Edição nº 5014 - Quarta-feira, 03 de junho de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
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CAPACETES
Alterações entram em vigor e estão sendo fiscalizadas
Após um prazo de adaptação, entrou em vigor este mês a fixação de faixas refletivas nas laterais e atrás do capacete e o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia). O comandante do pelotão de trânsito da Polícia Militar de Cascavel, tenente Reinaldo Machado, explicou que os motociclistas que estiverem irregulares serão enquadrados em infração grave, com cinco pontos na carteira e multa de R$ 127.
De acordo com o comandante, além de estarem dentro da lei, os motociclistas devem estar atentos que o selo do Inmetro reflete na segurança do produto, que pode fazer a diferença em possíveis acidentes. “Muito mais do que atender a lei, os motociclistas devem estar preocupados com sua segurança”, falou, lembrando que as faixas refletivas têm o objetivo de deixar visível o motociclista, principalmente no período noturno.
Sobre a saída do selo quando o capacete é molhado com a água da chuva, o comandante lembrou que, além do selo pela parte externa do capacete, existe uma etiqueta na parte interna. Também deve ser respeitado o uso da viseira do capacete, que precisa ser transparente e utilizado sempre fechado. Neste caso, a multa é de R$ 191 e sete pontos na carteira.
As mudanças atendem resoluções do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), que deveriam entrar em vigor no começo do ano, mas foram adiadas para junho.

CONTO DO VIGÁRIO
Visitantes de feira ganharam assinaturas, mas agora estão sendo cobrados
Consumidores denunciam golpe

Pelo menos cinco cascavelenses se dizem lesados por uma editora que participou de uma feira em Cascavel mês passado. Eles correm o risco de pagar pelo que não compraram. Conhecido como o Golpe da Revista, um vendedor da Editora Peixes prometeu que os visitantes ganhariam assinaturas de algumas publicações da editora. A única exigência para o prêmio era apresentação de um cartão de crédito das redes Visa ou Mastercard. As pessoas entregavam o cartão para o vendedor, que fazia um decalque das informações do “ganhador”. Mas o que era para ser um brinde está sendo cobrado das pessoas, na fatura do cartão de crédito. De acordo com o Procon, essa não é a primeira vez que essa editora age em Cascavel.
O economista Alexandre Antonio Bomm e uma colega foram duas das pessoas lesadas pelo golpe. Embora ele tenha notado a anormalidade do procedimento e solicitado que o vendedor rasgasse o decalque, a dívida de seis parcelas de R$ 73 apareceu em sua conta. A cobrança na conta de sua amiga é um pouco menor, de R$ 66 mensais. “O vendedor disse que se eu apresentasse o cartão eu ganharia quatro exemplares. Eu mostrei o cartão e ele foi tirar o decalque em um papel carbono e raspou o número com um lápis. Então eu pedi meu cartão de volta. Ele ficou nervoso, mas me devolveu, rasgou o papel na minha frente e o jogou fora”.
Em nome das entidades organizadoras da feira, o presidente da Aeac (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Cascavel), José Heim, disse que o único envolvimento com a editora foi a venda do espaço para exposição. “Vendemos o estande para a editora expor revistas. Saber se eles usaram a feira para o golpe fugia do nosso alcance. Essas pessoas reclamaram depois da feira. Elas deveriam ter feito a denúncia na hora”.
Todas as pessoas que reclamaram com as entidades foram aconselhadas a procurar o Procon. “A orientação é que a pessoa procure o Procon ou a polícia. É o mínimo que podemos fazer”, declara Heim.
O chefe do órgão de defesa do consumidor, Manoel dos Santos, diz que o caso pode se enquadrar como lesão aos direitos do consumidor e até estelionato. “Se a proposta da empresa era de que seria um brinde, o que, pelo que eu saiba, não tem custo, o cliente tem que fazer a reclamação para que a empresa seja intimada. Se a vítima não assinou nada, o caso pode ser de estelionato”, explica.
No entanto, ele alerta que o consumidor precisa de algum documento que comprove a aquisição para que o Procon possa tomar alguma providência.
O cliente que tenha caído no Golpe da Revista deve ir até o Procon, na Rua Rio de Janeiro, 704, Centro, e apresentar RG, CPF, comprovante de residência e da participação da promoção. O atendimento é de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 12h. O telefone do Procon é (45) 3902-1720.

