Principal > Geral

AGRONEGÓCIO
1,3 mil pessoas já foram demitidas no Porto de Paranaguá

Restrição aos transgênicos
prejudicou as exportações

As exportações do agronegócio paranaense apresentaram desempenho negativo no primeiro semestre deste ano, recuando 25%, ou seja, menos R$ 1,7 bilhão em relação ao mesmo período de 2005. A perda da receita, de R$ 6,73 bilhões para R$ 5,03 bilhões, segundo a Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), leva em conta a queda do volume comercializado nos principais complexos agroindustriais, a diminuição de preços internacionais de algumas commodities e a política cambial.
Para o analista de mercado em Cascavel Tony Silva, a restrição à movimentação de transgênicos no Porto de Paranaguá teve importante influência nesses resultados. “Paranaguá sempre foi responsável por 60% da exportação de soja do País, mas, com a decisão do governo com relação aos transgênicos, o índice caiu 23%”, observa, ressaltante que o estudo da Faep contabiliza 1,3 mil pessoas demitidas devido à queda na exportação. “O prejuízo vai muito além quando se contabiliza as transportadoras, que deixaram de transportar, restaurantes, hotéis, enfim, tudo o que se perdeu com a crise”.

Primeiro semestre
Houve queda na receita das exportações para todos os principais mercados da agroindústria paranaense, à exceção do Mercosul: as exportações para a União Européia somaram US$ 1,27 milhão (-14%), Estados Unidos totalizaram US$ 603 milhões (-16%), Ásia US$ 594 milhões (-23%) e para o Mercosul foram de US$ 534 milhões (+31%).
As exportações paranaenses no primeiro semestre de 2006 totalizaram US$ 4,29 bilhões contra US$ 4,71 bilhões em igual período de 2005, uma queda de 9% (-US$ 418 milhões). As importações no período somaram US$ 2,30 bilhões e o saldo da balança comercial foi de US$ 1,99 bilhão.
A participação do agronegócio nas exportações totais do Paraná sinaliza queda de 63% para 53%. No acumulado de janeiro a junho de 2006 as exportações alcançaram US$ 2,31 bilhões contra US$ 2,66 bilhões em igual período de 2005, uma queda de 13%.
A baixa das exportações do Complexo Soja foi de 28% em relação a igual período de 2005. A receita do setor passou de US$ 1,17 bilhão para US$ 844 milhões. O volume comercializado caiu de 4,98 milhões de toneladas para 3,42 milhões de toneladas (-31%).


INVESTIGAÇÃO
ONG denuncia
indústria de
partos no País

O procurador Luiz Fernando Gaspar Costa, do Ministério Público Federal, recebeu um dossiê de 35 páginas e mais de 30 estudos científicos sobre o abuso de cesarianas no setor de saúde suplementar, que ocasiona prejuízos a milhares de mulheres e bebês. A ação civil é uma iniciativa da rede Parto do Princípio, que reúne mais de 200 mulheres ativistas do parto normal em 16 estados do País e o Distrito Federal, e representa um grito de basta da sociedade ao título brasileiro de campeão mundial de cesarianas.
O dossiê denuncia o corporativismo dos médicos, a ineficiência da ANS (Agência Nacional de Saúde) na fiscalização e na regulamentação do setor, as formas como as mulheres são enganadas para aceitar a cesárea, o desrespeito à maioria das mulheres brasileiras (80%) que querem um parto normal e não conseguem, a formação intervencionista dos estudantes de Medicina e a falta de ética dos médicos ao defenderem a cesárea a pedido.
O documento também compara o sistema privado de saúde (79% de cesarianas) com o público (27%) e propõe ao setor de saúde suplementar aplicar medidas já adotadas no âmbito do SUS para reduzir o número de cesarianas.

Suasa
Entrou em vigor esta semana o Suasa (Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária). O governo federal editou a instrução normativa da qual dependia o funcionamento do novo sistema, regulamentado por decreto presidencial em março. O Suasa beneficia diretamente a agricultura familiar, uma vez que torna a inspeção integrada. Em suma, a partir de agora, ao invés de cada serviço municipal, estadual e federal atuar isoladamente, passa a fazer parte de um único sistema, permitindo que um produto produzido num determinado município seja comercializado em qualquer parte do País, desde que o município venha a aderir ao sistema.


FGTS
A Caixa Econômica Federal publicou ontem no “Diário Oficial” da União circular que regulamenta a possibilidade de saque do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) quando o titular ou seus dependentes estiver em estágio terminal de vida em conseqüência de doenças graves.


Racionamento
Entra em vigor hoje o racionamento de água em Curitiba. O primeiro grupo, com cerca de 210 mil pessoas, ficará sem abastecimento a partir das 14h de hoje. O serviço será suspenso por 26 horas.


