CAPACETES
Alterações entram em vigor e estão sendo
fiscalizadas
Após
um prazo de adaptação, entrou em vigor este mês a
fixação de faixas refletivas nas laterais e atrás
do capacete e o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia). O
comandante do pelotão de trânsito da Polícia Militar
de Cascavel, tenente Reinaldo Machado, explicou que os motociclistas que
estiverem irregulares serão enquadrados em infração
grave, com cinco pontos na carteira e multa de R$ 127.
De acordo com o comandante, além de estarem dentro da lei, os motociclistas
devem estar atentos que o selo do Inmetro reflete na segurança
do produto, que pode fazer a diferença em possíveis acidentes.
“Muito mais do que atender a lei, os motociclistas devem estar preocupados
com sua segurança”, falou, lembrando que as faixas refletivas
têm o objetivo de deixar visível o motociclista, principalmente
no período noturno.
Sobre a saída do selo quando o capacete é molhado com a
água da chuva, o comandante lembrou que, além do selo pela
parte externa do capacete, existe uma etiqueta na parte interna. Também
deve ser respeitado o uso da viseira do capacete, que precisa ser transparente
e utilizado sempre fechado. Neste caso, a multa é de R$ 191 e sete
pontos na carteira.
As mudanças atendem resoluções do Denatran (Departamento
Nacional de Trânsito), que deveriam entrar em vigor no começo
do ano, mas foram adiadas para junho.
CONTO DO
VIGÁRIO
Visitantes de feira ganharam assinaturas, mas agora estão sendo
cobrados
Consumidores
denunciam golpe
Pelo
menos cinco cascavelenses se dizem lesados por uma editora que participou
de uma feira em Cascavel mês passado. Eles correm o risco de pagar
pelo que não compraram. Conhecido como o Golpe da Revista, um vendedor
da Editora Peixes prometeu que os visitantes ganhariam assinaturas de
algumas publicações da editora. A única exigência
para o prêmio era apresentação de um cartão
de crédito das redes Visa ou Mastercard. As pessoas entregavam
o cartão para o vendedor, que fazia um decalque das informações
do “ganhador”. Mas o que era para ser um brinde está
sendo cobrado das pessoas, na fatura do cartão de crédito.
De acordo com o Procon, essa não é a primeira vez que essa
editora age em Cascavel.
O economista Alexandre Antonio Bomm e uma colega foram duas das pessoas
lesadas pelo golpe. Embora ele tenha notado a anormalidade do procedimento
e solicitado que o vendedor rasgasse o decalque, a dívida de seis
parcelas de R$ 73 apareceu em sua conta. A cobrança na conta de
sua amiga é um pouco menor, de R$ 66 mensais. “O vendedor
disse que se eu apresentasse o cartão eu ganharia quatro exemplares.
Eu mostrei o cartão e ele foi tirar o decalque em um papel carbono
e raspou o número com um lápis. Então eu pedi meu
cartão de volta. Ele ficou nervoso, mas me devolveu, rasgou o papel
na minha frente e o jogou fora”.
Em nome das entidades organizadoras da feira, o presidente da Aeac (Associação
dos Engenheiros e Arquitetos de Cascavel), José Heim, disse que
o único envolvimento com a editora foi a venda do espaço
para exposição. “Vendemos o estande para a editora
expor revistas. Saber se eles usaram a feira para o golpe fugia do nosso
alcance. Essas pessoas reclamaram depois da feira. Elas deveriam ter feito
a denúncia na hora”.
Todas as pessoas que reclamaram com as entidades foram aconselhadas a
procurar o Procon. “A orientação é que a pessoa
procure o Procon ou a polícia. É o mínimo que podemos
fazer”, declara Heim.
O chefe do órgão de defesa do consumidor, Manoel dos Santos,
diz que o caso pode se enquadrar como lesão aos direitos do consumidor
e até estelionato. “Se a proposta da empresa era de que seria
um brinde, o que, pelo que eu saiba, não tem custo, o cliente tem
que fazer a reclamação para que a empresa seja intimada.
Se a vítima não assinou nada, o caso pode ser de estelionato”,
explica.
No entanto, ele alerta que o consumidor precisa de algum documento que
comprove a aquisição para que o Procon possa tomar alguma
providência.
