O Porto de Paranaguá
As constantes críticas ao governo estadual sobre a forma de atuação
no Porto de Paranaguá, geralmente, vêm de adversários
políticos, o que dá a conotação de interesses
particulares ou partidários, como o de denegrir a imagem do governador
em período eleitoral.
No entanto, os números apresentados pela Federação
da Agricultura do Estado do Paraná, que reflete o que os produtores
e exportadores estão sentindo no bolso, revele que o Paraná
precisa rever o sistema de administração de seus dois portos,
de Antonina e, principalmente, o de Paranaguá.
As restrições ao embarque de produtos geneticamente modificados
fizeram com que o Paraná perdesse a preferência para os portos
de Santa Catarina e de Santos. O resultado disso é a queda nas
exportações e a penalização de quem atua no
setor. Houve a demissão de 1,3 mil trabalhadores portuários,
números significativos e que não podem ser ignorados.
Independente de o governo ser contra os produtos transgênicos, não
pode fechar as portas para a comercialização desses produtos.
Significa que o Porto de Paranaguá precisa ser adequado à
nova realidade, caso contrário, a economia estadual será
sacrificada.
Enquanto os portos vizinhos registram aumento na demanda, o paranaense
acumula índices negativos. Vários outros setores acabam
afetados por essa política administrativa, que precisa ser corrigida,
já que não foram criadas alternativas para suprir os clientes
que procuraram outros portos para embarcar ou desembarcar os seus produtos.
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