INSUFICIENTE
Defensoria Pública não
atende toda a população

Apenas 42% das comarcas brasileiras têm a presença da Defensoria Pública. Ao todo trabalham no País 4 mil defensores federais e estaduais para atender à população e prestar assistência jurídica integral e gratuita. Os números são da Anadep (Associação Nacional de Defensores Públicos).
Segundo o presidente da entidade, Leopoldo Portela Júnior, o serviço deveria estar disponível para cerca de 92 milhões de pessoas que tem renda mais baixa, sendo que 40 milhões vivem abaixo da linha de pobreza. O defensor explicou que essa demanda em potencial da Defensoria Pública não tem condições financeiras para pagar os serviços de um advogado particular.
Para Portela Júnior, falta vontade política de governantes em efetivar a Defensoria Pública.


SANGUESSUGAS – Não foi apenas na compra de ambulâncias que houve fraude contra o patrimônio público

Empresário revela desvio de milhões

O esquema de fraudes na Saúde que envolvia a compra de ambulâncias em diversos municípios do país também desviava dinheiro público através de recursos extra-orçamentários, segundo relatou o empresário Luiz Antonio Trevisan Vedoin na Polícia Federal ontem, conforme relatou o deputado Julio Delgado (PSB-MG), que acompanhou o depoimento.
“Luis Antônio [Vedoin] deixa claro que, independente das emendas que ele trabalhava, que eram emendas de parlamentares, muito mais recurso se esvaiu através de recursos extra-orçamentários”, disse Delgado. “Com certeza o recurso extra-orçamentário tem que ter aval do Ministério da Saúde e da Casa Civil”, afirmou o deputado.
Segundo o deputado, era mais vantajoso para Vedoin trabalhar com esse tipo de recurso. No depoimento, segundo Julio Delgado, Vedoin disse que esse esquema foi tentado no governo do Piauí, onde “teve três contatos com o governador”. Além disso, “teve contatos com a Secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul, e deixa clara a participação do município [Nova Iguaçu, RJ], que teve repasses extra-orçamentários no valor de R$ 18 milhões”.
De acordo com o levantamento da Controladoria Geral da União sobre a compra de ambulâncias, de um total de 3.043 convênios desde 2000, o poder Executivo firmou diretamente 38 convênios com a empresa Planam, acusada de chefiar um esquema de fraudes para desviar recursos públicos. Outros 891 convênios com a Planam, de 2000 e 2004, tiveram origem em emendas parlamentares. Os dados foram enviados à CPI dos Sanguessuga e à Polícia Federal para subsidiar novas investigações.


Depoimento dá provas

O depoimento de sete horas do sócio da Planam Luiz Antônio Trevisan Vedoin à CPI dos Sanguessugas será suficiente, de acordo com o presidente da comissão, Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), para abrir processo de cassação de "um elevado número de parlamentares".
O primeiro relatório da CPI será apresentado na próxima semana e deve recomendar a abertura de processo de cassação contra um número ainda incerto de deputados e senadores.
O depoimento de ontem comprometeu a situação dos senadores envolvidos -Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Slhessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES) -, confirmou as evidências que existiam contra parte dos parlamentares e referendou as acusações contra deputados que poderiam escapar por falta de provas.
De acordo com dados da CPI, não haveria provas contra 23% dos 90 parlamentares listados. Isso porque esses deputados e/ou senadores teriam recebido comissão ou propina em espécie. No depoimento, Vedoin apresentou testemunhas que poderiam comprovar o envolvimento desses parlamentares com a máfia das ambulâncias.

CONGRESSO
Serraglio quer impedir
acusados de votarem

O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB/PR) apresentou projeto de resolução na Câmara Federal propondo que os parlamentares acusados de envolvimento em escândalos de corrupção e desvio de recursos públicos sejam impedidos de votar em sessões de cassação de mandatos de colegas de plenário denunciados pelo mesmo motivo.
A proposta inclui o parágrafo 6º-A no Artigo 180 e um parágrafo único no Artigo 244 do Regimento Interno da Casa e, segundo Serraglio, objetiva garantir que haja maior isenção no processo de julgamento destes parlamentares, possibilitando uma mais adequada punição aos deputados e senadores acusados de corrupção.
“Lamentavelmente, mesmo com a regra que impede a participação de parlamentares em deliberações nas quais tenham interesse pessoal, o que se tem assistido é seu absoluto descaso quando do julgamento pelo plenário, nos processos de cassação”, diz Serraglio, que defende punição rigorosa aos envolvidos na chamada “máfia das sanguessugas”.

IRREGULARIDADE
MP pede impugnação das candidaturas de Paulo Maluf e João Paulo Cunha

O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral, solicitou a impugnação das candidaturas do ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf (PP), e João Paulo Cunha (PT-PC do B) a deputado federal. De acordo com o procurador regional eleitoral, Mario Luiz Bonsaglia, há pelo menos cinco irregularidades na candidatura de Paulo Maluf e uma na de João Paulo. Ambos poderão recorrer ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) para manter válidas suas candidaturas.


 

Pauta
Envie sua sugestão de pauta, matéria ou release para o Jornal Hoje.
Edições Anteriores
disponíveis na íntegra para consulta.
Enquete

O que você acha que deve ser feito para melhorar o trânsito em Cascavel?

Aplicação de multas
Instalação e uso de radar
Campanha de Conscientização


Resultado Parcial

Copyright Jornal Hoje. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Hoje.