O cliente que tenha caído no Golpe da Revista deve ir até
o Procon, na Rua Rio de Janeiro, 704, Centro, e apresentar RG, CPF, comprovante
de residência e da participação da promoção.
O atendimento é de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às
12h. O telefone do Procon é (45) 3902-1720.
Em
série
Embora existam páginas na internet com relatos de mais
de 1,7 mil pessoas de todo o Brasil reclamando do Golpe da Revista e do
Procon garantir que casos semelhantes ocorreram há cerca de três
anos em Cascavel, a empresa afirma desconhecer a situação.
Uma responsável pelo departamento administrativo que se identificou
como Sônia e se recusou a dizer o sobrenome, informou que a Editora
Peixes, localizada em São Paulo, é uma empresa grande e
que os representantes são orientados a vender. Os métodos
ficam a critério de cada um. “Temos vários representantes
e eles recebem treinamentos para as vendas. Não sei qual o tipo
de abordagem”.
Quanto ao golpe, Sônia diz que não há como a empresa
saber se ele ocorreu. “Não me recordo de reclamações
sobre golpes, mas não tem como dizer se eles realmente ocorreram
ou não. Além disso, os representantes também vendem
outros produtos”, defende.
Segundo ela, todos os clientes que receberam algum tipo de cobrança
devem ligar para o telefone (11) 3038-1430 para que a “venda”
seja estornada. “Precisamos que as pessoas entrem em contato e tenham
em mãos o número do cartão de crédito em que
foi feita a venda”.
Agronegócio
A
Prefeitura de Cascavel realiza a partir de amanhã o Seminário
de Agronegócio com foco no Desenvolvimento com Sustentabilidade.
O evento, que ocorrerá no Centro de Convenções e
Eventos de Cascavel, é realizado em comemoração ao
Dia Mundial do Meio Ambiente.
Diversos debates e orientações serão realizados com
foco na agroindústria, turismo rural, meio ambiente, previdência
rural, recadastramento da nota do produtor, amostra de solos, custeio
agrícola e apresentação de programas como Irrigação
Noturna, Avicultura Noturna, Trator Solidário, Banco do Pequeno
Empreendedor, pedido de mudas e orientações sobre cultivo
de plantas frutíferas, inscrições para cursos e Sebrae
no agronegócio.
Amanhã o evento terá início às 19h. Na quinta-feira
os trabalhos começam às 7h30 e, sexta-feira, às 8h.
Inclusão Digital
Com a inauguração da oficina digital na Escola
Municipal Aloys João Mann, em Cascavel, a Brasil Telecom lança
amanhã, às 14h, o Programa de Educação e Inclusão
Digital no Paraná. Entre os meses de maio e junho, 50 oficinas
digitais estão sendo entregues em escolas públicas do Ensino
Fundamental de nove estados e no Distrito Federal.
A sala de Informática faz parte do Projeto Educação
Digital, resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Cascavel, a Brasil
Telecom, a Fundação Bradesco, a Mstec e a Intel.
Cartão-refeição
Uma palestra na noite de amanhã na Acic (Associação
Comercial e Industrial de Cascavel) esclarecerá pontos do PAT (Programa
de Alimentação do Trabalhador), do Ministério do
Trabalho, a exemplo dos incentivos fiscais que oferece. Assunto será
apresentado a partir das 18h30 por Bruno Carlo Wanderley, gerente regional
da unidade de Cascavel do Ministério Público do Trabalho.
A participação é gratuita. Informações
com o Departamento Comercial da Acic, pelo telefone (45) 3321-1400.
PRAÇA
DA BÍBLIA
Segunda etapa só será licitada no próximo mês
População
considera
luminárias exageradas
As
obras da Praça Vereador Luiz Picoli, conhecida como Praça
da Bíblia, no Centro de Cascavel, começaram em janeiro deste
ano. Todo o local foi cercado com tapumes, que impediam a visão
da obra. Há cerca de dez dias, a população começou
a ver algumas das mudanças, com o início da instalação
da iluminação pública.
Ao todo são 179 luminárias em 94 postes. A quantidade surpreendeu
algumas pessoas. “O estilo até que é bonito, mas poderia
ser menos [luminárias]. Acho que metade disso seria suficiente
para iluminar a praça”, diz Valdir Mafra, funcionário
público.
