ALIMENTAÇÃO
Conjunto de itens subiu 14,3% se comparado a abril de 2007 em Cascavel
Arroz puxa alta de 3,4% da cesta básica
Após duas quedas seguidas, o custo da cesta básica em Cascavel
teve alta considerável em abril. Subiu 3,4% em comparação
a março e 14,3% com relação ao mesmo período
de 2007. O arroz foi o item que apresentou a maior elevação
(13,1%), seguido da carne (10,22%), da farinha de trigo (9,07%), do pão
francês (6,32%) e do leite (6,23%).
Os dados são do índice Univel/Dieese, apurado por acadêmicos
dos cursos de Ciências Econômicas e Administração
da Univel.
Segundo a pesquisa, em março o conjunto de 13 itens que compõem
a cesta básica custava R$ 179,58 nos 28 estabelecimentos pesquisados
na cidade. Em abril, o consumidor desembolsou R$ 6,23 a mais para adquirir
os mesmos produtos, ou seja, R$ 185,81. Em abril de 2007, o custo era
de R$ 162,49, R$ 23,32 a menos.
Já o feijão, vilão da cesta nos últimos meses,
foi o item que apresentou queda significativa em abril. O preço
caiu 17,3%, seguido da banana (-1,40%), e do açúcar (-0,85%).
A margarina teve redução de 0,89%, influenciada por promoções
realizadas em alguns supermercados.
Comparando com o mesmo mês de 2007, a cesta básica ficou
R$ 23,32 mais cara, variação de 14,35%.
Com relação ao salário mínimo nacional, o
comprometimento da remuneração de um trabalhador para a
compra de uma cesta básica (suficiente para a alimentação
mensal de um trabalhador adulto) chegou em março a 44,77% dos R$
415. No mesmo período de 2007, essa proporção era
de 42,76% do salário vigente, R$ 380. Comparativamente, os trabalhadores
desembolsam hoje um percentual maior.
No mês de março o salário mínimo ideal para
atender às necessidades de alimentação, saúde,
educação, vestuário, transporte, higiene, lazer e
previdência, era estimado em R$ 1.881,32.
AGRICULTURA
Baixa temperatura pode encarecer mais o feijão
A leve alta na temperatura registrada na tarde de ontem não afastou
a preocupação dos produtores de feijão, que estão
a dez dias de fazer a primeira colheita dos grãos.
A cultura precisa de tempo seco e com muita luminosidade para que possa
ser colhida. A chuva, acompanhada de temperaturas baixas, não combina
com a crise no mercado alimentício. “O feijão deve
ser arrancado quando tem sol. Ele está quase no ponto da colheita.
Tem gente que passou veneno para o grão secar”, conta o produtor
Luiz Roberto Macanhão.
A economista do Deral (Departamento de Economia Rural) Jovir Vicentini
Esser alerta para uma queda na qualidade da safrinha do feijão.
A conseqüência é a redução do preço
ao produtor e a elevação para o consumidor. Atualmente,
a saca do feijão oscila entre R$ 100 a R$ 120. “Há
uma forte perspectiva de queda de temperatura. Isso deixa o produtor preocupado.
Se ele colhe quando não tem sol, há perda da qualidade.
E se houver geada, ela comprometerá toda a produção”.
O problema só não será maior, segundo Jovir, pois
apenas 10% da safra estimada de 25.631 toneladas serão colhidas
de imediato. “A maior safra do feijão será entre o
fim de maio e começo de junho. Mas o excesso de umidade é
prejudicial em todas as fases do cultivo do feijão”. A perda
na produção, segundo Macanhão, é sentida por
pelo menos três anos. “Em 2006 eu perdi feijão por
causa da chuva. Ele perdeu a cor e ficou sem preço no mercado.
Tive um prejuízo de 40%. Se um agricultor perder um ano de produção,
leva três para se estabilizar”.
MERCADO
Um quilo de feijão, que já custou R$ 0,99 nas prateleiras
dos mercados, hoje é vendido entre R$ 2,60 e R$ 4. Com a previsão
de tempo inadequado para a cultura, a tendência é de o produto
ficar ainda mais caro. “Esse frio pode pegar muitas pessoas de surpresa”,
afirma o gerente de um supermercado Gilmar Gomes.
