Edição nº 5107 - quinta-feira, 04 de setembro de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
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INTERCÂMBIO

Semana da Pátria conta com a participação de comitiva paraguaia

Com o objetivo de conhecer culturas diferentes, o Pilar (Projeto de Intercâmbio Lingüístico e Artístico-Cultural de Relações entre Brasil, Paraguai e Argentina) traz hoje para Cascavel uma comitiva paraguaia de Assunção.
Os professores e alunos do colégio de ensino secundário General Pablo Ávila terão uma programação diferenciada. Entre as atividades está a visita a escolas e participação de aulas, além de passeios em pontos turísticos da cidade.
A comitiva chega às 16h30 na prefeitura e ficará alojada do Centro Social Marista. Amanhã as visitas serão nas Escolas Aloys João Mann e José Baggio Orso, além de passeio no Estádio Olímpico.
Sexta-feira a programação da Semana da Pátria reserva aos visitantes paraguaios um dia de visitas aos museus e a Noite Cultural, com danças típicas do Brasil e do Paraguai. No domingo as atividades se encerram com o desfile cívico na Avenida Brasil.
Nos dias 22 e 26 de setembro será a vez de Cascavel conhecer o Paraguai. Cerca de 40 professores irão até Assunção para participar de atividades que correspondem ao Pilar.

 

REINTEGRAÇÃO
Faixa de domínio na BR-277 está ocupada há mais de 20 anos

PF tem dez dias para
fazer a desocupação

A Polícia Federal de Cascavel terá mais uma reintegração de posse para cumprir nos próximos dias. O juiz federal Frederico Valdez Pereira determinou a desocupação forçada de uma faixa de domínio na BR-277, em Santa Tereza do Oeste, no prazo máximo de dez dias.
A decisão foi dada depois que o desembargador federal Edgard Lippmann Junior diante de um agravo de instrumento impetrado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região reconsiderou a decisão de responsabilizar a concessionária por indicar um local para remoção dos sem-terra com a desocupação. Cabe à autora somente providenciar condições para a desocupação, como transporte.
A área, que é administrada pela concessionária, está ocupada por sem-terra há mais de 20 anos. A concessionária conseguiu a ordem de desocupação da área em 8 de abril deste ano. Os invasores ganharam um prazo de 15 dias para sair voluntariamente da área, que não foi obedecido.
Na época as Polícias Federal e Rodoviária Federal foram intimadas, pois se o prazo de desocupação voluntária não fosse cumprido teriam autorização para realizar a reintegração de posse forçada.
No entanto, no dia 9 de maio a própria concessionária pediu a suspensão do processo, pois tentaria uma negociação com os sem-terra. Como não houve negociação, 30 dias depois o processo prosseguiu. No dia 17 de junho as policiais foram oficiadas novamente sobre a ordem judicial.
A decisão de ser de responsabilidade da autora indicar o local saiu no dia 1º de julho. O primeiro agravo de instrumento impetrado pela autora do processo foi negado.
O delegado-chefe da PF em Cascavel, Algacir Mikalovski, recebeu a intimação terça-feira. Na mesma data, o inspetor da PRF também foi oficiado da decisão. Se a ordem não for cumprida no prazo determinado, as polícias ficam sujeitas a multa diária e demais penalidades legais e processuais pelo descumprimento de ordem judicial.
Também foi decretada a revelia dos réus Antônio da Silva e Gilberto Antônio de Oliveira, pois, mesmo citados, não apresentaram contestação. Para os outros réus desconhecidos, citados por edital, foi nomeado um curador especial para que apresente contestação.
O juiz federal que expediu essa decisão é o mesmo que semana passada determinou que a PF, com apoio da Polícia Militar, desocupe a Fazenda São Domingos, no Complexo Cajati, no prazo máximo de 30 dias.

 

Comam

Seis pontos serão discutidos na reunião ordinária do Comam (Conselho Municipal de Meio Ambiente) marcada para hoje, às 17h. Um dos mais importantes será a explanação do vereador Nestor Dalmina, que apresentará documentos sobre as contas do FMMA (Fundo Municipal de Meio Ambiente), alvo de desconfianças dos conselheiros e do Ministério Público. A reunião será na sede do Comam, Rua Castro Alves, 2.558, 1º andar.

