Edição nº 4925 - quinta-feira, 06 de março de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
Principal - Local
Reunião Núcleo Setorial das Corretores, na Acic - 7h30
Curso Financiamento à exportação, na Acic - 8h30
Planejamento do Núcleo Setorial de Lan House, na Acic - 8h30
Treinamento para secretárias e recepcionistas, na Amic - 18h30
Reunião empresarial, na Acic - 18h30

AUSENTE
O encontro debateu o ensino religioso nas escolas municipais

NRE reúne municípios, mas
Cascavel não comparece

O NRE (Núcleo Regional de Educação) convocou secretários e coordenadores municipais de 18 cidades do oeste para uma reunião na tarde de ontem. O assunto em pauta era a estruturação curricular do ensino religioso no Ensino Fundamental. O encontro foi em Cascavel, mas ninguém da Secretaria Municipal de Educação compareceu. “O município vai debater essas questões na Amop [Associação Municipal do Oeste do Paraná], mas na minha mão não chegou nenhum documento sobre este encontro”, afirma o secretário Elemar Müller.
O NRE informou que encaminhou ofício e confirmou a presença da secretaria por telefone. “Foi enviado um ofício na quinta-feira e ontem liguei confirmando. A pasta de Cascavel ficou pronta, mas eles não vieram”, disse a coordenadora das séries iniciais, Iolinda Dalmolin.
Segundo a coordenadora do Ensino Religioso do NRE, Clarice Gomes, os secretários municipais que participaram estão reestruturando a disciplina de Ensino Religioso e devem apresentar até abril uma nova proposta pedagógica.
A alteração deverá condizer com a Lei 9.586, de julho de 2007. Todas as escolas devem ofertar o Ensino Religioso como uma disciplina de oferta obrigatória, mas de matrícula facultativa ao estudante. “As escolas vão trabalhar apenas uma ou outra religião. As crenças devem ficar a cargo das famílias”, explica Clarice.
Segundo ela, as propostas solicitadas ontem devem contemplar tanto o sistema de oito, quanto o de nove anos. “Eles devem nos encaminhar as propostas pedagógicas para que sejam aprovadas. Esta disciplina é ofertada desde 2003, mas a partir do ano passado a coordenação de Ensino Religioso ficou mais atuante”.
Müller informou que o processo de estruturação pedagógica do Ensino Religioso em Cascavel, proposta ontem pelo NRE, é discutido desde o ano passado. “A disciplina existe, mas a grade curricular será reformulada, pois ela precisa ser melhorada”. Os estudantes do Município têm aula de religião uma vez por semana, ministradas por professores que atuam com hora-atividade, como os de Educação Física e Artes. O tema será novamente debatido pelos municípios do oeste no dia 27 de março, em encontro promovido pela Amop.

PORTO SECO
Frota de caminhão
fica congestionada

O período de escoamento da safra de soja gerou uma grande fila de caminhões dentro do Porto Seco de Cascavel na manhã de ontem. Motoristas de todas as partes do Estado chegaram cedo e ficaram até 24 horas à espera do desabastecimento do caminhão. O presidente da Associavel (Associação dos Caminhoneiros de Cascavel), Jeová Pereira alerta que na semana passada o problema foi ainda maior. Segundo ele, uma carga de sete caminhões de soja, que foi liberada por volta das 22h de terça-feira, ficou cinco dias parada no posto da Ferroeste. “Os caminhoneiros chegaram aqui no dia 28 e só descarregaram ontem [terça-feira]. Além das empresas usarem o caminhão como um depósito, os motoristas ficam escravizados, pois não fazem o trabalho para ficarem a serviço do caminhão”.
Segundo Jeová, a situação foi normalizada, mas é um problema comum que, para ele, é acertado entre o vendedor e o comprador da mercadoria. “O problema maior são com os caminhoneiros que trabalham por conta própria e o erro é de quem compra e de quem vende. Ninguém quer pagar a estadia e quando dá perda de mercadoria, o motorista tem de arcar com a despesa”.
Um dos caminhoneiros que ficou parado em Cascavel é Adi Agostini, que veio de Formosa do Oeste e chegou na cidade às 20h30 de terça-feira. Para não perder a viagem ele pegou uma senha e passou a noite no posto do Ferroeste. Entrevistado pelo Hoje às 9h30, Adi ainda não tinha descarregado o caminhão. “Cheguei por aqui agora, mas estou em Cascavel desde ontem [terça-feira]. Como aqui não tem espaço, eles mandam alguns passarem a noite no posto”. O caminhoneiro Joici Basso garante que já passou cinco horas aguardando para entregar a mercadoria. “Em todo lugar que vai descarregar tem fila. Já fiquei uma, duas, até cinco horas esperando”.
A frota que passa pelo Porto Seco, segundo o gerente de uma empresa de armazenagem de grãos, Jefferson Aguiar do Valle, chega a 150 caminhões por dia e este grande movimento é habitual para o período. “Esse movimento grande é normal e começou na segunda quinzena de fevereiro. Eles [os caminhoneiros] aguardam a vez e vamos chamando cada um. Eles não ficam muito tempo na fila”, afirma, assegurando que o descarregamento é rápido. “Tem caminhoneiro que chega de manhã e a tarde já volta com outra carga. Distribuímos senhas quando não tem espaço para todos os caminhões”, justifica.