Embora esteja caro, Gilmar afirma que o quilo do feijão já
foi vendido a R$ 6. “O preço está caindo há
cerca de 40 dias. Os fornecedores reduziram o valor mas não tem
como baixarmos mais do que está agora”.
LAGO MUNICIPAL
Sanepar abre licitação para o desassoreamento
Após quase três anos e meio de ter sido assinado o contrato
de concessão do abastecimento de água e rede de esgoto sanitário
com a Prefeitura de Cascavel, a Sanepar finalmente divulga a abertura
da licitação para o desassoreamento do Lago Municipal de
Cascavel, um dos itens contratados.
O edital de licitação para a contratação da
empresa que executará as obras será publicado amanhã,
conforme divulgou ontem a Sanepar. As empreiteiras interessadas devem
entregar a proposta até 6 de junho. As propostas serão abertas
dia 10 de junho. A obra está orçada em R$ 2.042.424,64.
A partir da abertura da concorrência, agora a companhia tem a expectativa
de iniciar os serviços até o fim de julho, seis meses antes
do fim do ano e três antes das eleições municipais.
O contrato de concessão foi assinado pelo ex-prefeito Edgar Bueno,
nos últimos dias do seu mandato, em 2004.
De acordo com o projeto técnico, além do desassoreamento
e destinação adequada do lodo a ser retirado do Lago Municipal,
serão executadas obras de contenção em diversos pontos
do lago, especialmente nos afluentes que contribuem para sua formação.
O lago é o principal cartão-postal de Cascavel, mas vem
sendo engolido pelo assoreamento nos últimos anos.
QUIOSQUES
Vantagens e prazos estabelecidos suscitam dúvidas
Vantagens abertas em lei
geram questionamentos
A Lei 4.860, de 24 de abril de 2008, que autoriza a abertura de procedimento
licitatório para a concessão de direito real de uso de quiosques
comerciais no Calçadão da Avenida Brasil, em Cascavel, tem
suscitado questionamentos.
O primeiro item que levantou dúvidas é o artigo 11, que
dispõe que os concessionários ou permissionários
que ocupam o espaço tenham prazo de 30 dias da declaração
dos resultados da licitação para manifestar o interesse
em exercer o direito de preferência. O advogado Kennedy Machado
observa que a lei cria vantagem ilegal porque dá oportunidade ao
que está com a concessão de dar um lance maior num prazo
de 30 dias. Ele ressalta que o concessionário poderá dar
um lance mínimo e esperar para verificar a oferta dos demais e
depois incluir apenas um pequeno valor em acima. “Isso vai contra
a Lei de Licitações, que é nacional e tem vínculo
com União, estados e municípios, e visa gerar competições
entre aqueles que se interessam. E não cabe ao Poder Executivo
municipal legislar sobre isso, é competência da União”,
opina.
Outro item questionado é o artigo 6º, que estabelece que “o
prazo de vigência da concessão será de dez anos, contados
a partir da data da assinatura do contrato, podendo ser prorrogado somente
uma vez, por igual período, desde que formalizado o competente
processo administrativo”.
Para Kennedy, esse artigo retira a oportunidade de competição
e onerosidade que toda concessão e permissão deve ter estabelecendo
prazo. “Não existe previsão para esse privilégio
de transformar licitação de dez para 20 anos sem certame
licitatório. Entrar com proposta de dez anos e depois prorrogar
por mais dez”.
Sobre a lei, o advogado orienta que podem entrar com ação
direta de inconstitucionalidade no Tribunal, o prefeito, o presidente
da Câmara de Vereadores ou o procurador do Ministério Público,
além de partidos políticos com diretório estadual.
Alerta ainda que qualquer pessoa pode entrar com ação popular
contra o edital de licitação. Ele explica que a lei gera
prejuízo administrativo em tese, mas quando o edital é lançado
o prejuízo é de fato e então cabe ação
popular.
Outro lado
O procurador jurídico do Município, Antonio Linares, observa
não ver falta de competitividade no estabelecido no artigo 6º.
Segundo ele, vencidos os dez anos, o Município reexaminará
a conveniência de prorrogar ou não o contrato. “A administração
analisará caso a caso, quem cumpriu ou não o estabelecido,
se vai prorrogar mediante pagamento de tal quantia ou de outra forma [...].
Além disso, o concessionário vai construir, temos que mostrar
que é atrativo agora, se não tiver possibilidade de lucro
ele não vai querer”.