 

FOTOLEGENDA:

A Sude (Superintendência de Desenvolvimento Educacional) e o Núcleo Regional da Educação de Cascavel entregaram ontem aparelhos de televisão multimídia às escolas de educação especial - Apaes - dos  municípios jurisdicionados aos Núcleos Regionais da Educação de Cascavel, Assis Chateaubriand, Toledo, Foz do Iguaçu, Goioerê e Laranjeiras do Sul.
Em Cascavel, a solenidade ocorreu no auditório da Câmara de Vereadores. Os produtos chamaram a atenção de quem passou pelo local.

 

TRANSPLANTE
Medida visa otimizar a fila de espera

Pacientes terão que
atualizar cadastros

Quem está na fila de espera para um transporte de córneas no Paraná terá que passar por um recadastramento. A medida é uma recomendação da Promotoria do Estado, devido ao elevado número de desistências registrado.
No Paraná existem 1.559 pacientes à espera de um transplante de córnea. Destes, 690 são considerados semi-ativos. “São pessoas que fazem parte do cadastro, mas por algum motivo desistiram, ou não estão aptos a fazer o transplante no momento”, explica Irene da Rocha Soares, coordenadora da Unidade de Transplantes da 10ª Regional.
Na área de abrangência da 10ª Regional são 140 semi-ativos contra apenas 40 ativos, que podem se submeter à cirurgia.
A intenção da Promotoria é descobrir se essas pessoas realmente desistiram e quais as causas. “Não temos um retorno desses pacientes. Muitas vezes o documento vem até sem a assinatura do paciente, confirmado a desistência, por exemplo. Ou eles saem da fila ou agilizam as condições na realizar a cirurgia”, diz Irene.
No entanto, na hora de fazer esses contatos outro problema surgiu: a falta de atualização dos cadastros. “Não conseguimos falar com muitas pessoas. Eles mudam de endereço, de telefone e não comunicam a central. Precisamos falar com todas essas pessoas para poder prestar contas à Promotoria”, diz a coordenadora.
Entre os semi-ativos está o empresário Elizeu Benedito dos Santos. No registro dele consta que não estava apto para fazer o procedimento. “Escolhi fazer particular e estou esperando terminar a carência do meu plano de saúde para fazer a cirurgia. Não vou desistir, espero conseguir ainda este ano”, conta Elizeu, que teve uma perfuração no olho direito.
Já Lizandra Portolan Bogo, encarregada de produção, foi parar no cadastro de semi-ativos devido a outro problema de saúde. “Passei por outra cirurgia e quando me chamaram ainda não estava recuperada. Na próxima semana já estarei apta e vou procurar a central”, disse. Ela tem ceratocone, doença degenerativa do olho e já perdeu a visão do olho direito.
Maria Aparecida Zambonini, autônoma, estava doente no dia em que foi chamada para fazer o transplante. “Não podia tomar a anestesia naquele dia. Não vou desistir, mas dependo do SUS [Sistema Único de Saúde] para fazer os exames e a cirurgia”.
Ela destaca que a medida não está relacionada a possíveis fraudes. “Não tem como fraudar o sistema. O cadastro é nacional e não tem como ser incluída duas vezes. O que acontece é que muitas pessoas de outras cidades e até estados vem fazer o transplante aqui, o que é permitido, mas é preciso comunicar as autoridades responsáveis”, ressalta Irene.
Cascavel continua sendo a cidade que mais realiza transplantes. São, em média, 21 procedimentos por mês. O tempo máximo de espera, entre o cadastro no registro nacional e o transplante, chega a um mês.

 

