| ELEIÇÕES
– Partido realizou encontro regional em Cascavel
Tucanos
trabalham
candidatura própria
Apesar
de preferir antecipar nomes, a cúpula estadual e regional do PSDB
se reuniu com filiados sexta-feira à noite em Cascavel e sinalizou
que trabalha na construção de uma chapa forte, inclusive
com candidato próprio à sucessão de Lísias
Tomé na prefeitura. Todos os líderes do partido defendem
que o PSDB deve disputar o cargo.
O presidente do diretório estadual, deputado Valdir Rossoni afirmou
que Cascavel é uma das cidades mais importantes do Estado e que
o PSDB tem um cuidado especial com a região oeste. “É
importante que não somente Cascavel, mas toda a região entre
fortalecida no próximo pleito eleitoral”.
O prefeito de Curitiba, Beto Richa, também destacou a organização
do diretório da cidade e a expectativa para a campanha de 2008.
“Os tucanos de Cascavel estão animados com a hipótese
de ter candidato próprio a prefeito e uma chapa de vereadores forte”.
O deputado federal Alfredo Kaefer, coordenador regional da sigla, também
apontou para uma chapa de vereadores fortalecida e a possibilidade de
candidatura própria. “A orientação da executiva
é que se estruture o partido, se busque nomes fortes para disputar
as eleições. O PSDB deve se fortalecer buscando a base e
uma aproximação maior com a população”.
Outro que se mostrou empolgado com o quadro que vem sendo estruturado
foi o presidente do diretório municipal, Paulo Beal. Ele comentou
que é cedo para divulgar nomes, mas que a hipótese do partido
ter um candidato próprio nas eleições para prefeito
é grande. “Precisamos agir com responsabilidade e buscar
pessoas que possam contribuir com o progresso de Cascavel”.
Fortalecimento
partidário
No encontro do PSDB realizado em Cascavel sexta-feira, em que
fidelidade partidária acabou sendo o tema principal, o coordenador
tucano na região oeste, deputado federal Alfredo Kaefer, lembrou
que sem Reforma Política, será difícil estabelecer
mudanças nas estruturas partidárias. “Troca-se de
partido como se troca de camisa e com uma reforma adequada o voto passa
a ser do partido e não do eleito e, ao deixar a sigla, perde o
mandato”, defende o parlamentar.
A discussão envolveu mais de 250 líderes do oeste O tema
fidelidade levou os participantes aos questionamentos sobre a dissolvição
das provisórias nos municípios, onde não foi atingido
no último pleito, o mínimo de 5% de votos para os deputados
estaduais e federais.
As líderes que perderam o mando do partido em suas cidades brigam
pela permanência, mas de acordo com Rossoni, os casos serão
analisados individualmente. “Estaremos discutindo caso a caso, mas
prevalecem as listas encaminhadas pelos deputados que detém os
grupos que realmente estiveram com o PSDB durante as últimas eleições”,
disse o presidente tucano.
Rossoni quer garantir um discurso único em todo o Paraná
e explicou que o partido não irá mais admitir desrespeito
às decisões da Executiva Estadual. “Estamos atingindo
o entendimento e já está claro para todos os tucanos que
o partido segue a linha de oposição ao governo estadual.
Além disso, os encontros regionais servem para divulgar amplamente
as novas resoluções partidárias”, falou.
Oposição
Deputado diz que governo “se cobre com lençol sujo”
Durante
participação em Cascavel do encontro regional do PSDB, o
presidente do diretório estadual e líder da Oposição
na Assembléia Legislativa, deputado Valdir Rossoni, voltou a fazer
duras críticas ao governador Roberto Requião e cobrou maiores
esclarecimentos sobre algumas investigações que apuram irregularidades.
O líder da Oposição fez questionamentos sobre o recente
pedido de exoneração do secretário de Obras Públicas
Luiz Caron, gastos abusivos na Secretaria de Comunicação
Social, além de irregularidades nos contratos da empreiteira Pavibrás
para execução de obras do Paranasan (Programa de Saneamento
Ambiental).
Sobre a repentina exoneração de Caron, Rossoni se mostrou
indignado com o que ele considerou “mais um escândalo envolvendo
o governo do Estado”. “É só mais um, dos vários
escândalos desta gestão. É um triste momento da história
política do Paraná.”
O líder tucano comentou que o Governo não está querendo
prestar esclarecimentos à população por meio dos
parlamentares sobre algumas denúncias. “Estamos tendo dificuldades
nas investigações, pois o governo se nega a colaborar com
os deputados, que são os representantes da comunidade”.
Valdir Rossoni também mirou sua artilharia ao secretário
de Comunicação Social, Airton Pisseti. “Este é
outro que foge das explicações, que nem o diabo foge da
cruz. Ele precisa dizer onde foram investidos os gastos com publicidade,
pois nos meios de comunicação do Paraná eles não
estão”, ressaltou.
O deputado também cobrou o governo sobre a denúncia do Paranasan,
programa que realizou obras de esgoto no litoral, com suspeitas de irregularidades
nas apólices de seguro que teriam sido fraudadas. “Veja que
exemplo, você licita uma obra que custa R$ 69 milhões, diz
que a obra é fraudulenta e depois executa o contrato com 100% de
reajuste”. Rossoni finalizou dizendo que a gestão Requião
“está coberta por um lençol sujo e quando tenta cobrir
a cabeça, acaba descobrindo os pés”.
CONTRAMÃO
– Decisão abre precedentes para questionamentos
TJ decide que proibição
ao nepotismo é ilegal
O
TJ (Tribunal de Justiça) do Paraná publicou decisão
que considera inconstitucional a proibição de contratação
de parentes do prefeito do município de Itaguajé, Rubens
Amorin.
A decisão inédita do Órgão Especial, que beneficia
o prefeito do município que fica no norte do Estado, abriu precedentes
para que futuros julgamentos sobre o tema também tenham o mesmo
desfecho.
“O Tribunal de Justiça do Paraná considerou inconstitucional
as expressões ‘sendo vedada a nomeação do cônjuge
ou parente em linha reta ou colateral até o terceiro grau, respectivamente
do prefeito, vice-prefeito, secretários municipais, coordenadores
ou equivalentes, no âmbito do poder executivo, e dos vereadores
no âmbito do Poder Legislativo’”, explica o advogado
Clóvis Augusto Veiga da Costa, autor da Adin (Ação
Direta de Inconstitucionalidade).
A decisão do Tribunal foi fruto da ação proposta
pelo prefeito em virtude de a Câmara de Municipal de Vereadores
ter aprovado um projeto que proibia a nomeação de cônjuge
ou parente em linha reta ou colateral até o terceiro grau.
Segundo o advogado Veiga da Costa, “o Tribunal de Justiça
do Paraná entendeu que só o Poder Executivo é quem
tem competência para dispor sobre seus próprios cargos e
não a Câmara de Vereadores”.
A decisão, segundo Veiga, também pode ser estendida a outros
prefeitos e ao próprio governo estadual, entendendo, no caso, que
nem mesmo a Assembléia Legislativa teria poder para impedir a contratação
de parentes. |