As certezas e as dúvidas
No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje, temos algumas muitas
certezas e algumas dúvidas. É certeza que o aquecimento
global é uma realidade e que todos sabemos o causa. Teoricamente
sabe-se tudo sobre o clima no planeta, sobre as causas, efeitos e sobre
as atitudes que deveriam ser tomadas para frear o seu avanço.
As dúvidas residem na questão prática, se o mundo
está preparado para as conseqüências e se está
tirando do papel tudo aquilo que foi levantado de problema.
A discussão sobre o meio ambiente não é nova. Na
década de 1970, na reunião de Founex, já se discutia
o assunto, mesmo sem, naquela época, prever a situação
vivida hoje. Depois veio o Protocolo de Quioto, na década de 1980,
sucedido por uma série interminável de reuniões para
chegar a um relatório que aponta que o planeta terra está
condenado, salvo sejam feitas ações emergenciais para conter
os efeitos da ação do homem.
Os efeitos, é claro, já são sentidos na pele. Frio
intenso em algumas regiões, calor demais em outros cantos do planeta,
derretimento da calota polar, tempestades mais fortes, falta de água
potável, fome, miséria.
A maior preocupação do homem sempre foi a expansão
econômica, não importando a que preço. No caso o meio
ambiente foi sacrificado para sustentar o crescimento mundial. A discussão
sobre o desenvolvimento sustentável é recente, ainda engatinha,
tem poucas ações práticas.
O tratado de Quioto, por exemplo, visa diminuir a emissão de gases
poluentes na atmosfera. Os países emergentes e as grandes potências
não admitem até hoje fazer esse controle porque isso comprometeria
a sua economia.
A contaminação do ar, das águas e do solo, seja pela
queimada de florestas, pela emissão de gases tóxicos das
indústrias químicas e de beneficiamento de minerais, ou
pelas toxinas geradas na decomposição do lixo urbano, todos
afetam profundamente os ecossistemas e o estado de saúde da população.
O Brasil, por exemplo, onde está situada a maior reserva ambiental
do Mundo, não consegue cuidar direito da Floresta Amazônica.
Os órgãos ambientais não estão estruturados
adequadamente para cuidar e evitar o desmatamento e a exploração
das riquezas naturais.
Não há rigor no controle e combate da poluição.
Não há mais rios limpos, florestas intactas, ao passo que
há expansão das atividades agropecuárias, das indústrias.
Mesmo diante de uma previsão apocalíptica advinda do aquecimento
global, o homem consegue mudar a sua natureza de destruidor.
Mas todos sabemos a lição de casa e o que deve ser feito.
Não jogar lixo em rios, fazer reciclagem, emitir menos gases poluentes,
preservar nascentes, florestas. Mas isso é primitivo demais, compete
com o desenvolvimento, por isso às favas com o meio ambiente.
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