Edição nº 4707 - Quinta-feira, 02 de agosto de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
Principal - Saúde

GESTAÇÃO
Queda acentuada põe em risco a vida do próximo filho

Grande variação de peso da
mãe é perigosa aos bebês

Mulheres que engordam ou emagrecem muito entre uma gravidez e outra podem estar colocando a vida dos seus bebês em risco, segundo um artigo de dois médicos irlandeses publicado no “British Medical Journal”.
Ao perder muito peso em um curto espaço de tempo, como muitas mães fazem atualmente logo depois de dar à luz, elas estariam prejudicando a saúde do seu próximo bebê.
Por outro lado, os especialistas advertem que um ganho acentuado de peso logo depois de ter um filho também é nocivo para o desenvolvimento de um outro feto.
Partos com o bebê morto, nascimentos prematuros, abortos espontâneos e pressão alta estão entre os possíveis efeitos de uma variação exagerada no corpo da mãe, de acordo com o alerta do jornal.
PESO SAUDÁVEL
Os autores do estudo são a especialista em obstetrícia e ginecologia Jennifer Walsh, da divisão de um hospital especializado na saúde da mulher em Dublin, na Irlanda, e Deirdre Murphy, professor de obstetrícia da Universidade de Dublin.
Segundo Jennifer e Murphy, as mulheres têm de tentar manter um peso saudável antes, durante e depois da gestação para dar às suas crianças um começo de vida com saúde.
“Mulheres em idade reprodutiva são bombardeadas com mensagens sobre dietas, peso e imagem corporal”, alertaram.
“Há uma crescente preocupação com uma epidemia de obesidade, por um lado, e, do outro, com uma cultura que promove como desejável o ‘tamanho zero’, independentemente da constituição natural de uma mulher”.
Os médicos dizem ainda que a gravidez é um dos períodos mais exigentes da vida de uma mulher do ponto de vista nutricional e que a oferta adequada de nutrientes é essencial para sustentar o bem-estar e o crescimento do feto.

FOTO: DIVULGAÇÃO
LEG.;
Perda ou ganho de peso muito rapidamente faz mal à saúde

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Efeitos das flutuações
Os especialistas Jennifer Walsh e Deirdre Murphy citam dois estudos que mostram os possíveis efeitos de flutuações extremas de peso. O primeiro, feito na Suécia, consistiu em acompanhar mais de 200 mil mulheres entre 1992 e 2001 a fim de avaliar os impactos de mudanças no índice de massa corpórea na saúde da mãe e do bebê.
As mulheres que participaram do estudo foram acompanhadas do início da primeira gestação ao início da segunda. A conclusão foi que o aumento de apenas uma ou duas unidades no índice acarreta “taxas significativamente maiores” de pré-eclampsia, condição ligada à pressão alta durante a gravidez; aumento nos índices de diabetes entre as mães e maior risco de um bebê nascer com um peso acima do recomendável.
Uma pessoa com índice superior a 25 é considerada acima do peso. Quem tem mais de 30 já é considerado obeso.
Publicado no “American Journal of Obstetrics and Gynaecology” (Revista Americana de Obstetrícia e Ginecologia), o outro estudo citado pelos especialistas conclui que mulheres que emagreciam muito entre um filho e outro tinham mais chances de dar à luz prematuramente do que mulheres que aumentaram ou mantiveram seu peso.
A principal mensagem que querem passar, disseram os médicos, é que mulheres de peso médio devem evitar ganhar peso entre uma gravidez e outra.
Além disso, mulheres que estão acima do peso podem se beneficiar de uma perda de quilos antes de uma outra gravidez.
No entanto, destacam os autores, perdas de peso muito acentuadas devem ser evitadas por causa dos riscos de partos prematuros e do nascimento de bebês abaixo do peso recomendável.


LONGEVIDADE
Saiba como envelhecer melhor
Viver mais. A expectativa de vida humana praticamente dobrou nos século passado. Somada à queda na taxa de fecundidade, o resultado é, em geral, o envelhecimento da população mundial que, segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), aumentará duas vezes até 2050. No Brasil, o número de idosos passará de 16,3 milhões em 2005 para 64 milhões em 2050. No entanto, desde que alcançou a longevidade, o homem busca também envelhecer melhor. Mas como?
Os hábitos que cultivamos no presente são determinantes para o envelhecimento ativo. A vida após os 65 anos é conseqüência do que foi feito até os 50.
Tabagismo e etilismo devem ser evitados. O fumo provoca vasoconstrição, formação de placas de gordura, aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial. Os danos causados ao sistema cardiovascular são reversíveis. Quem abandona o cigarro entre 35 e 39 anos aumenta a expectativa de vida em cinco anos, segundo estudo da American Heart Association. Porém, o mesmo não ocorre com o sistema respiratório. Quanto à bebida alcoólica, se tomada em excesso, causa lesões ao fígado e ao cérebro.
O sedentarismo também está na lista negra de quem deseja envelhecer com saúde. A prática de exercícios aeróbicos melhora a pressão arterial e reduz o risco de diabetes. A musculação pode reverter alguns danos causados pela idade em pessoas com mais de 50 anos.
Além disso, bom humor, calma e cuidados com a alimentação são fundamentais. Para analisar e receitar alimentos adequados ao ritmo de vida do paciente pode-se contar com a ajuda do nutrologista.

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Processos comuns
A inflamação microscópica das células e o estresse oxidativo - são processos comuns a todos os indivíduos no decorrer dos anos. A falta e má assimilação de vitaminas e minerais pelo organismo são fatores determinantes para a inflamação, que contribui com o processo e com a velocidade de envelhecimento do organismo. É o ponto de partida comum de várias patologias como o câncer, arteriosclerose, doenças neurodegenerativas como Alzheimer, Parkinson, Esclerose múltipla e Esclerose lateral amiotrófica.
Para combatê-la e, em muitos casos, reverter o quadro da doença, é necessário o uso de suplementação de vitaminas C, A e E e antioxidantes e polifenóis antioxidantes na dose correta, indicada a cada paciente, depois de serem feitos os exames necessários através do sangue.
Outra estratégia para retardar o envelhecimento é a restrição calórica, o mais bem definido mecanismo de retardar o envelhecimento, ou seja, comermos por muitos anos uma quantidade ligeiramente menor do que precisamos. Há dois prováveis explicações para isso: “Redução da produção de substâncias pró-inflamatórias pelo osso organismo e/ou diminuição do gasto de energia no processo de quebra, absorção e metabolização do que ingerimos. E esse gasto de energia pode ser prejudicial, pois desgasta as células mais precocemente”, afirma o endocrinologista e nutrologista Wilmar Jorge Accursio, presidente da Sociedade Brasileira Antienvelhecimento.



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