Quanto ao artigo 11º, o procurador ressalta que não faz parte
da lei original, é um emenda proposta pelo vereador Nestor Dalmina
e aprovada por unanimidade de votos pelos demais vereadores.
Segundo Dalmina, a intenção é dar preferência
a quem já tem experiência e está há anos na
área em hipótese de empate. “Fiz emenda neste sentido,
de quem já está no ponto, investiu, tenha preferência
em caso de empate, é um critério de desempate”, ressaltou.
O vereador disse que consultará a lei aprovada para constatar se
está de acordo com o proposto na emenda ou se realmente cria vantagem
ilegal.
COMBATE À DENGUE
Mutirão recolhe sete caminhões de lixo
Mais um mutirão de limpeza foi realizado ontem em Cascavel. Essa
foi a segunda vez que os Bairros Cataratas, Morumbi, Brasília e
Periollo, do estrato 01, passaram pelo arrastão. A região
teve o índice mais alto no 2º ciclo do LirAa (Levantamento
do Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti),
2,7%.
Em comparação com o primeiro levantamento, o índice
do estrato diminuiu. “Foi uma redução significativa,
de quase um ponto [percentual], mas ainda não é o suficiente”,
diz Cristina Carnaval, coordenadora do Programa de Controle de Endemias.
O índice anterior do estrato era de 3,4%.
Foram recolhidos sete caminhões de entulhos, principalmente dos
terrenos baldios. O trabalho segue hoje. No primeiro mutirão realizado
nos bairros foram recolhidos 17 caminhões de lixo.
Já estão programados mais dois mutirões. Um dia 12,
no estrato 10, que corresponde aos Bairros Santa Cruz, Alto Alegre, Santo
Onofre, Paulo Godoy, Esmeralda e Santos Dumont, que teve índice
de 2%. E no dia 19, no estrato 4, nos Bairros Universitário e Presidente
e parte do Cascavel Velho, que apresentou índice de 1,6%.
COLMÉIA
Dez famílias vivem em condição subumana
Dez pequenos barracos de chão batido, sem banheiros, água
encanada e energia elétrica são o abrigo de famílias
que, sem outro local para morar, ocuparam uma área na Rua Serra
Encantada, no Loteamento Jardim Colméia, em Cascavel. O terreno
é uma área de preservação permanente, perto
de um rio.
Em um dos locais há um barranco com cerca de seis metros de altura,
um risco à integridade dos moradores. A Assessoria de Assuntos
Comunitários já embargou a propriedade, mas, até
agora, nada foi feito para resolver o problema.
“Eu não tinha onde morar e invadi aqui. Estou morando aqui
há um ano com minha esposa e minha filha de um ano e oito meses.
A gente está esperando o que vão fazer para nos ajudar”,
revela Valdieri Martins de Oliveira, que acrescenta: “Fui o primeiro
e depois começou a vir mais gente”.
Na mesma situação vive o jardineiro Ezequiel Brizola de
Lima, sua esposa e seus sete filhos. A família improvisa um local
para tomar banho. “Esquentamos água e nos lavamos em um banheiro
que fiz”, relata.
O temor dos moradores é de que a prefeitura os despeje do terreno
e os deixem sem abrigo. “Eu vim do Julieta Bueno, saí de
lá porque não consegui uma casa. Meu medo é que nos
tirem daqui. Tenho a minha filha pequena e não tenho outro local
para morar. O que queremos é apenas um local para vivermos sossegados”,
confessa Valdieri.
SEM SOLUÇÃO
O assessor de Assuntos Comunitários, Antonio Tomé, alega
que não há previsão para abrigar as famílias
em um local adequado e garante que até o fim do ano, nenhum morador
será retirado do fundo de vale. “Ninguém vai despejar
ninguém. Em curto prazo não tem como resolver o problema.
Tem de ser feito um projeto de longo prazo, talvez para o ano que vem.
Mas agora não há possibilidade de resolver”, justifica.
Ele afirma que até sexta-feira enviará uma equipe da assessoria
para cadastrar as famílias. “Vamos encaminhar uma equipe
para conhecermos a realidade dos moradores. Saber de onde vieram e se
realmente são de baixa renda. Temos que estudar um local adequado
para o remanejamento das famílias”, acrescenta.
