| EDUCAÇÃO
Elemar assume cargo oficialmente hoje
Novo secretário quer
aproximar professores
Criar uma aproximação maior da categoria com o conjunto
da Secretaria de Educação de Cascavel é o principal
objetivo do professor Elemar Müller, que assume hoje o comando da
pasta. Há 15 anos atuando na rede municipal como professor e diretor
de escolas, o novo secretário afirma que fará uma ampla
discussão com as unidades escolares do Município. “Vamos
ouvir os professores e diretores. Eles devem assumir essa responsabilidade
conosco”, destaca Elemar.
O novo secretário se comprometeu a dar continuidade a projetos
que vêm sendo desempenhados na pasta. “Estamos tomando conhecimento
de toda a rotina da pasta e dos projetos que já estão encaminhados.
Vamos precisar do apoio do antigo secretário [Vander Piaia], pois
não queremos causar grandes rupturas no trabalho que estava sendo
feito”, falou.
Sobre sua indicação, Elemar Müller comentou que seu
nome não foi uma exigência do Siprovel (Sindicato dos Professores
de Cascavel), como foi cogitado. “O prefeito Lísias Tomé
atendeu uma reivindicação dos professores para que o secretário
fosse alguém que atuasse na rede municipal, com a intenção
de fazer essa ponte entre a categoria e a administração.
Porém, não especificamente o meu nome, como foi divulgado”.
EQUIPE
O novo secretário aproveitou a oportunidade para adiantar algumas
mudanças que serão feitas na equipe da secretaria. Elemar
Müller adiantou três nomes que farão parte da nova diretoria
da pasta. A professora Claudia Pagnoceli foi anunciada como diretora pedagógica;
Francisca Rojo será a diretora administrativa e Julsemino Siebeneichler
desempenhará função de assessor da pasta.
BOX//////
Política “pé no chão”
Percebendo o peso de assumir uma secretaria tão importante, Elemar
Müller foi ponderado ao comentar o novo desafio. “Devemos adotar
uma política de ‘pés no chão’, pois sabemos
das dificuldades de orçamento. Vamos agir dentro das viabilidades”,
ressaltou.
Entre as prioridades destacas por Elemar está a regularização
dos profissionais de educação infantil, viabilização
do sistema municipal de ensino e conclusão da proposta curricular.
Ao contrário do discurso usado durante a greve dos professores,
Elemar não quis polemizar, citando alguns avanços conseguidos
durante o tempo que Vander Piaia foi o secretário. “Houve
avanços na questão salarial, por meio do Plano de Cargos
e Salários, que foi intermediado pelo Vander”.
Sobre a presença de estagiários em salas de aula, Elemar
informou que irá estudar a viabilidade de fazer um concurso público.
“Nosso desejo é que não tenham mais estagiários.
Vamos ver a possibilidade de fazer um concurso”.
Já com relação a investimentos em escolas, o secretário
disse que é preciso fazer uma análise melhor da distribuição
dos recursos disponíveis.
Itinerante
Foi realizada na noite de ontem mais um período de sessões
itinerantes da Câmara Municipal de Cascavel. Desta vez os parlamentares
estiveram reunidos com a comunidade do Bairro Cascavel Velho. O objetivo
dos encontros é proporcionar uma maior aproximação
da população dos bairros e distritos com o Legislativo.
Os parlamentares ouviram reivindicações dos líderes
da região, que também apresentaram algumas sugestões
aos vereadores. Além do Bairro Cascavel Velho, já foram
realizados encontros nas comunidades dos distritos de Rio do Salto e Sede
Alvorada, além do Bairro Interlagos, região norte de Cascavel.
CASO SEIBERT
Esposa e ex-assessor serão chamados de novo
Intimados não aparecem
para depor no Conselho
Os componentes do Conselho de Ética da Câmara, que apura
se houve quebra de decoro parlamentar por parte do vereador Mario Seibert
(PMDB), voltaram a se reunir ontem. Porém, das três testemunhas
que seriam ouvidas nas audiências, somente uma compareceu: o secretário
de Cultura, Julio Cesar Fernandes.
O ex-assessor parlamentar Aguinaldo Carvalho não foi localizado
e a ex-funcionária pública Marilei Izabel Seibert, esposa
do vereador investigado, recusou-se a comparecer e enviou um ofício
aos vereadores citando que “não precisava se expor publicamente”.
No documento, Marilei também anexou uma cópia do depoimento
prestado ao Ministério Público, no dia 22 de julho. “Ela
[Marilei] nos enviou a cópia do depoimento, informando que nele
estavam contidas todas as informações necessárias”,
disse o presidente do Conselho de Ética, Jorge Lauxen (DEM).