Outra característica que chama a atenção de quem
passa pelo local é a cor das luminárias. “É
muito amarelo, poderia ser uma cor mais discreta. Não sei por que
tanta lâmpada”, diz Adriana Terezinha Barbosa, cozinheira,
que faz um questionamento: “A conta de energia será grande
com tudo isso de lâmpada. Quem vai pagar a conta? Não vai
sair do bolso deles”.
Para Eusébia de Castro, ambulante, o projeto de remodelação
das vias é ultrapassado. “Isso deveria ter sido feito há
20 anos. Vai ficar quase a mesma coisa do que antes. Hoje o ideal seria
a construção de um elevado”.
Segundo ela, as luminárias também são exageradas,
e ironiza: “Se faltar copo aqui, vou pegar os amarelinhos. Isso
parece uma jarra”.
Adriana afirma que as mudanças contribuirão para a diminuição
no número de acidentes. “Desde que começou a obra
já diminuiu o número, mas a fiscalização aqui
também aumentou. Todo dia tem um agente da Cettrans [Companhia
de Engenharia de Transporte e Trânsito]”, diz.
Segunda etapa
Domingo foi publicado no “Diário Oficial” do Município
o aviso de licitação para a contratação de
empresa para execução da segunda etapa do projeto, que inclui
as fontes luminosas e o ajardinamento.
A obra está orçada em R$ 336.707,78 e está dividida
em dois lotes. O primeiro, de R$ 119.159,33, contempla parte da estrutura
para as fontes. No segundo lote, orçado em R$ 217.548,45, está
incluso o restante da estrutura das fontes e serviços complementares,
como paisagismo e mobiliário urbano, como bancos e lixeiras.
Segundo Silvio Torres, engenheiro da Secretaria de Obras e Serviços
Públicos, o processo foi dividido em dois lotes devido à
origem da verba. “Em um dos lotes a verba é federal e no
outro é do Município. Foi dividido para facilitar a prestação
de contas”, explica. A concorrência ocorrerá dia 4
de julho.
Outro lado
De acordo com o engenheiro da Secretaria de Obras e Serviços
Públicos, Silvio Torres, foi desenvolvido um projeto luminotécnico,
levando em consideração a arborização do local.
“Essa quantidade de luminárias foi decidida pensando nas
árvores que serão plantadas no local. Serão mais
de 100 árvores, que, quando crescerem, farão uma sombra
razoável. Foram feitos testes para chegar a esse número”,
explica Silvio.
Ele afirma que o projeto foi feito pensando no melhor para a população.
“Essas luminárias são o que há de mais moderno,
já foram até premiadas. Não queremos que fiquem pontos
escuros na praça, o que dá margem para vândalos agirem.
Pensamos no futuro para fazer o projeto”, diz o engenheiro.
Cada um dos conjuntos de iluminação, incluindo o poste,
as luminárias as lâmpadas e o reator, custou entre R$ 5 mil
e R$ 6 mil, dependendo da quantidade de luminárias de cada um.
Na praça existem postes com uma, duas ou até três
luminárias.
Quanto à cor, laranja, Silvio diz que foi escolhida sem motivo
especial. “A cor foi escolhida em um catálogo pelos técnicos
da secretaria aleatoriamente”.
A previsão é de que a primeira etapa seja concluída
em dez dias. A obra total ainda levará aproximadamente 60 dias
para ser entregue.
FEBRE AFTOSA
Parcial aponta 97% de imunização
Os
municípios de abrangência da regional da Seab (Secretaria
Estadual da Agricultura e Abastecimento) de Cascavel devem continuar sem
focos de febre aftosa. De acordo com o superintendente regional da Seab,
Jaime Costa, dados preliminares do órgão apontam a imunização
de 97% do rebanho nos 28 municípios da regional, durante a primeira
etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a doença,
realizada de 1º a 20 de maio.
De acordo com o médico veterinário, os produtores tinham
até 30 de maio para confirmar a vacinação e, por
isso, os dados finais serão fechados e entregues apenas no dia
18 de junho ao Ministério da Agricultura. “Até lá
vamos receber todos os dados dos municípios e visitar as propriedades
que não informaram a vacinação”, explicou.