Em série
Embora existam páginas na internet com relatos de mais de 1,7 mil pessoas de todo o Brasil reclamando do Golpe da Revista e do Procon garantir que casos semelhantes ocorreram há cerca de três anos em Cascavel, a empresa afirma desconhecer a situação.
Uma responsável pelo departamento administrativo que se identificou como Sônia e se recusou a dizer o sobrenome, informou que a Editora Peixes, localizada em São Paulo, é uma empresa grande e que os representantes são orientados a vender. Os métodos ficam a critério de cada um. “Temos vários representantes e eles recebem treinamentos para as vendas. Não sei qual o tipo de abordagem”.
Quanto ao golpe, Sônia diz que não há como a empresa saber se ele ocorreu. “Não me recordo de reclamações sobre golpes, mas não tem como dizer se eles realmente ocorreram ou não. Além disso, os representantes também vendem outros produtos”, defende.
Segundo ela, todos os clientes que receberam algum tipo de cobrança devem ligar para o telefone (11) 3038-1430 para que a “venda” seja estornada. “Precisamos que as pessoas entrem em contato e tenham em mãos o número do cartão de crédito em que foi feita a venda”.

Agronegócio
A Prefeitura de Cascavel realiza a partir de amanhã o Seminário de Agronegócio com foco no Desenvolvimento com Sustentabilidade. O evento, que ocorrerá no Centro de Convenções e Eventos de Cascavel, é realizado em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.
Diversos debates e orientações serão realizados com foco na agroindústria, turismo rural, meio ambiente, previdência rural, recadastramento da nota do produtor, amostra de solos, custeio agrícola e apresentação de programas como Irrigação Noturna, Avicultura Noturna, Trator Solidário, Banco do Pequeno Empreendedor, pedido de mudas e orientações sobre cultivo de plantas frutíferas, inscrições para cursos e Sebrae no agronegócio.
Amanhã o evento terá início às 19h. Na quinta-feira os trabalhos começam às 7h30 e, sexta-feira, às 8h.

Inclusão Digital
Com a inauguração da oficina digital na Escola Municipal Aloys João Mann, em Cascavel, a Brasil Telecom lança amanhã, às 14h, o Programa de Educação e Inclusão Digital no Paraná. Entre os meses de maio e junho, 50 oficinas digitais estão sendo entregues em escolas públicas do Ensino Fundamental de nove estados e no Distrito Federal.
A sala de Informática faz parte do Projeto Educação Digital, resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Cascavel, a Brasil Telecom, a Fundação Bradesco, a Mstec e a Intel.

Cartão-refeição
Uma palestra na noite de amanhã na Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel) esclarecerá pontos do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), do Ministério do Trabalho, a exemplo dos incentivos fiscais que oferece. Assunto será apresentado a partir das 18h30 por Bruno Carlo Wanderley, gerente regional da unidade de Cascavel do Ministério Público do Trabalho. A participação é gratuita. Informações com o Departamento Comercial da Acic, pelo telefone (45) 3321-1400.

PRAÇA DA BÍBLIA
Segunda etapa só será licitada no próximo mês
População considera
luminárias exageradas