“Nos mandam passar a noite no posto”
Adi Agostini, caminhoneiro


UNIOESTE
Nove proposta foram aprovadas contra o reitor

Manifestantes farão uma
paralisação multicampi

Nove propostas foram aprovadas pela comunidade acadêmica da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) em assembléia e audiência pública realizada ontem, no campus de Cascavel. A mais importante delas é a reunião autoconvocada do COU (Conselho Universitário), marcada para 18 de março. Nesse dia, todos os campi da universidade paralisarão as atividades. Os conselheiros vão deliberar sobre o processo eleitoral da Unioeste e prometem abrir uma sindicância de investigação, semelhante à da Seti (Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), que apontou empate técnico nas eleições. O vereador Fernando Bacana e o presidente da Câmara de Vereadores, Julio Cesar Leme da Silva manifestaram apoio aos protestos contra a intervenção.
Segundo a suplente do Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores da Unioeste), professora Maria Lucia Rizzotto também foi aprovada a elaboração de um abaixo-assinado pedindo a renúncia do reitor Alcibíades Luis Orlando e do vice Benedito Martins Gomes. No fim da assembléia, todos os participantes fizeram uma passeata até o prédio da reitoria e colocaram na fachada, várias faixas com frases de repúdio.

HABITAÇÃO
Conselho sai do papel e indica membros

O Conselho Municipal de Habitação, criado pela Lei Municipal nº 4800 no ano passado, saiu do papel e passará a funcionar. Ontem, representantes do poder público e da sociedade civil organizada, que farão parte do grupo, estiveram reunidos e houve a indicação dos membros titulares e suplentes. O Conselho é uma determinação do Ministério das Cidades para que os municípios possam ter acesso aos recursos do Fundo Nacional da Habitação, que atualmente conta com R$ 1 bilhão disponível.
Vilson de Oliveira, presidente da Cohavel (Companhia de Habitação de Cascavel), e que tomará posse como presidente do Conselho, explicou que a criação é reflexo dos trabalhos realizados durante a Conferência das Cidades, que ocorreu ano passado. O Conselho fará o acompanhamento do Fundo Municipal de Habitação, que será elaborado e finalizado, e o Plano Municipal de Habitação traçará diretrizes para o setor.
“Os membros que a partir de agora serão nomeados por meio de decreto municipal serão fiscalizadores e farão deliberações sobre ações relacionadas ao setor”, salientou Vilson. No total, o Conselho contará com 19 membros, destes oito do poder público, um da Câmara de Vereadores, dois de entidades ligadas a habitação, um das ONGs (Organizações Não-Governamentais), um da construção civil, dois de faculdades e quatro de movimentos sociais.
Conforme Vilson, assim que forem nomeados os membros eles começarão a trabalhar e a intenção é que as reuniões ocorram uma vez por mês. Para os trabalhos da implantação do Plano Municipal de Habitação o Conselho terá R$ 60 mil no Fundo Municipal, verba encaminhada pelo governo federal. “São os membros que decidirão aonde esse dinheiro será aplicado”, falou. Cascavel é a primeira cidade da região oeste do Paraná a instituir o Conselho.


MNLM
16 anos de luta

O coordenador do MNLM (Movimento Nacional de Luta pela Moradia), Silvio Gonçalves, lembrou que existe uma luta dos movimentos há 16 anos em busca da criação do Fundo Nacional de Habitação. Para ele, o setor ganhou um impulso importante nos últimos anos com o aumento do montante de recursos, passando de R$ 2 bilhões para R$ 27 bilhões no ano passado.
“O Fundo tem R$ 1 bilhão e foram encaminhados projetos para R$ 5 bilhões. Isso demonstra que existe demanda e com certeza as cidades que já têm o Conselho [Municipal de Habitação] sairão a frente na busca pelos recursos”, comentou. Ele descreveu ainda que assim que iniciarem os trabalhos do Conselho já estará sendo debatido o Plano Municipal que é importante e de interesse social. Além disso, o Município terá que se pronunciar sobre o Fundo e se estará contribuindo com ele.