SUSPEITAS
Sismuvel pretende pedir indenização por discriminação

Os servidores públicos de Cascavel que passaram a receber o salário pela Caixa Econômica Federal continuam alegando que não foram consultados sobre a escolha dos cartões magnéticos sem limites de crédito automático. O presidente do Sismuvel (Sindicato dos Servidores Municipais de Cascavel), Noraci Nonato, acusa a agência de uma suposta discriminação entre trabalhadores com pendências financeiras e já fala em pedir uma indenização. “Sempre quando conversamos com os trabalhadores notamos esta diferença entre os cartões. Pode até ser um procedimento do banco, mas ninguém foi consultado qual seria o escolhido. Empurraram-nos, sem dar opções. Os cartões foram entregues nos endereços, sem ao menos sermos consultados. Sem dúvida, houve discriminação”, alega.
A desconfiança partiu dos próprios trabalhadores, quando começaram a comparar os cartões, que foram entregues sem orientação por parte do banco nem da prefeitura. Alguns receberam cartões azuis, outros amarelos. Mas uma coincidência chama a atenção. Todos que têm restrições de crédito receberam o cartão amarelo, enquanto os outros têm o cartão azul.
A diferenciação das cores teria como razão o modelo da conta: simples ou especial (com limite). No entanto, os servidores não foram informados dos critérios para obter a conta especial, apenas receberam os cartões. Apenas perceberam a diferença quando foram sacar o salário, segunda-feira.
Após conversar com cerca de 50 servidores, Noraci Nonato identificou a coincidência, a qual gerou insatisfação dos trabalhadores. Agora, o Sismuvel decidiu procurar auxílio jurídico para saber se existe alguma forma de abrir um processo indenizatório contra a instituição financeira pelo procedimento, favorecendo os trabalhadores.
Ontem o representante da categoria esteve com advogados estudando as leis que protegem os trabalhadores. “Vamos procurar nossos direitos. Precisamos defender o que conquistamos e esclarecer como poderemos agir para que a ação seja revertida e, assim, obter um parecer favorável à nossa classe. Queremos que todos sejam tratados de forma igual. Todos devem ter os mesmos benefícios, sem esta discriminação”, alega Nonato.
Pelo menos 7 mil contas foram abertas na Caixa com a troca de instituição financeira responsável em administrar os pagamentos dos trabalhadores do Município. A folha de pagamento está avaliada em mais de R$ 8 milhões por mês. Até o mês passado as contas estavam no Banco Itaú. A prefeitura rompeu o contrato que venceria em 2010 e terá que pagar R$ 2,5 milhões como multa.
Os bancos adotam um sistema de limites ao crédito de quem utiliza o serviço automático. Coincidentemente, os funcionários públicos com restrições ao crédito não receberam o benefício de débito financeiro. A reportagem do Hoje procurou novamente a Caixa Econômica Federal para que o banco pudesse explicar os critérios adotados quanto à abertura e status das contas. Como resposta, recebeu um comunicado por meio da assessoria de imprensa de que não poderia se manifestar.

 

REVOLTA
Moradores reclamam de som alto em vários bairros de Cascavel

Lei do Silêncio é desrespeitada

Combinação de som alto e consumo exagerado de bebidas alcoólicas têm perturbado moradores de diferentes regiões de Cascavel. Chega o fim de semana e quem desejava descansar após uma longa jornada de trabalho passa madrugadas sem dormir, esperando que providências sejam tomadas.
Grupos de jovens vão a ruas de maior movimento, param os carros e ligam o som no máximo que agüentam. Uma lei que regulamenta a poluição sonora está em vigor em Cascavel, mas, sem fiscalização, os abusos não são coibidos.
Conforme a lei, durante o dia o volume dos aparelhos acústicos dos carros pode chegar a 70 decibéis. Já à noite, a partir das 22h são permitidos no máximo 60 decibéis. Limite que muitos desrespeitam, principalmente em bares próximos às faculdades, em postos de combustíveis e no Lago Municipal. Em média, são registradas pela Patrulha do Som 30 reclamações a cada fim de semana na cidade.
Depois da algazarra, restam as garrafas, muito lixo e a insatisfação de quem não agüenta mais tanto desrespeito. Esta é a situação na Rua 13 de Maio com a Avenida Brasil. Os moradores estão com medo da violência e cansados do barulho. “A impressão que tenho é que estou errada em querer silêncio. Não faz muito tempo uma garota foi assassinada na frente à minha casa. Será que vamos esperar isso acontecer mais uma vez para que providências sejam tomadas?”, questiona uma universitária, de 22 anos, que não quis ser identificada temendo represálias.
Quando a situação foge do controle, moradores desistem de reivindicar o direito de permanecer em casa sem ser incomodado. Um empresário de 49 anos, que também pediu para não ter o nome divulgado, está vendendo a casa no Jardim Universitário, na Rua Rubens Lopes, devido ao barulho de pessoas que freqüentam o local. “A situação se tornou inadmissível. Pessoas vêm de outros locais, estacionam os carros, começam a ouvir som muito alto e ficam bebendo caixas de cerveja. Já procuramos autoridades, mas até agora nada foi resolvido. Decidi me mudar o quanto antes daqui”, diz o empresário.