“Não consegui uma casa no Julieta”
Valdieri de Oliveira, desempregado
“Nos lavamos em um banheiro que eu fiz”
Ezequiel de Lima, jardineiro
COMBUSTÍVEIS
Alta nas refinarias pode motivar o fim da forte concorrência
Postos “apagam” preços
sob iminência de reajuste
A queda drástica nos preços dos combustíveis nos
postos de Cascavel pode estar com os dias contados. O reajuste na refinaria
de 10% na gasolina e de 15% no diesel dia 2 pode motivar o retorno dos
preços que eram praticados na cidade antes do início da
forte concorrência, em março, classificada como predatória.
Um dos sinais da possível alta dos preços são as
placas indicativas dos valores na frente dos postos, que foram apagadas.
Conforme o revendedor de combustíveis, Roberto Pellizzetti, a partir
de agora a tendência é de que os preços retomem aos
poucos o valor praticado em fevereiro, entre R$ 2,50 e R$ 2,60, mesmo
que ainda não tenha havido reajuste da gasolina aos revendedores.
Por enquanto, poucos são os postos que elevaram o preço
do produto, que varia de R$ 2,10 a R$ 2,30, e do álcool, entre
R$ 1,1 e R$ 1,3.
No entanto, o diesel já está mais caros nas bombas, em média
R$ 0,20, produto que não era reajustado havia dois anos e meio.
Para não subir ao consumidor, o governo reduziu a Cide (Contribuição
de Intervenção no Domínio Econômico) sobre
a gasolina, amortizando a alta às refinarias. Até então,
a refinaria precisava passar R$ 0,28 por litro da gasolina e R$ 0,07 do
diesel ao governo federal pela contribuição. A partir da
mudança, o valor caiu para R$ 0,18 na gasolina e R$ 0,03 no diesel.
LETREIROS VAZIOS
A não divulgação dos preços tem um risco.
De acordo com a fiscal do Procon Rosângela Favarin, esta é
uma prática ilegal, visto que a Portaria 116 da ANP (Agência
Nacional do Petróleo) determina que o preço deve ser divulgado,
inclusive dá as dimensões dos letreiros a serem afixados
em local visível ao consumidor. “Vamos verificar essa prática
e notificar os postos para que informem os preços, como rege a
lei”, avisou.
A ANP, por meio de sua assessoria de imprensa, não quis comentar
o assunto, adiantando apenas que existe a possibilidade de uma equipe
de fiscalização vir à cidade para fazer uma pesquisa
na qualidade dos produtos vendidos.
AUDITORES FISCAIS
Categoria permanece de braços cruzados em Cascavel
Seguindo decisão de 55% dos auditores fiscais de todo o País,
em Assembléia Nacional ocorrida semana passada, os profissionais
de Cascavel permanecem em greve por tempo indeterminado. A paralisação
foi iniciada dia 18 de março após inúmeras tentativas
de acordo com o governo federal. A categoria pede equiparação
salarial com os delegados da PF (Polícia Federal), que recebem
cerca de R$ 18 mil desde setembro. O reajuste seria de 38,46%, já
que o auditor em início de carreira tem salário médio
de R$ 10 mil, já incluindo R$ 3 mil de um adicional sobre metas
de trabalho.
Eduardo Maia, auditor e vice-presidente da Delegacia Sindical de Cascavel
do Unafisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal),
observa que uma nova assembléia entre os profissionais deve ocorrer
nos próximos dias, visando esclarecer alguns pontos do movimento,
já que a continuidade da greve foi aprovada por pequena maioria
de votos.
Em algumas cidades do País, auditores voltaram ao trabalho ontem.
Agora o sindicato tenta conscientizar os trabalhadores de que é
necessário manter a paralisação para que o governo
sinalize finalmente com uma proposta aceitável. Os auditores estão
há mais de oito meses negociando, sem sucesso, com o governo.
Em Cascavel são 46 profissionais que estão atuando em forma
de rodízio para manter os 30% dos trabalhos previstos em lei.
RIO GRANDE DO SUL
Excesso de velocidade também está entre as reclamações
Falta de estacionamento
atrapalha comerciantes
Uma das mais antigas ruas de Cascavel, a Rio Grande de Sul é uma
importante via de ligação entre as regiões oeste
e leste da cidade, principalmente por ser paralela à Avenida Brasil.
Muitos de seus moradores e comerciantes chegaram no endereço antes
mesmo do asfalto.