O único depoimento de ontem não acrescentou muitas novidades
ao Conselho de Ética. O secretário Julio Cesar comentou
questões referentes ao serviço desempenhado por Marilei
Seibert em sua pasta, além de detalhes sobre sua nomeação,
salário recebido e sua exoneração.
O secretário informou que a esposa do vereador desempenhava função
de diretora de departamento de pesquisa e documentação e
recebia um salário de cerca de R$ 3,4 mil mensais. “Ela trabalhava
com listagem e cadastros na biblioteca pública”. Marilei
seria subordinada a Silvia Prado, gerente da biblioteca, e ao próprio
secretário.
Questionado pelos vereadores, o secretário confirmou que o serviço
de Marilei poderia ser desempenhado por uma estagiária da administração,
que recebe salário de R$ 450 a R$ 600. “Antes da nomeação
da Marilei, tinha duas servidoras de carreira que desempenhavam a função.
Tentamos também colocar uma estagiária, porém ela
não conseguiu fazer”, disse.
O secretário de Cultura comentou que não lhe cabe fazer
juízo de valores sobre o merecimento do salário por parte
de Marilei, destacando que a esposa do vereador sempre foi uma funcionária
exemplar, cumprindo a função que lhe era atribuída.
Sobre a exoneração de Marilei, Julio Cesar reafirmou que
foi motivada pela contenção de despesas e diminuição
de cargos de confiança. “Atualmente a função
está vaga e faz falta alguém para desempenhá-la”.
Julio Cesar fez questão de deixar claro que “jamais houve
influência de qualquer vereador em nomeações na Secretaria
da Cultura e muito menos privilégios à esposa do vereador
Mario Seibert”.
EMPRÉSTIMO
O secretário Julio Cesar informou ao Conselho de Ética que
não tinha conhecimento do empréstimo de R$ 30 mil contraído
por Marilei junto ao Paraná Banco enquanto esteve lotada na secretaria.
“Essa informação é impressa apenas no holerite
de pagamento e, na posição de secretário, não
tenho acesso ao contracheque”.
O empréstimo teria sido descontado por meio da margem de consignação.
“Nenhum secretário titular das pastas tem acesso a esse tipo
de informação, que cabe apenas à Secretaria de Administração
e ao prefeito”.
Novos depoimentos
Ao fim do depoimento do secretário de Cultura, Julio Cesar Fernandes,
o Conselho de Ética se reuniu para traçar os encaminhamentos
dos trabalhos do processo disciplinar. Na reunião ficou decidido
que as testemunhas que não compareceram ontem para audiências
serão novamente convocadas.
Os vereadores também adiantaram que o secretário de Obras,
Cléverson Thomé, e o chefe de Gabinete da prefeitura, Luiz
Fernando Lima, serão chamados para depor. “Vamos solicitar
à prefeitura alguns documentos do Departamento de Recursos Humanos
e, assim que forem enviados à Câmara, decidiremos as datas
que serão. Certamente antes do recesso parlamentar, que começa
dia 16”, disse o presidente Jorge Lauxen.
Sobre o não comparecimento de Marilei Seibert, os componentes da
comissão destacaram que foi prejudicial para os trabalhos e também
pode ser maléfico para a própria defesa do vereador Mario
Seibert.
BENS MUNICIPAIS
Emenda altera Lei Orgânica
A polêmica criada após a autorização da prefeitura
para a construção de um novo camelódromo em Cascavel,
em um terreno público ao lado do Terminal de Transbordo Oeste,
fez com que os vereadores elaborassem uma emenda alterando a Lei Orgânica
Municipal.
O documento de número 013/2007, assinado pelo presidente Julio
Cesar Leme da Silva (PMDB) e o vereador Juarez Berté (PPS), deverá
ser apreciado no próximo período de sessões da Câmara,
após o recesso parlamentar.
A emenda altera dispositivos do artigo 169 da Lei Orgânica, que
discute os bens municipais. O artigo estipula que “os bens municipais
poderão ser utilizados por terceiros, mediante concessão,
permissão e autorização, conforme o caso e o interesse
público ou social, devidamente justificado”.
Com a emenda, fica acrescentado o seguinte parágrafo: “A
autorização de uso formalizada por ato próprio, para
atividades ou usos específicos e transitórios, pelo prazo
máximo de 90 dias, exceto quando se destinar a formar canteiro
de obra ou de serviço público, caso em que o prazo corresponderá
ao da duração da obra ou serviço”.
Os autores do documento comentam que ele vem ao encontro de toda a discussão
gerada após o anúncio do centro comercial. Julio Cesar explica
que o acréscimo do parágrafo impõe normas para o
uso de espaço público e que as permissões devem ter
um prazo estipulado.
“A intenção da emenda é para evitar que aconteçam
absurdos como no caso do camelódromo. As autorizações
de uso de espaço devem ser pelo período temporário
de 90 dias”.
|