reunir ontem. Porém, das três testemunhas que seriam ouvidas nas audiências, somente uma compareceu: o secretário de Cultura, Julio Cesar Fernandes.
O ex-assessor parlamentar Aguinaldo Carvalho não foi localizado e a ex-funcionária pública Marilei Izabel Seibert, esposa do vereador investigado, recusou-se a comparecer e enviou um ofício aos vereadores citando que “não precisava se expor publicamente”. No documento, Marilei também anexou uma cópia do depoimento prestado ao Ministério Público, no dia 22 de julho. “Ela [Marilei] nos enviou a cópia do depoimento, informando que nele estavam contidas todas as informações necessárias”, disse o presidente do Conselho de Ética, Jorge Lauxen (DEM).
O único depoimento de ontem não acrescentou muitas novidades ao Conselho de Ética. O secretário Julio Cesar comentou questões referentes ao serviço desempenhado por Marilei Seibert em sua pasta, além de detalhes sobre sua nomeação, salário recebido e sua exoneração.
O secretário informou que a esposa do vereador desempenhava função de diretora de departamento de pesquisa e documentação e recebia um salário de cerca de R$ 3,4 mil mensais. “Ela trabalhava com listagem e cadastros na biblioteca pública”. Marilei seria subordinada a Silvia Prado, gerente da biblioteca, e ao próprio secretário.
Questionado pelos vereadores, o secretário confirmou que o serviço de Marilei poderia ser desempenhado por uma estagiária da administração, que recebe salário de R$ 450 a R$ 600. “Antes da nomeação da Marilei, tinha duas servidoras de carreira que desempenhavam a função. Tentamos também colocar uma estagiária, porém ela não conseguiu fazer”, disse.
O secretário de Cultura comentou que não lhe cabe fazer juízo de valores sobre o merecimento do salário por parte de Marilei, destacando que a esposa do vereador sempre foi uma funcionária exemplar, cumprindo a função que lhe era atribuída. Sobre a exoneração de Marilei, Julio Cesar reafirmou que foi motivada pela contenção de despesas e diminuição de cargos de confiança. “Atualmente a função está vaga e faz falta alguém para desempenhá-la”.
Julio Cesar fez questão de deixar claro que “jamais houve influência de qualquer vereador em nomeações na Secretaria da Cultura e muito menos privilégios à esposa do vereador Mario Seibert”.
EMPRÉSTIMO
O secretário Julio Cesar informou ao Conselho de Ética que não tinha conhecimento do empréstimo de R$ 30 mil contraído por Marilei junto ao Paraná Banco enquanto esteve lotada na secretaria. “Essa informação é impressa apenas no holerite de pagamento e, na posição de secretário, não tenho acesso ao contracheque”.
O empréstimo teria sido descontado por meio da margem de consignação. “Nenhum secretário titular das pastas tem acesso a esse tipo de informação, que cabe apenas à Secretaria de Administração e ao prefeito”.

Novos depoimentos
Ao fim do depoimento do secretário de Cultura, Julio Cesar Fernandes, o Conselho de Ética se reuniu para traçar os encaminhamentos dos trabalhos do processo disciplinar. Na reunião ficou decidido que as testemunhas que não compareceram ontem para audiências serão novamente convocadas.
Os vereadores também adiantaram que o secretário de Obras, Cléverson Thomé, e o chefe de Gabinete da prefeitura, Luiz Fernando Lima, serão chamados para depor. “Vamos solicitar à prefeitura alguns documentos do Departamento de Recursos Humanos e, assim que forem enviados à Câmara, decidiremos as datas que serão. Certamente antes do recesso parlamentar, que começa dia 16”, disse o presidente Jorge Lauxen.
Sobre o não comparecimento de Marilei Seibert, os componentes da comissão destacaram que foi prejudicial para os trabalhos e também pode ser maléfico para a própria defesa do vereador Mario Seibert.

BENS MUNICIPAIS
Emenda altera Lei Orgânica

A polêmica criada após a autorização da prefeitura para a construção de um novo camelódromo em Cascavel, em um terreno público ao lado do Terminal de Transbordo Oeste, fez com que os vereadores elaborassem uma emenda alterando a Lei Orgânica Municipal.
O documento de número 013/2007, assinado pelo presidente Julio Cesar Leme da Silva (PMDB) e o vereador Juarez Berté (PPS), deverá ser apreciado no próximo período de sessões da Câmara, após o recesso parlamentar.
A emenda altera dispositivos do artigo 169 da Lei Orgânica, que discute os bens municipais. O artigo estipula que “os bens municipais poderão ser utilizados por terceiros, mediante concessão, permissão e autorização, conforme o caso e o interesse público ou social, devidamente justificado”.
Com a emenda, fica acrescentado o seguinte parágrafo: “A autorização de uso formalizada por ato próprio, para atividades ou usos específicos e transitórios, pelo prazo máximo de 90 dias, exceto quando se destinar a formar canteiro de obra ou de serviço público, caso em que o prazo corresponderá ao da duração da obra ou serviço”.
Os autores do documento comentam que ele vem ao encontro de toda a discussão gerada após o anúncio do centro comercial. Julio Cesar explica que o acréscimo do parágrafo impõe normas para o uso de espaço público e que as permissões devem ter um prazo estipulado.
“A intenção da emenda é para evitar que aconteçam absurdos como no caso do camelódromo. As autorizações de uso de espaço devem ser pelo período temporário de 90 dias”.

 

Expediente - Fale Conosco

Enquete

O que você acha que deve ser feito para melhorar o trânsito em Cascavel?

Aplicação de multas
Instalação e uso de radar
Campanha de Conscientização


Resultado Parcial


Pauta
Envie sua sugestão de pauta, matéria ou release para o Jornal Hoje.

Edições Anteriores
disponíveis na íntegra para consulta.

Video 30 anos
Veja aqui o vídeo promocional 30 anos Jornal Hoje

Busca