Luiz Júlio Trombini, comerciante, mora na rua há 40 anos.
“A minha foi uma das primeiras casas. Era tudo mato”.
Ele afirma que já se acostumou à pressa dos motoristas:
“Eles passam bem rápido por aqui, mas depois de tanto tempo
já me acostumei”.
A alta velocidade dos carros já causou muitos estragos. “Os
motoristas perdiam o controle ali, na curva, e subiam na calçada.
Muitas vezes foram parar dentro do bar ou aqui, na selaria”, diz
o comerciante Elvio Coelho.
Para ele, é necessária a instalação de redutores
de velocidade. “Apesar de os motoristas estarem mais conscientes,
depois da curva precisa de um redutor”, diz Elvio. A cura à
qual ele se refere é a primeira, logo após o início,
uma quadra depois da Praça da Bíblia.
O endereço de João Pedro Ribeiro Neto, comerciante, é
na região mais movimentada na Rio Grande do Sul, onde está
concentrada grande parte dos comércios. Segundo ele, o principal
problema ainda é a falta de respeito. “Ninguém respeita
ninguém, nem motorista nem pedestre. Pior ainda os motoqueiros,
que não esperam a vez, vão passando em meio aos carros”.
Já com relação ao comércio, o problema é
a falta de estacionamento. “Os funcionários estacionam e
ocupam a vaga o dia todo. Não sobra vaga para os clientes. Tive
que fazer um estacionamento nos fundos para atender quem vem à
minha loja”, conta João Pedro.
Hoje as condições da pista estão boas. Foram várias
reformas e serviços refeitos. “Tentaram várias vezes
até conseguir resolver o problema do asfalto”, diz Elvio.
Personagem
“A minha foi uma das primeiras casas”
Luiz Júlio Trombini, comerciante
“Tentaram várias vezes até resolver o problema do
asfalto”
Elvio Coelho, comerciante
“Os funcionários estacionam e ocupam a vaga o dia todo”
João Pedro Ribeiro Neto, comerciante
NOME
“O nome é bom, até porque eu sou do Rio Grande do
Sul e me sinto homenageado, mesmo não sabendo quando a rua recebeu
essa denominação. Na parte de estrutura a rua é boa.
Resido e tenho comércio há 18 anos aqui e a via sempre foi
bastante conhecida. Os veículos trafegam em uma velocidade alta,
mas os semáforos ajudam a reduzir esse problema”.
Odair Grelak, pintor letrista
“A rua ganhou uma boa homenagem com este nome, em minha opinião.
O nome é merecido até pela quantidade de gaúchos
que existem na cidade, como eu. O problema principal dela é a velocidade
dos veículos, que não respeitam mesmo tendo placas de sinalização.
Houve dias de ocorrerem três acidentes no mesmo lugar e outros dias
de racha. Isso é ruim”.
Renato Rodrigues, gerente de vendas
“O nome da rua foi dado em homenagem ao Estado e, para mim, é
uma boa homenagem. Só não sei quando foi dado o nome. Tenho
comércio há 16 anos na via e acompanhei seu desenvolvimento.
Nos dez últimos anos ela progrediu bastante, tornando-se uma via
rápida e quem está aqui há anos, como eu, até
já se acostumou com isso”.
