Edição nº 5288- quarta-feira, 04 de março de 2009 Classificados | Assinatura | Impressão
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REGIÃO DO LAGO
Morador quer indenização de
construtora e já pôs casa à venda
O muro de um condomínio de luxo dividiu em duas a Rua Rafael Picolli, Bairro Região do Lago, região leste de Cascavel, causando problemas a um morador. A barreira impede a passagem da água da chuva. Com a chuva forte registrada segunda-feira, os portões de uma casa foram arrastados pela enxurrada. O buraco feito para a passagem da água foi insuficiente, e a água invadiu a moradia, que ficou de frente para o muro.
Indignado, o administrador Jair Bertoncelli, que já tem um processo em andamento contra a proximidade da obra ao Lago Municipal, pretende pedir uma indenização pelos danos materiais. “Não podem fazer isso continuar como está, simplesmente acabaram com a fachada da minha casa, tapando a vista. Vou buscar meus direitos. Os culpados terão que responder pelos atos. A rua é pública, e como conseguem fechá-la? Agora quero saber das autoridades se essa obra não causará nenhum efeito, se alguém poderá me responder”, diz o administrador que já colocou a casa à venda.
As construções do novo condomínio ficam na baixada da Rua Rafael Picolli, próximo ao Lago Municipal. Nenhuma mudança na infraestrutura da rua foi feita, por isso a tubulação da rede fluvial é insuficiente para comportar a água da chuva, que antes desembocava no rio, e agora fica presa no asfalto e invade a casa. “Chegamos antes de o muro cair, estava parecido com um rio. Tentamos chamar o dono da casa, mas não o encontramos. Quando o muro caiu foi um barulho forte, parecia que tinha explodido algo”, diz o atleta Ricardo Barreto.
Parte de uma área pública do Lago foi isolada. Na área ambiental existe outra via, a Rua Marcílio Dias, que também deixará de ser usada por visitantes devido às construções. A obra chegou a ser embargada pela Secretaria de Meio Ambiente, mas após análises da Secretaria de Planejamento foi constatado que o projeto está regular, atendendo às exigências do MP (Ministério Público).
O proprietário do condomínio, Reni de Marques, reconhece o problema e pretende investir na solução para que os estragos não se repitam. “A chuva veio com muita força, achávamos que o buraco no muro seria suficiente para passar a água. Teremos que fazer bocas-de-lobo, tentar uma alternativa”, afirma Marques.
Na tentativa da primeira construção do muro, o asfalto foi danificado. Devido a reclamações do morador que não conseguia estacionar o carro, a construção foi afastada. Mas não foi feita nova pavimentação. Com a força da água, parte do pavimento foi levada, causando erosão no asfalto.

IMPROVISO
Medida emergencial foi adotada já que a estrutura da escola não está pronta
Alunos dividem banheiros
com pacientes

Alunos da Escola Michalina Kiçula Sochodolak começaram as aulas no improviso. Como a construção das novas instalações ainda não ficou pronta, 23 alunos do 1º Ano do Ensino Fundamental estudam no salão comunitário do Bairro Claudete. Porém, o local não tem infraestrutura adequada. O quadro de giz fica praticamente no chão, dificultando o trabalho dos educadores. Os mesmos banheiros usados pelas crianças são compartilhados com pacientes da UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro, na região oeste de Cascavel.
A diretora Inês Borges Brizola Pacheco afirma que essa foi a única solução imediata para que o aprendizado infantil não atrasasse. O Município chegou a fazer vistorias, comprometendo-se a pôr divisórias no salão comunitário. “Pedimos uma repartição, mas não a fizeram. Sabemos que é preciso, já que fica difícil estudar quando pessoas ficam passando pela sala. Os banheiros são do salão comunitário, mas os pacientes precisam utilizar o mesmo espaço”, diz Inês.
Pacientes são conduzidos por uma porta entre a UBS e o salão comunitário, onde ficam os banheiros. Por enquanto, a medida adotada foi o bloqueio de um dos banheiros para uso exclusivo dos estudantes, já que os pais chegaram a questionar o uso compartilhado do local. “Não tem como aceitar que crianças usem os mesmos banheiros, mas também não podemos impedir que pacientes usem o espaço”, justifica a diretora.
CONCENTRAÇÃO
A concentração dos alunos também fica comprometida cada vez que alguém passa pela porta para usar os sanitários. Controlar os estudantes é um desafio para a professora. “É complicado. Os pais ficam preocupados, já que aqui não é o local mais apropriado para estudar. Quem vem à UBS tem algum problema de saúde”, ressalta a professora Márcia Pinheiro.
Quando chega a hora do recreio os alunos precisam deixar o salão e ir até o Colégio Julia Wanderlei, na Rua José de Sá Cavalcanti, esquina com a Rua Jorge Lacerda, no Jardim Jussara, para lanchar.