Jaime avaliou a campanha como positiva, principalmente pelo clima do período,
que foi de estiagem, o que ajudou na aplicação da vacina.
“Acreditamos que tenha atingido os 100%”, disse.
Jaime lembrou ainda que em Cascavel a média de imunização
também é de 97%, por enquanto. O objetivo era de vacinar
90 mil cabeças no Município e 656 mil em toda a regional.
A multa por animal não vacinado é de R$ 81,44.
MINAS GERAIS
E MATO GROSSO
Em uma via, velocidade e barulho; na outra, forte arborização
Jovens
usam rua para rachas
Um
dos endereços mais nobres de Cascavel é palco da imprudência
de jovens durante a madrugada. O barulho das freadas dos carros, que trafegam
em alta velocidade, e das músicas nas alturas tira a tranqüilidade
dos moradores.
Há 15 anos na Rua Minas Gerais, Jair Peres, comerciante, afirma
que o único problema enfrentado pelos moradores é na madrugada.
“[Motoristas] passam toda a noite fazendo racha aqui, na rua”.
A velocidade também é vista durante o dia, na pressa dos
motoristas. “Tem bastante movimento e quase sempre está acima
da velocidade permitida. Os acidentes que acontecem com a freqüência
são por imprudência”, conta Jair.
Para ele, o que falta é fiscalização. “A fiscalização
coíbe, se a polícia estivesse aqui não teria os rachas”.
Já para Alfredo dos Santos, aposentado, o incômodo vem do
volume alto das músicas. “O som dos carros inferniza a vida
da gente”.
Ele conta que só consegue assistir à televisão à
noite com o dobro do volume usado durante o dia. “De dia o volume
fica entre 10 e 12. À noite é do 25 para cima”, reclama
Alfredo.
O lado positivo da rua é a proximidade com o Centro. “Fica
perto de tudo, é bem cômodo”, diz Alfredo.
Segundo o aposentado, o que falta é educação. “Se
as pessoas fossem educadas com os moradores, não teríamos
problemas”.
MATO GROSSO
A Rua Mato Grosso pode ser considerada uma das mais arborizadas de Cascavel.
Os galhos das árvores se encontram no meio da via, formando túneis.
No entanto, para alguns moradores as árvores precisam de mais cuidados.
“Como são antigas, os galhos apodrecem e caem no meio da
rua. Alguns carros já foram atingidos”, diz Alcides dos Reis,
comerciante.
Outro fator que precisa de atenção é a iluminação
pública. “A iluminação da rua é com
as lâmpadas rebaixadas, é péssima. O poste convencional
seria melhor, pelo menos iluminaria uma área maior”, diz
Neiva Vieceli, costureira.
Ela afirma que a Mato Grosso ainda é um lugar bom de morar, mas
que já foi melhor. “Há dois anos era mais tranqüilo.
Hoje tem alguns horários que para atravessar a rua aqui é
quase impossível”, conta.
A rua é muito usada para cortar caminho para os Bairros São
Cristóvão, Country e da região norte, ou ainda para
chegar até a BR-467.
Outro problema, apontado pelos moradores e comerciantes é o excesso
de velocidade dos motoristas. “Exageram bastante na velocidade.
Uma das poucas lombadas o pessoal não respeita, pula. Alguns motoqueiros
já caíram ao fazer isso”, conta Alcides.
O maior índice de acidentes acontece no cruzamento com a Rua Vicente
Machado. É a única esquina que a Mato Grosso deixa de ser
preferencial e muitos motoristas não prestam atenção
e cruzam sem parar.
HISTÓRICO
As semelhanças entre as Ruas Minas Gerais e Mato Grosso
são várias: ambas são cortadas por 22 ruas, têm
percurso que passa pelos Bairros Centro e São Cristóvão
e seguem a Lei 26 de 1953, que nomeia todas as ruas paralelas à
Avenida Brasil com nome de estados.
A diferença é que em uma vivia o “primeiro homem de
cultura” de Cascavel. Sandálio dos Santos passou parte de
sua vida na Rua Minas Gerais. A definição é de uma
biografia doada pela Câmara de Vereadores à Biblioteca Pública
Municipal Sandálio dos Santos. O documento foi elaborado ex-vereador
Érico Ricardo Marcon, que exerceu o cargo entre 1977 e 1982.