LAGO AZUL
Recuperação das ruas deve
começar segunda-feira

Moradoras da área rural Lago Azul, em Cascavel, fizeram um acordo com o diretor da Sesop (Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos), Nelson Dagostini, para o conserto das ruas durante reunião realizada na manhã de ontem. Ficou decidido que a partir de segunda-feira as ruas serão patroladas e cascalhadas.
Terça-feira a principal via da localidade foi fechada pelas mulheres em protesto às péssimas condições, depois que um ônibus escolar caiu em um dos muitos buracos.
A reunião marcada para as 9h começou com 40 minutos de atraso, pois o carro da prefeitura que foi buscar as representantes da comunidade caiu em um buraco.
Segundo Nelson, o Lago Azul já fazia parte do cronograma de março da secretaria. “O problema é que os serviços no Brazmadeira e no Melissa atrasaram por causa das chuvas da semana passada. Senão as máquinas já estariam trabalhando lá”.
Ele admitiu que as ruas da região estão precárias. “Para ficar feio tem que melhorar muito ainda”, disse.
A localidade, que não faz parte da área urbana do Município, tem problemas estruturais deste a sua criação. “Existem problemas que são da época em que a área foi aberta. Não vamos conseguir resolver tudo de uma vez só”, explica o diretor.
Segundo algumas moradoras do local, o prefeito teria prometido melhorias para a região. “Ele [Lísias Tomé] foi lá, entrou na minha casa e prometeu que ia arrumar o nosso bairro. Que quando entrasse na prefeitura seria o primeiro bairro a ser arrumado”, diz Sueli Barbosa Ceslak, dona de casa.
Dagostini prometeu que segunda-feira vai até o Lago Azul com funcionários da secretaria para discutir com os moradores a possibilidade de fazerem parte do programa de asfalto participativo. “O principal empecilho é que 80% dos proprietários não moram no local, mas sim na cidade, e muitos não querem pagar o asfalto”, justificou Nelson.
Elas deram o prazo de até às 10h de segunda-feira para o serviço começar. Caso contrário prometem mais protesto. “Se não começarem vamos fechar a rua de novo”, afirma Sueli.

BR-467
DER libera trecho da via duplicada da BR-467

A partir da tarde de hoje mais dois quilômetros da duplicação da BR-467, no perímetro urbano de Cascavel, estarão liberados para o tráfego. O trecho entre a Ceasa e as proximidades do ginásio de esportes São Cristóvão será aberto ao meio-dia. Policiais rodoviários, funcionários do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e da prefeitura estarão no local para orientar o trânsito.
O novo segmento soma-se aos três quilômetros já duplicados do cruzamento da Avenida Jorge Lacerda à Ceasa, que foram recentemente abertos ao tráfego. Assim, cinco dos dez quilômetros da BR-467 que cortam a cidade poderão ser utilizados com segurança pelos motoristas que diariamente passam pela rodovia.
“As obras continuam em ritmo avançado nos outros cinco quilômetros que cruzam a cidade de Cascavel. Estamos trabalhando para entregar a rodovia completamente duplicada no próximo mês”, afirmou o secretário dos Transportes, Rogério Tizzot.
A duplicação no perímetro urbano é a última fase das obras nos 45 quilômetros que separam os municípios de Cascavel e Toledo. Nesta etapa, as máquinas e os operários trabalham na colocação da última capa de asfalto e em serviços de acabamento como implantação das barreiras de concreto que vão dividir as pistas, de meio-fio, das calçadas e da vegetação ao longo da rodovia.