Fim do problema
A estrutura do Estado é usada pelas turmas da Escola Michalina Kiçula Sochodolak. Mas o improviso tem previsão para acabar, no fim deste mês. Pinturas e a construção das calçadas são feitas na nova estrutura de ensino público.
Foram construídos ginásio de esportes com arquibancadas, vestiário feminino e masculino, almoxarifado, sala de dança, refeitório com cozinha industrial, lavanderia, banheiros masculino e feminino adaptados. Além de passarelas cobertas interligando os blocos, rampas de acesso, parquinho infantil, estacionamento para 21 vagas e espaço para pessoas com necessidades especiais, totalizando uma estrutura com 3.859 m² de área construída.
No térreo serão três salas de educação infantil, três salas de aula de 1ª à 4ª série, laboratórios de informática e de ciências, biblioteca e setor administrativo. Já no segundo piso serão dez salas de aula, de 1ª à 4ª série, salas de múltiplo uso, sala de reforço, miniauditório, banheiros e lavanderia, com acesso por elevador e escadas. O investimento para a construção da escola será de R$ 1.846.037, com recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).

SEM BANHEIRO
UBS tem infraestrutura inadequada
Pacientes da UBS (Unidade Básica de Saúde) nem sempre sabem onde ficam os banheiros. Por isso, reclamam da falta de estrutura. “Há 34 anos frequento o posto, sempre foi assim. Precisamos de outro, o encanamento do esgoto é velho e pode estourar. Não existem banheiros, tem dois, mas do salão comunitário. Tantos postos são reformados e o nosso continua assim”, diz a dona de casa Neide de Oliveira.
O acesso é complicado para a UBS. Quem vai buscar soluções médicas precisa subir escadas.
A coordenadora da UBS, Maria Aparecida Peres, alega que os pacientes são conduzidos normalmente até os banheiros, mesmo com aulas no salão comunitário do Bairro Claudete. “Sempre foi assim, mas os pacientes não ficam sem sanitários. Por enquanto não existe outra solução, tem que ser assim”, diz a coordenadora da UBS.
O secretário de Saúde, Ildemar Canto, chegou a verificar a situação e a pedir a colocação de divisórias. Mas a medida não foi executada. “Já foi planejada a colocação de paredes, estamos aguardando a execução, já está programado há 15 dias. Mas por enquanto tem que ser desse jeito, o posto foi projetado há quatro décadas, e começa com erro nas escadas. A ideia é solucionar temporariamente, mas temos previsão de reformar o posto. No projeto, outras dez UBS serão modificadas”, diz o secretário de Saúde.
Depois que as aulas começaram, o salão comunitário chegou a ser invadido por ladrões. Materiais dos alunos foram furtados. Um ofício foi encaminhado pelo presidente da Associação de Moradores do Claudete, Clóvis Petroceli, pedindo providências. “Ficaram de isolar o banheiro para as crianças não usarem os mesmos sanitários de pessoas doentes. Ficaram de trazer uma divisória, mas isso não ocorreu. A estrutura é precária”, lamenta Petroceli.
Alguns móveis da associação estão empilhados no salão comunitário. Na cozinha, uma fossa está aberta, sem nenhum tipo de proteção. Apenas a porta de acesso ao local está fechada. Preocupação para os educadores, que precisam ficar atentos. “Ficamos sempre de olho para que nada ocorra”, diz a professora Márcia Pinheiro.