Ação insuficiente
Denúncias feitas pela população são averiguadas pelos policiais em conjunto com fiscais da Secretaria do Meio Ambiente. Com um equipamento, eles constatam se houve a irregularidade apontada por algum morador que se sente prejudicado. “Cada situação exige uma medida diferente. Em determinadas ocasiões notificamos o responsável pelo veículo. Porém, como agimos em conjunto com os policiais, são averiguadas as condições do carro, documentação e até mesmo se o motorista poderá dirigir depois. Em alguns casos, o carro é apreendido”, explica a secretária de Meio Ambiente, Madalena Schuster.
Inconformados com as badernas, moradores desaprovam a eficiência deste trabalho. Alguns cobram maior repressão e se dizem cansados de tanto procurar o serviço e não ter o problema solucionado. “Há vários anos isso acontece. Basta a polícia deixar o local para eles erguerem o som novamente. Isso é um desrespeito. Se eles têm liberdade para ouvir música alta, eu não tenho o direito de estudar, ler ou até mesmo ver televisão? Meus vizinhos têm que deixar as casas e visitar amigos para ter um pouco de sossego. Todos estão cansados da baderna”, lamenta a universitária.
Quem exagera no som dos carros após as 22h recebe uma multa de R$ 21,75. Os reincidentes recebem o dobro da notificação. Quando recebe a denúncia, a Patrulha do Som desloca uma viatura policial até o bairro. Mesmo quando notam que existe algo de errado, precisam flagrar a situação. “Muitas vezes vamos até o local e apenas encontramos grupos de jovens. O fato de estarem ingerindo bebida alcoólica não determina violação das regras. Sempre fazemos a verificação dos documentos de carros nestes locais, e, quando encontramos algo de errado, fazemos a apreensão”, justifica o segundo-tenente Roberto Tavares, da Polícia Militar.


Medidas são ignoradas
Pouco pode ser feito para tentar coibir a ação dos baderneiros em Cascavel, a exemplo de várias cidades brasileiras. Há quase dois anos foi implantada a Lei Seca. O projeto foi criado pelo vereador Jorge Victor Lauxen (DEM) com a proposta de reduzir a criminalidade nos bairros. Com a determinação, os estabelecimentos comerciais de bebidas alcoólicas tiveram que obedecer a algumas regras para continuar funcionando. Entre elas, a restrição do horário de funcionamento.
De segunda a quinta-feira, os locais podem ficar abertos até a meia-noite. Já às sextas, sábados e domingos eles tem uma hora a mais, podendo atender até a 1h. Bares, casas noturnas e clubes também precisam passar pela vistoria da vigilância sanitária, ambiente com isolamento do som e oferecer segurança aos freqüentadores, de acordo com as normas estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros. Já para reprimir o comportamento nas ruas, não existe imposição. “Todos podem andar livremente, consumir bebidas, alcoólica ou não. É um direito, por isso fica complicado acabar com este problema”, diz o vereador, que também é autor do projeto contra a poluição sonora, a chamada Lei do Silêncio.
O excesso de reclamações da falta de providências tomadas pelo Município obrigou o parlamentar a encaminhar um ofício para a Secretaria de Segurança Pública de Cascavel pedindo maior fiscalização em locais onde estes problemas acontecem com freqüência. “Os moradores alegam que não conseguem ter uma noite tranqüila de sono, cometem excessos, embriagam-se e gritam, além dos abusos com sons de automóveis”, relata Lauxen no documento.

 

SOB CONTROLE
HU tem taxa de infecção menor que a média nacional

O HU (Hospital Universitário) de Cascavel registrou nos últimos seis meses taxa média de infecção hospitalar de 3,03 para mil altas obstétricas. O índice está abaixo das estatísticas nacionais que revelam dados de 2,4 a 7,6 em diferentes regiões do País A média de gestantes atualmente atendidas no HU é de 302 por mês. “Temos Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar atuantes”, diz a médica infectologista Carla Sakuma de Oliveira Bredt.
A comissão é composta por médicos e enfermeiros que cuidam de todos os fatores de risco para minimizar a ocorrência das infecções. Segundo Carla Bredt, as infecções hospitalares são evitadas ao máximo, pois o HU obedece rigorosamente às normas do Ministério da Saúde.
As infecções provocam conseqüências graves para as pacientes e pode até provocar a morte. Além disso, prolongam o tempo de internação e elevam os custos.