AGRICULTURA
A expectativa para Cascavel é de mais de 2,6 milhões de toneladas

Estado prevê colheita recorde de grãos

Os produtores paranaenses poderão colher um novo recorde na produção de grãos este ano se forem confirmadas as estimativas para a safra de inverno anunciada ontem pelo governo do Estado. O clima bom e o mercado aquecido estão animando a colheita da safra de verão e incentivando o produtor a usar mais tecnologia para o plantio da safrinha de milho e dos grãos de inverno.
Entre a safra de verão, praticamente consolidada, a safrinha de milho e feijão das secas que apresentam bom desenvolvimento no campo e o plantio da safra de inverno que se inicia neste mês de março, poderão ser colhidos este ano 31,4 milhões de toneladas de grãos, superando o recorde obtido no ano de 2002/03 quando foram colhidas pouco mais de 30 milhões de toneladas.
Na região oeste a expectativa de colheita é de mais de 6 milhões de toneladas de grãos, entre soja, milho verão e milho safrinha. Para a região de Cascavel, a estimativa de colheita é de 1,5 milhão de toneladas de soja - com previsão de 450 mil e 400 hectares de área -, 71 mil toneladas de milho verão - área estimada em 81,4 mil hectares - e 1.035 milhão de toneladas de milho safrinha - área de 230 mil hectares.
A consolidação da safra de verão 07/08 aponta para uma produção de 21,6 milhões de toneladas de grãos em todo o Estado. Com a segunda safra de milho e feijão, esse volume sobe para 28,4 milhões. A chegada da safra de inverno deve acrescentar mais 3 milhões de toneladas, totalizando a previsão da safra de grãos para todo o ano de 2008, que será 6,8% maior do que a safra total do ano passado, com a colheita de 29,6 milhões de toneladas.
De acordo com o Deral (Departamento de Economia Rural) da Seab, a colheita da safra de soja, de 12 milhões de toneladas, corresponde a um recorde na produção do grão no Paraná. Cerca de 10,4% da produção já está colhida e o volume é 1,9% maior do que o ano passado. O mercado está aquecido e o produtor está recebendo, em média, R$ 47 a saca, valor 57% superior ao do ano passado. Com isso, só a soja deverá injetar R$ 6 bilhões em faturamento bruto no campo.
A colheita do milho da safra normal deverá atingir 9 milhões de toneladas, aumento de quase 5% em relação à safra passada. Como na soja, o mercado está aquecido e o preço médio recebido pelo produtor este ano atingiu R$ 21,45 a saca, o melhor preço praticado desde o plano real.


Colheita
Na região de Cascavel, 25% da área plantada com soja já está colhida. Na região de Toledo cerca de 45% da cultura. O milho de verão, está 15% colhido nas áreas de Cascavel e 28% nas de Toledo. Quanto ao milho safrinha, cerca de 30% está colhido na região de Cascavel e 35% em Toledo.

Dia da Mulher
Cerca de 500 pessoas devem participar de jantar-baile em comemoração ao Dia Internacional da Mulher na noite de amanhã, na Associação Atlética Comercial, em Cascavel. O evento reserva jantar, apresentação artística e baile com a banda Oxigênio. As atividades começam às 20h30. A promoção é do Conselho da Mulher Empresária e Executiva da Acic. Mais informações pelo telefone (045) 3321-1401

PAC I
Empresa fará projeto de ampliação

A Prefeitura de Cascavel contratou a empresa Nástas Engenharia e Construções pelo valor de R$ 28,3 mil para elaborar os projetos de ampliação do PAC I (Posto de Atendimento Continuado) e a implantação do Pronto-Socorro Infantil no mesmo local. O edital de contratação foi publicado no “Diário Oficial” do Município. Com a revitalização o local será transformado em um minihospital.
O PAC será ampliado em cerca de mil m² e ganhará uma grande quantidade de equipamentos novos. Somente na ampliação será investido cerca de R$ 1 milhão. O diretor de Atenção à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Rubens Griep, explica que uma das principais mudanças será na entrada do PAC, que contará com três passagens, uma delas exclusiva para o atendimento dos pacientes trazidos por ambulância. As recepções para adultos e crianças também serão separadas.
A sala da recepção terá cerca de 300 m², maior que a oferecida atualmente aos pacientes, e haverá uma ala de emergência com cinco leitos que já está pronta e recebeu R$ 250 mil em equipamentos médicos. Conforme Rubens, o Município está comprando mais R$ 130 mil em equipamentos e o governo do Estado liberará R$ 430 mil para uma central de esterilização e uma lavanderia industrial. Equipamentos para duas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) também serão adquiridos.
Um novo concurso público também está previsto ainda para o primeiro semestre do ano para que sejam contratados profissionais de apoio para o local.
O atendimento no PAC I foi modificado no início de dezembro. Ao invés de atender a todas as pessoas que chegam ao local em busca de uma consulta, existe uma triagem dos pacientes por um médico regulador e um enfermeiro.

Expediente - Fale Conosco

Enquete

O que você acha que deve ser feito para melhorar o trânsito em Cascavel?

Aplicação de multas
Instalação e uso de radar
Campanha de Conscientização


Resultado Parcial


Pauta
Envie sua sugestão de pauta, matéria ou release para o Jornal Hoje.

Edições Anteriores
disponíveis na íntegra para consulta.

Video 30 anos
Veja aqui o vídeo promocional 30 anos Jornal Hoje

Busca