Eunice Colman, comerciante
Nome Rua Rio Grande do Sul
Documento de Aprovação Lei 26/53
Ano 1953
Comprimento 2,8 mil metros
Largura 12 metros em toda a extensão
Início Praça da Bíblia, no Centro
Término Bifurcação com as Ruas 25 de Agosto e Machado
de Assis
ESTABELECIMENTO QUANTIDADE
Delegacia da Receita Federal
Praça Wilson Joffre
Colégio Estadual Wilson Joffre
Colégio Nossa Senhora Auxiliadora
Posto de Saúde Central
Sanepar
Instituto Alfredo Kaefer
Confecções 9
Salão de Beleza 7
Farmácia 5
Papelaria/Livraria 4
Loja de calçados 4
Doceria 3
Roupas infantis 3
Relojoaria 3
Bar 3
Hotel 2
Artigos esportivos 2
Fantasias e artigos para festas 2
Escritório de engenharia 2
Loja de informática 2
Colchões 2
Garagem de veículos 2
Auto-escola 2
Escritório advocacia 2
Escritório de contabilidade 2
Lingerie 2
Malhas/Tecidos 2
Equipamentos eletrônicos 2
Artigos esportivos 2
Lanchonete 2
Brechó 2
Centro Comercial 2
Embalagens 2
Loja de presentes 2
Copiadora 2
Estacionamento 2
Clínica de odontologia 1
Selaria 1
Distribuidora de Bebidas 1
Venda de ordenhadeiras 1
Cursos e treinamentos 1
Loja de variedades 1
Máquinas de costuras 1
Equipamentos odontológicos 1
Comunicação visual 1
Mecânica 1
Loja de pneus 1
Academia 1
Revistaria 1
Banco 1
Floricultura 1
Tintas 1
Bijuterias 1
Cosméticos 1
Artigos para noivas 1
Panificadora 1
Pista de kart 1
Loja de móveis 1
Artigos musicais 1
Conserto de máquinas 1
Advocacia 1
Estética 1
Som e acessórios 1
Filtros 1
Faixas 1
Borracharia 1
Posto de combustível 1
Som automotivo 1
Salão de eventos 1
Instalação comercial 1
Chaveiro 1
Gráfica 1
Equipamentos de segurança 1
Pizzaria 1
Agência de empregos 1
Mototáxi 1
Conserto de eletrodomésticos 1
Igreja 1
Posto de gasolina 1
Videolocadora 1
Rádio 1
Ótica 1
Conserto de roupas 1
Imobiliária 1
Aviamentos 1
Agência de turismo 1
Veterinário 1
Produtos em acrílico 1
LEI 26/53
Nome foi dado em 1953
A Rua Rio Grande do Sul foi estabelecida como via pública no dia
11 de agosto de 1953, no Governo José Neves Formighieri. A Lei
26/53 é de autoria dos ex-vereadores Adelar Bertolucci e Adelino
Cattani. Por meio dela, foi determinado o nome de todas as ruas paralelas
à Avenida Brasil de Cascavel. Segundo a lei, a Rua Rio Grande do
Sul tinha início no aeroporto local, onde hoje está o Terminal
Rodoviário da cidade. O interessante é que no artigo que
estabelece a nomeação da rua a residência de pessoas
importantes para época foi discriminada como Florêncio Galafassi.
Além de pioneiro era diretor da única empresa exportadora
de madeira da época: a Industrial Madeireira do Paraná.
Hoje, ele é homenageado com um logradouro no Bairro Periollo.
HISTÓRIA
Outra personalidade que habitava a Rio Grande do Sul era o comerciante
João Miotto, que também foi presidente do Tuiuti Esporte
Clube. No mesmo ano em que a lei que batiza a rua foi criada, no dia 28
de setembro de 1953, um dos criadores dela, o ex-vereador Adelino Cattani
fora assassinado por Miotto, que também era ex-delegado da cidade.
Embora fossem amigos, os dois duelaram na Praça Getúlio
Vargas. O crime foi descrito em uma edição especial do jornal
“O Paraná” e, na publicação, consta que
o então delegado Eurides Cezário Formighieri fez vistas
grossas à ocorrência e João Miotto ficou impune.
Homenagem ao estado gaúcho
O estado homenageado na rua de Cascavel possui um importante papel na
história do Brasil. Dois conflitos históricos ocorreram
no Rio Grande do Sul: a Guerra dos Farrapos, entre 1835 e 1845, e a Guerra
do Paraguai, entre 1864 e 1870.
Na Revolta Farroupilha, o anseio dos líderes da época, como
Bento Gonçalves que recebeu apoio do italiano Giupesse Garibaldi,
era transformar a província gaúcha na República Rio-Grandense.
O Rio Grande do Sul possui o quarto maior PIB (Produto Interno Bruto)
do Brasil, precedido por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro
e também é o quinto mais populoso.
PERCURSO
Toda a Rua Rio Grande do Sul fica no Centro de Cascavel. Ela começa
na Avenida Brasil, no contorno da Praça da Bíblia. Ao longo
do percurso, ela é cortada por 22 ruas. Via de mão única,
ela é ladeada à esquerda pela Avenida Brasil e à
direita pela Rua São Paulo. A Rio Grande do Sul termina em uma
bifurcação das Ruas 25 de Agosto e Machado de Assis.
***a próxima rua é a São Paulo***
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