As obras da Praça Vereador Luiz Picoli, conhecida como Praça da Bíblia, no Centro de Cascavel, começaram em janeiro deste ano. Todo o local foi cercado com tapumes, que impediam a visão da obra. Há cerca de dez dias, a população começou a ver algumas das mudanças, com o início da instalação da iluminação pública.
Ao todo são 179 luminárias em 94 postes. A quantidade surpreendeu algumas pessoas. “O estilo até que é bonito, mas poderia ser menos [luminárias]. Acho que metade disso seria suficiente para iluminar a praça”, diz Valdir Mafra, funcionário público.
Outra característica que chama a atenção de quem passa pelo local é a cor das luminárias. “É muito amarelo, poderia ser uma cor mais discreta. Não sei por que tanta lâmpada”, diz Adriana Terezinha Barbosa, cozinheira, que faz um questionamento: “A conta de energia será grande com tudo isso de lâmpada. Quem vai pagar a conta? Não vai sair do bolso deles”.
Para Eusébia de Castro, ambulante, o projeto de remodelação das vias é ultrapassado. “Isso deveria ter sido feito há 20 anos. Vai ficar quase a mesma coisa do que antes. Hoje o ideal seria a construção de um elevado”.
Segundo ela, as luminárias também são exageradas, e ironiza: “Se faltar copo aqui, vou pegar os amarelinhos. Isso parece uma jarra”.
Adriana afirma que as mudanças contribuirão para a diminuição no número de acidentes. “Desde que começou a obra já diminuiu o número, mas a fiscalização aqui também aumentou. Todo dia tem um agente da Cettrans [Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito]”, diz.
Segunda etapa
Domingo foi publicado no “Diário Oficial” do Município o aviso de licitação para a contratação de empresa para execução da segunda etapa do projeto, que inclui as fontes luminosas e o ajardinamento.
A obra está orçada em R$ 336.707,78 e está dividida em dois lotes. O primeiro, de R$ 119.159,33, contempla parte da estrutura para as fontes. No segundo lote, orçado em R$ 217.548,45, está incluso o restante da estrutura das fontes e serviços complementares, como paisagismo e mobiliário urbano, como bancos e lixeiras.
Segundo Silvio Torres, engenheiro da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, o processo foi dividido em dois lotes devido à origem da verba. “Em um dos lotes a verba é federal e no outro é do Município. Foi dividido para facilitar a prestação de contas”, explica. A concorrência ocorrerá dia 4 de julho.

Outro lado
De acordo com o engenheiro da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, Silvio Torres, foi desenvolvido um projeto luminotécnico, levando em consideração a arborização do local. “Essa quantidade de luminárias foi decidida pensando nas árvores que serão plantadas no local. Serão mais de 100 árvores, que, quando crescerem, farão uma sombra razoável. Foram feitos testes para chegar a esse número”, explica Silvio.
Ele afirma que o projeto foi feito pensando no melhor para a população. “Essas luminárias são o que há de mais moderno, já foram até premiadas. Não queremos que fiquem pontos escuros na praça, o que dá margem para vândalos agirem. Pensamos no futuro para fazer o projeto”, diz o engenheiro.
Cada um dos conjuntos de iluminação, incluindo o poste, as luminárias as lâmpadas e o reator, custou entre R$ 5 mil e R$ 6 mil, dependendo da quantidade de luminárias de cada um. Na praça existem postes com uma, duas ou até três luminárias.
Quanto à cor, laranja, Silvio diz que foi escolhida sem motivo especial. “A cor foi escolhida em um catálogo pelos técnicos da secretaria aleatoriamente”.
A previsão é de que a primeira etapa seja concluída em dez dias. A obra total ainda levará aproximadamente 60 dias para ser entregue.

FEBRE AFTOSA
Parcial aponta 97% de imunização
Os municípios de abrangência da regional da Seab (Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento) de Cascavel devem continuar sem focos de febre aftosa. De acordo com o superintendente regional da Seab, Jaime Costa, dados preliminares do órgão apontam a imunização de 97% do rebanho nos 28 municípios da regional, durante a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a doença, realizada de 1º a 20 de maio.
De acordo com o médico veterinário, os produtores tinham até 30 de maio para confirmar a vacinação e, por isso, os dados finais serão fechados e entregues apenas no dia 18 de junho ao Ministério da Agricultura. “Até lá vamos receber todos os dados dos municípios e visitar as propriedades que não informaram a vacinação”, explicou.
Jaime avaliou a campanha como positiva, principalmente pelo clima do período, que foi de estiagem, o que ajudou na aplicação da vacina. “Acreditamos que tenha atingido os 100%”, disse.
Jaime lembrou ainda que em Cascavel a média de imunização também é de 97%, por enquanto. O objetivo era de vacinar 90 mil cabeças no Município e 656 mil em toda a regional. A multa por animal não vacinado é de R$ 81,44.