 

FOTOLEGENDA:

A Secretaria de Educação de Cascavel inicia na próxima semana a entrega de talheres e utensílios em inox para os Cmeis (Centros Municipais de Educação Infantil) e as escolas municipais.
Para que a merenda seja preparada e também consumida de forma mais higiênica, os utensílios de plástico das escolas, como talheres, pratos e canecas, entre outros, serão substituídos por materiais de inox, para isso serão distribuídos 13 mil pratos, 15 mil canecas e 9 mil talheres.
Também foram adquiridos vários produtos para manutenção das escolas e Cmeis, como bacias, baldes, bules, panelas, fôrmas e lixeiras, além de materiais esportivos como bola e canos para a confecção de bambolês. Os materiais para escolas e Cmeis representam um investimento aproximado de R$ 500 mil.

REDE PRIVADA
Desde fevereiro são feitas reuniões sem acordo; greve não está descartada

Trabalhadores da saúde pedem 10%

Mais de 500 trabalhadores de empresas de Cascavel e região prestadoras de serviços da saúde esperam há oito meses uma contraproposta de reajuste salarial. Membros do Sindisauvel (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Cascavel e Região) negociam com o Sindicato Patronal um aumento de 10%. A falta de acordo começa a acirrar os ânimos dos funcionários. A possibilidade de uma greve geral não está descartada, caso a classe não obtenha parte do que vem tentando conquistar.
As duas bases não conseguiram entrar em consenso nas últimas reuniões. No começo das negociações foi proposto um repasse de 6%, o que ficou aquém das necessidades da classe. “O valor está abaixo do que esperamos e queremos. Pretendemos continuar buscando o que temos por direito. Com esta porcentagem de aumento, não teremos muita diferença no que já ganhamos”, ressalta a presidente do Sindisauvel, Dalva Selzler.
Durante outras assembléias feitas pelos trabalhadores foi estipulado um valor admissível, caso seja proposta nova condição de melhora salarial.
Entre as reivindicações da categoria ainda está a definição de um piso salarial entre R$ 550 e R$ 700, que varia de acordo com a atividade profissional, e o repasse de vale-alimentação de R$ 200 para cada empregado de empresas privadas. Por enquanto, o piso apresentado para a categoria é de R$ 416 e R$ 505, conforme função, e vale-alimentação de R$ 90.
“Não podemos aceitar estes valores, que são considerados extremamente baixos. Queremos uma proposta melhor para que tenhamos condições de continuar exercendo o nosso trabalho”, lembra a presidente.
Amanhã uma nova reunião entre representantes dos trabalhadores e Sindicato Patronal está marcada para as 17h. Se não houver consenso, o Sindisauvel fará um encontro com o Ministério Público do Trabalho no dia 22 para estudar a possibilidade de abertura de um dissídio coletivo. A medida é considerada a última alternativa, quando não existe acordo entre as partes e o juiz é quem decide.

Manifesto nacional
Membros de entidades prestadoras de serviços da saúde organizam em todo o Brasil um manifesto contrário à aprovação de uma medida que deve entrar em votação no Senado. O projeto proíbe a contratação das técnicas de enfermagem a partir de dezembro de 2017. Então, passa a ser obrigatória a graduação em nível superior em enfermagem.
Para impedir que a medida entre em vigor, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde e demais entidades filiadas começaram a fazer um abaixo-assinado. Em todo o País terão que ser coletadas 1 milhão de assinaturas. “Entendemos que precisam ser aplicados melhores incentivos à qualificação. Isso vai apenas incentivar a formação em nível superior, sem garantias a quem presta o serviço. Não é só determinar, é necessário oferecer condições e ter responsabilidade com nosso trabalho”, afirma a presidente do Sindisauvel, Dalva Selzler.
A expectativa é de que somente na região de Cascavel sejam obtidas 500 assinaturas favoráveis à rejeição da proposta.

 

Captação pluvial
A Secretaria de Educação de Cascavel implantou um sistema de captação de água da chuva para reaproveitamento na Escola Michalina Kiçula Sochodolak. O projeto que estava sendo estudado está praticamente pronto, com toda a parte da tubulação concluída, faltando somente a implantação das calhas e da cisterna.
A escola, localizada no Bairro Cancelli, está sendo construída em um terreno de 7.290 m², dos quais 3.859 m² estão em construção.
Os prédios de salas de aula, com dois pavimentos, estão estruturados, sendo que em parte do prédio falta somente a pintura, assim como o ginásio de esportes, que recebeu a cobertura principal, vestiários e arquibancadas, faltando somente a cobertura lateral.
Na parte de entrada da escola o chão e os pilares também já foram colocados para que nos próximos dias seja colocada a cobertura da passarela.
O investimento para a construção da Escola Michalina é de R$ 1.846.037, com recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).

 

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