FUNDEB
Atual administração também tem dúvidas sobre contas do ano passado
Conselho apura furo de
R$ 4 milhões na Educação

Membros do Conselho do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) voltaram a se reunir ontem na tentativa de aprovar as contas de 2008 da Secretaria de Educação de Cascavel. Os conselheiros estão encontrando dificuldades no fechamento dos resultados que, segundo eles, não estão de acordo com a legislação.
Existem mais de R$ 4 milhões em empenhos do ano passado os quais as notas sequer foram apresentadas para os conselheiros, e, segundo a presidente do conselho, Delir Borges Galeski, caso continue assim, as contas de 2008 da Educação serão reprovadas. “Já tem algum tempo que estamos solicitando documentos e não recebemos nada. Da forma em que estão, as contas serão reprovadas”.
Os empenhos são de compra de material e obras em várias escolas do Município. O que chamou a atenção dos conselheiros são verbas já liberadas para reformas em escolas que sequer foi iniciado o trabalho. A presidente explica que na próxima semana uma comissão estará visitando as escolas para tentar investigar o que possa estar havendo.
“Vamos sortear algumas escolas e fazer uma visita in loco para descobrir o que está acontecendo. Não iremos permitir irregularidades. Se a administração passada errou, terá de responder pelos erros”.
SALÁRIOS
Outra questão que preocupa os conselheiros é com a negociação para a reposição salarial, já que os índices de utilização dos recursos do Fundeb também não foram aprovados ainda. “Está muito complicado. Os índices que foram apresentados durante o ano passado mudaram quase todos. Teremos que rever todas as contas. Praticamente o trabalho do ano passado foi todo em vão”.
A secretária de Educação, Maristela Becker Miranda, também tem dúvidas com relação às contas da administração anterior. Segundo ela, muitas questões precisam ser esclarecidas. “Herdei da administração passada muita coisa que ainda não conseguimos arrumar. Realmente existem coisas estranhas, como a quantidade de empenhos que foram publicados no último dia de mandato do ex-prefeito [Lísias Tomé], é difícil de entender o porquê de tudo ter sido publicado no último dia”.

Furto também é questionado
Além de todos os problemas encontrados pelos membros do Conselho do Fundeb, a questão do furto, ano passado, de 42 DVDs e seis televisores do almoxarifado da Secretaria de Educação também está sendo questionada pela equipe. “Qualquer coisa que roubam a polícia encontra os bandidos, como que um furto desses, de tanta coisa, nada foi encontrado e ninguém sabe de nada? Também estamos acompanhando de perto as investigações para tentar descobrir o que realmente aconteceu e responsabilizar os culpados”.
Os membros do conselho voltam a se reunir no dia 13 de março.

FRATERNIDADE
Dando continuidade aos trabalhos que estão sendo desenvolvidos pela Campanha da Fraternidade 2009, cujo tema é “Fraternidade e segurança pública” e com o lema “A paz é fruto da justiça”, Cascavel recebe esta semana o coordenador da Pastoral Carcerária de São Paulo, padre Valdir João da Silveira, que foi um dos autores do texto da campanha.
Na noite de ontem o padre fez uma palestra com todos os membros da Igreja Católica e hoje deverá realizar um encontro com os detentos da PIC (Penitenciaria Industrial de Cascavel).
Segundo o padre, a intenção do encontro é criar uma reflexão também entre os detentos sobre o tema da campanha.

BURACO
Desmoronamento interdita parte da Tancredo
A tubulação pluvial do trecho entre as Ruas Maranhão e Santa Catarina na Avenida Tancredo Neves não suportou o volume de água da chuva de segunda-feira e, com a rachadura, o asfalto cedeu. Também ruiu o meio-fio, a calçada e desmoronou a fundação de uma obra executada por uma construtora de Toledo.
À noite, duas pistas da avenida estiveram bloqueadas. Quando o risco de desmoronamento foi afastado, a Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito) liberou uma pista, mas uma permanece trancada, sem previsão para liberação.
O engenheiro civil da Sesop Jéferson Maciel explica que a ausência do muro de arrimo na obra agravou um problema que existe há muito tempo. A tubulação das galerias pluviais, com 40 milímetros de diâmetro, está fora dos padrões necessários.
Segundo ele, enquanto não for construído o muro de arrimo pela empresa não será feita a instalação da nova tubulação nem liberada a pista.
FALHA
O administrador da construtora responsável pela obra, José Luiz Ferreira da Luz, reconhece que havia a necessidade do muro de arrimo para conter fundação e disse que a empresa irá providenciá-lo.