MINAS GERAIS E MATO GROSSO
Em uma via, velocidade e barulho; na outra, forte arborização
Jovens usam rua para rachas

Um dos endereços mais nobres de Cascavel é palco da imprudência de jovens durante a madrugada. O barulho das freadas dos carros, que trafegam em alta velocidade, e das músicas nas alturas tira a tranqüilidade dos moradores.
Há 15 anos na Rua Minas Gerais, Jair Peres, comerciante, afirma que o único problema enfrentado pelos moradores é na madrugada. “[Motoristas] passam toda a noite fazendo racha aqui, na rua”.
A velocidade também é vista durante o dia, na pressa dos motoristas. “Tem bastante movimento e quase sempre está acima da velocidade permitida. Os acidentes que acontecem com a freqüência são por imprudência”, conta Jair.
Para ele, o que falta é fiscalização. “A fiscalização coíbe, se a polícia estivesse aqui não teria os rachas”.
Já para Alfredo dos Santos, aposentado, o incômodo vem do volume alto das músicas. “O som dos carros inferniza a vida da gente”.
Ele conta que só consegue assistir à televisão à noite com o dobro do volume usado durante o dia. “De dia o volume fica entre 10 e 12. À noite é do 25 para cima”, reclama Alfredo.
O lado positivo da rua é a proximidade com o Centro. “Fica perto de tudo, é bem cômodo”, diz Alfredo.
Segundo o aposentado, o que falta é educação. “Se as pessoas fossem educadas com os moradores, não teríamos problemas”.
MATO GROSSO
A Rua Mato Grosso pode ser considerada uma das mais arborizadas de Cascavel. Os galhos das árvores se encontram no meio da via, formando túneis. No entanto, para alguns moradores as árvores precisam de mais cuidados. “Como são antigas, os galhos apodrecem e caem no meio da rua. Alguns carros já foram atingidos”, diz Alcides dos Reis, comerciante.
Outro fator que precisa de atenção é a iluminação pública. “A iluminação da rua é com as lâmpadas rebaixadas, é péssima. O poste convencional seria melhor, pelo menos iluminaria uma área maior”, diz Neiva Vieceli, costureira.
Ela afirma que a Mato Grosso ainda é um lugar bom de morar, mas que já foi melhor. “Há dois anos era mais tranqüilo. Hoje tem alguns horários que para atravessar a rua aqui é quase impossível”, conta.
A rua é muito usada para cortar caminho para os Bairros São Cristóvão, Country e da região norte, ou ainda para chegar até a BR-467.
Outro problema, apontado pelos moradores e comerciantes é o excesso de velocidade dos motoristas. “Exageram bastante na velocidade. Uma das poucas lombadas o pessoal não respeita, pula. Alguns motoqueiros já caíram ao fazer isso”, conta Alcides.
O maior índice de acidentes acontece no cruzamento com a Rua Vicente Machado. É a única esquina que a Mato Grosso deixa de ser preferencial e muitos motoristas não prestam atenção e cruzam sem parar.

