Edição nº 4650 - Terça-feira, 05 de junho de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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As certezas e as dúvidas

No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje, temos algumas muitas certezas e algumas dúvidas. É certeza que o aquecimento global é uma realidade e que todos sabemos o causa. Teoricamente sabe-se tudo sobre o clima no planeta, sobre as causas, efeitos e sobre as atitudes que deveriam ser tomadas para frear o seu avanço.
As dúvidas residem na questão prática, se o mundo está preparado para as conseqüências e se está tirando do papel tudo aquilo que foi levantado de problema.
A discussão sobre o meio ambiente não é nova. Na década de 1970, na reunião de Founex, já se discutia o assunto, mesmo sem, naquela época, prever a situação vivida hoje. Depois veio o Protocolo de Quioto, na década de 1980, sucedido por uma série interminável de reuniões para chegar a um relatório que aponta que o planeta terra está condenado, salvo sejam feitas ações emergenciais para conter os efeitos da ação do homem.
Os efeitos, é claro, já são sentidos na pele. Frio intenso em algumas regiões, calor demais em outros cantos do planeta, derretimento da calota polar, tempestades mais fortes, falta de água potável, fome, miséria.
A maior preocupação do homem sempre foi a expansão econômica, não importando a que preço. No caso o meio ambiente foi sacrificado para sustentar o crescimento mundial. A discussão sobre o desenvolvimento sustentável é recente, ainda engatinha, tem poucas ações práticas.
O tratado de Quioto, por exemplo, visa diminuir a emissão de gases poluentes na atmosfera. Os países emergentes e as grandes potências não admitem até hoje fazer esse controle porque isso comprometeria a sua economia.
A contaminação do ar, das águas e do solo, seja pela queimada de florestas, pela emissão de gases tóxicos das indústrias químicas e de beneficiamento de minerais, ou pelas toxinas geradas na decomposição do lixo urbano, todos afetam profundamente os ecossistemas e o estado de saúde da população.
O Brasil, por exemplo, onde está situada a maior reserva ambiental do Mundo, não consegue cuidar direito da Floresta Amazônica. Os órgãos ambientais não estão estruturados adequadamente para cuidar e evitar o desmatamento e a exploração das riquezas naturais.
Não há rigor no controle e combate da poluição. Não há mais rios limpos, florestas intactas, ao passo que há expansão das atividades agropecuárias, das indústrias. Mesmo diante de uma previsão apocalíptica advinda do aquecimento global, o homem consegue mudar a sua natureza de destruidor.
Mas todos sabemos a lição de casa e o que deve ser feito. Não jogar lixo em rios, fazer reciclagem, emitir menos gases poluentes, preservar nascentes, florestas. Mas isso é primitivo demais, compete com o desenvolvimento, por isso às favas com o meio ambiente.

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