SCPC
Consultas crescem 5% em fevereiro
Empresários de Cascavel aumentaram o rigor no crediário, para evitar a inadimplência, conforme os números divulgados pelo SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). A principal característica dos índices de fevereiro é de que o empresário está consultando mais e registrando os maus pagadores com mais rapidez.
As consultas ao serviço cresceram 5% em fevereiro em comparação a igual período do ano passado. Houve equilíbrio nas saídas e inclusões de registros no sistema.
Já em janeiro de 2009 as consultas haviam crescido 2,3% na comparação ao mesmo mês de 2008, com elevação de 25% nos registros de inadimplentes e 4% dos consumidores que pagaram suas dívidas e saíram do sistema.

GRATUITO
Palestra aborda a telepatia
Fenônemo parapsíquico, a telepatia é tema de palestra gratuita que será realizada sábado, no auditório da Unioeste, no campus de Cascavel. O evento é organizado pelo IIPC (Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia), que vai enfatizar o tema Telepatia: uma realidade ao seu alcance. A palestra começa às 19h30.
Segundo a Conscienciologia, a telepatia é um fenômeno parapsíquico, uma forma de parapercepção que ocorre pela interação energética entre as pessoas (consciências). Essa leitura mental à distância é uma transferência ou recepção de pensamento, seja próximo ou não, pois não é modificável pela distância nem pelo tempo.
Durante o evento serão abordados temas como a possibilidade de emitir e captar pensamentos; a telepatia como indicador de entrosamento e afinidade interpessoal e as energias como meio de transporte das informações à distância. Mais informações sobre o evento pelos telefones (45) 3328-3132 e 9974-1599.

PLANO-DIRETOR
Local de revisão das leis foi transferido para a Câmara de Vereadores
Conselho convoca vereadores
às reuniões

O baixo quorum nas reuniões de revisão das leis do Plano-Diretor de Cascavel é um problema que o há tempos o Conselho de Planejamento tenta resolver. Depois de mudar horários de reuniões e prorrogar a votação das leis, os conselheiros buscam a presença dos parlamentares nos encontros.
Para que a distância não seja desculpa para a ausência dos vereadores, o local das reuniões semanais foi transferido do auditório da prefeitura à sala de sessões da Câmara de Vereadores. A mudança foi aprovada pelos conselheiros na manhã de ontem, na sala de reuniões da prefeitura. “Eu convidei todos os vereadores pessoalmente e orientei que cada um traga convidados. Também reforcei o convite à Aeac [Associação dos Engenheiros e Arquitetos e Cascavel], ao Sinduscon [Sindicato da Indústria da Construção Civil] e à Acic [Associação Comercial e Industrial de Cascavel]”, disse Ronald Drabik, presidente do Conselho e secretário de Planejamento e Urbanismo.
O horário das reuniões também foi mudado para toda quinta-feira, das 8h30 às 10h30. O período da manhã para os encontros semanais foi tema de embate entre o Conselho e entidades. Essas reclamavam da dificuldade de comparecer às reuniões durante o dia e solicitavam a mudança para a noite. Mas a escassa participação dos representantes ponderou que a mudança fosse definida. “Quem decide qual o melhor o horário é o Conselho e mudar para a parte da manhã foi o que a maioria decidiu”.
Nesta semana o encontro para a revisão das leis ocorreu terça-feira e a partir da semana que vem elas ocorrerão no novo dia e horário. Na pauta, está a finalização da leitura da Lei dos Instrumentos, que é o último suplemento do pacote de leis do Plano-Diretor.

Combate à fome
Cerca de 120 pessoas participaram ontem de reunião técnica da Setp (Secretária do Estado, Emprego e Promoção Social), que aconteceu ontem no Centro Administrativo Regional, em Cascavel. Na pauta, os programas de combate à fome, como Paif (Programa de Atenção Integrada às Famílias) e o Programa de Aquisição de Alimentos.
Segundo Lúcia Zanato Tureck, chefe do escritório regional do Setp, a forma como serão aplicados os R$ 12 milhões repassados ao Estado pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome foram elucidados durante a reunião.
Segundo ela, serão incluídos projetos voltados para as famílias rurais e haverá redução na doação para creches e escolas, pois estas recebem merenda escolar.
O Programa vai também intensificar o incentivo a cozinhas comunitárias e aos bancos de alimentos.

 

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