HISTÓRICO
As semelhanças entre as Ruas Minas Gerais e Mato Grosso são várias: ambas são cortadas por 22 ruas, têm percurso que passa pelos Bairros Centro e São Cristóvão e seguem a Lei 26 de 1953, que nomeia todas as ruas paralelas à Avenida Brasil com nome de estados.
A diferença é que em uma vivia o “primeiro homem de cultura” de Cascavel. Sandálio dos Santos passou parte de sua vida na Rua Minas Gerais. A definição é de uma biografia doada pela Câmara de Vereadores à Biblioteca Pública Municipal Sandálio dos Santos. O documento foi elaborado ex-vereador Érico Ricardo Marcon, que exerceu o cargo entre 1977 e 1982.
O ilustre morador chegou a Cascavel em 1930 após insistentes convites de seu amigo José Silvério de Oliveira, o Tio Jeca. Sandálio assumiu cargos importantes: escrivão, delegado, professor e, na falta de médico, curava as enfermidades guiado por um de seus livros: o Conselheiro Médico do Lar.
Sandálio viveu até 21 de agosto de 1964 e no dia 11 de novembro do mesmo ano fora homenageado com seu nome colocado na Biblioteca Pública de Cascavel.

SANTA CRUZ
Centro inscreveu apenas 47 crianças e mães pedem vagas
Creche não atende a demanda

A tão sonhada creche no Bairro Santa Cruz começou a funcionar há cerca de um mês, mas não trouxe o alento esperado. Moradores daquela região, no oeste de Cascavel, reclamam do espaço apertado, que prevê o atendimento a apenas 47 crianças de até seis anos. Muitas mães se queixam na dificuldade em conseguir a vaga aos filhos, o que as impede de trabalhar fora. Ao todo, em Cascavel, a lista é de 3 mil crianças esperando por vaga em creches.
As reclamações são principalmente daquelas mães que precisam trabalhar e que não têm onde deixar os filhos pequenos. E pagar para alguém cuidar não cabe em seu orçamento. As mulheres não querem se identificar, mas reclamam providências para a prefeitura, pois sabem da comodidade que têm as que conseguiram vaga, pois podem trabalhar fora de casa tranqüilas. É o caso de Dayse Garcia Palma, que conseguiu vaga para o filho Thiago, de dois anos.
O assessor de Gabinete da Secretaria Municipal de Educação, Julsemino Siebeneichler, explica que há uma lista de espera de cerca de 3 mil crianças, mas que a prefeitura tem em andamento a construção de sete novas unidades, que vão atender metade da demanda. Perto do Bairro Santa Cruz, a unidade mais próxima em construção é a do Bairro Coqueiral, mas o Caic instalado no bairro será ampliado, o projeto está em elaboração, explica Julsemino.
O secretário de Educação, Elemar Muller, foi a Brasília reivindicar a construção de mais três centros em Cascavel, um para reforçar o atendimento no Bairro Santa Cruz, onde a creche ainda não atende a demanda. A Secretaria de Educação explica que as instalações daquele centro são pequenas porque é um prédio residencial doado à prefeitura, que transformou em centro de educação infantil.

AFASTAMENTO
Amic alerta para emissão de atestados sem necessidade
A Amic (Associação de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Oeste do Paraná) vêm alertando os médicos para que estabeleçam maiores critérios ao avaliar o estado de saúde dos trabalhadores que necessitam de afastamento do trabalho. O que motiva a entidade a fazer esta mobilização é a emissão indiscriminada de atestados médicos, o que tem causado prejuízos aos empreendedores, que contam com pouca mão-de-obra.
O presidente da associação, Telmo Kottwitz, demonstra preocupação com o impacto ocasionado na produção, motivando reclamações da classe empresarial. “Uma pequena empresa conta com poucos colaboradores. Quando alguém falta, a produtividade é reduzida, causando perdas à economia dos microempresários e também das cidades. É um ciclo que acaba comprometido”, explica.
Os empregados têm o direito de afastamento do trabalho com a apresentação de atestado. A entidade destaca que deve ser avaliada a gravidade das doenças, estabelecendo um prazo adequado para que os trabalhadores se restabeleçam.
A dispensa de mão-de-obra por alguns dias vem repercutindo de maneira negativa nas empresas, causando rendimento insuficiente para a cobertura dos gastos.
Cartas alertando a preocupação da Amic, em apoio aos empresários que se sentem prejudicados, foram encaminhadas aos médicos de Cascavel e região, a fim de que respeitem as Leis do Ministério do Trabalho e também avaliem melhor os prazos dados aos trabalhadores.

 

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