O ilustre morador chegou a Cascavel em 1930 após insistentes convites
de seu amigo José Silvério de Oliveira, o Tio Jeca. Sandálio
assumiu cargos importantes: escrivão, delegado, professor e, na
falta de médico, curava as enfermidades guiado por um de seus livros:
o Conselheiro Médico do Lar.
Sandálio viveu até 21 de agosto de 1964 e no dia 11 de novembro
do mesmo ano fora homenageado com seu nome colocado na Biblioteca Pública
de Cascavel.
SANTA CRUZ
Centro inscreveu apenas 47 crianças e mães pedem vagas
Creche
não atende a demanda
A
tão sonhada creche no Bairro Santa Cruz começou a funcionar
há cerca de um mês, mas não trouxe o alento esperado.
Moradores daquela região, no oeste de Cascavel, reclamam do espaço
apertado, que prevê o atendimento a apenas 47 crianças de
até seis anos. Muitas mães se queixam na dificuldade em
conseguir a vaga aos filhos, o que as impede de trabalhar fora. Ao todo,
em Cascavel, a lista é de 3 mil crianças esperando por vaga
em creches.
As reclamações são principalmente daquelas mães
que precisam trabalhar e que não têm onde deixar os filhos
pequenos. E pagar para alguém cuidar não cabe em seu orçamento.
As mulheres não querem se identificar, mas reclamam providências
para a prefeitura, pois sabem da comodidade que têm as que conseguiram
vaga, pois podem trabalhar fora de casa tranqüilas. É o caso
de Dayse Garcia Palma, que conseguiu vaga para o filho Thiago, de dois
anos.
O assessor de Gabinete da Secretaria Municipal de Educação,
Julsemino Siebeneichler, explica que há uma lista de espera de
cerca de 3 mil crianças, mas que a prefeitura tem em andamento
a construção de sete novas unidades, que vão atender
metade da demanda. Perto do Bairro Santa Cruz, a unidade mais próxima
em construção é a do Bairro Coqueiral, mas o Caic
instalado no bairro será ampliado, o projeto está em elaboração,
explica Julsemino.
O secretário de Educação, Elemar Muller, foi a Brasília
reivindicar a construção de mais três centros em Cascavel,
um para reforçar o atendimento no Bairro Santa Cruz, onde a creche
ainda não atende a demanda. A Secretaria de Educação
explica que as instalações daquele centro são pequenas
porque é um prédio residencial doado à prefeitura,
que transformou em centro de educação infantil.
AFASTAMENTO
Amic alerta para emissão de atestados sem necessidade
A
Amic (Associação de Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte do Oeste do Paraná) vêm alertando os médicos
para que estabeleçam maiores critérios ao avaliar o estado
de saúde dos trabalhadores que necessitam de afastamento do trabalho.
O que motiva a entidade a fazer esta mobilização é
a emissão indiscriminada de atestados médicos, o que tem
causado prejuízos aos empreendedores, que contam com pouca mão-de-obra.
O presidente da associação, Telmo Kottwitz, demonstra preocupação
com o impacto ocasionado na produção, motivando reclamações
da classe empresarial. “Uma pequena empresa conta com poucos colaboradores.
Quando alguém falta, a produtividade é reduzida, causando
perdas à economia dos microempresários e também das
cidades. É um ciclo que acaba comprometido”, explica.
Os empregados têm o direito de afastamento do trabalho com a apresentação
de atestado. A entidade destaca que deve ser avaliada a gravidade das
doenças, estabelecendo um prazo adequado para que os trabalhadores
se restabeleçam.
A dispensa de mão-de-obra por alguns dias vem repercutindo de maneira
negativa nas empresas, causando rendimento insuficiente para a cobertura
dos gastos.
Cartas alertando a preocupação da Amic, em apoio aos empresários
que se sentem prejudicados, foram encaminhadas aos médicos de Cascavel
e região, a fim de que respeitem as Leis do Ministério do
Trabalho e também avaliem melhor os prazos dados aos trabalhadores.
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