| ANTITABACO
OMS adverte que 1 bilhão de pessoas morrerão devido ao fumo
neste século
Cigarro: apague o mal
da sua saúde
Mesmo sabendo de todos os riscos, muitos fumantes insistem em dizer que
o prazer compensa tudo - até mesmo o risco de prejudicar a própria
saúde. Será mesmo? Além de aumentar as chances de
desenvolver doenças pulmonares, câncer, infarto, derrames
e envelhecimento precoce, a pessoa tem menos disposição,
gasta um dinheirão por mês para alimentar o vício
e ainda prejudica a saúde de seu vizinho.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) adverte que
o cigarro matará 1 bilhão de pessoas neste século
e apela para que os governos proíbam toda a propaganda, publicidade
e promoção de empresas de tabaco. A agência de saúde
da ONU ainda pede que o cigarro nas novelas brasileiras também
seja abolido.
Para marcar o Dia Internacional Contra o Cigarro, celebrado dia 30 de
maio, a OMS lançou uma campanha mundial para alertar aos jovens
sobre as “armadilhas” das empresas do setor. O material publicitário
foi produzido no Brasil e será veiculado em 200 países.
Durante décadas o cigarro foi considerado sinônimo de charme,
beleza e sofisticação. A indústria cinematográfica
imortalizou e glamourizou o ato de fumar. Hoje, estima-se que há
mais de 250 milhões de mulheres fumantes no mundo, segundo dados
da OMS. O que já foi chique no passado é causa de preocupação
no presente.
O tabagismo é apontado como a principal causa de morte evitável
em todo o mundo. Só no Brasil são cerca de 200 mil óbitos
por ano em conseqüência de doenças relacionadas ao tabaco.
Entre a gama de males que o cigarro pode desencadear ou agravar estão
problemas no sistema respiratório e cardiovascular, transtorno
na gravidez, envelhecimento precoce, impotência sexual masculina
e câncer de pulmão.
Entendendo as enfermidades
A fumaça do cigarro tem, aproximadamente, 4,7 mil substâncias
químicas, sendo que cerca de 60 delas são cancerígenas.
“Logo, é fácil explicar a incidência 20 vezes
maior de câncer de pulmão em fumantes do que em não
fumantes", adverte o pneumologista Clovis Botelho, autor do livro
Você também pode parar de fumar, da Editora Adeptus.
O câncer de pulmão está no hall das principais epidemias
mundiais, só perdendo para a Aids. O tabaco também é
responsável por outros tipos de câncer como de boca, laringe,
bexiga e mama. No entanto, o de pulmão ainda é o mais temido
por ser de difícil diagnóstico dentro de um tempo possível
de cura.
O fumante ainda é mais vulnerável a desenvolver Doença
Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que nada mais é do que
um misto de bronquite crônica com enfisema pulmonar. A pessoa que
sofre desse mal tem constante falta de ar, aquela tossinha que não
pára, catarro freqüente de cor amarelada ou esverdeada e até
dificuldade para falar.
Já as mulheres fumantes precisam ficar atentas a mais um fator
agravante. O fumo durante a gestação aumenta as chances
de descolamento da placenta, aborto espontâneo, baixo peso do recém-nascido,
prematuridade e risco de morte do feto durante o parto ou após
o nascimento.
Inimigo oculto
Além da saúde, o fumo também compromete a beleza.
Em virtude da queda no suprimento sangüíneo para a pele, acontecem
alterações nos tecidos cutâneos que ocasionam rugas
mais profundas e intensas do que as causadas pelo sol. Isso sem falar
que a tez fica áspera e seca. Ou seja, a pessoa pode aparentar
ter cinco anos a mais do que sua idade real.
Os fumantes também produzem menos colágeno e elastina, acentuando
a flacidez. O biquinho que a pessoa faz para tragar favorece o aparecimento
de rugas em torno dos lábios. Para completar, o cigarro pode causar
manchas escuras nos dentes, problemas nas gengivas e mau hálito.
Rumo à liberdade
Considera-se uma pessoa bastante dependente aquela que fuma mais de 20
cigarros (um maço) por dia e acende o primeiro antes dos trinta
minutos após acordar. Mas, segundo os especialistas, qualquer fumante
pode abandonar o vício em três passos:
1. Motivação
individual
Para o pneumologista Jonatas Reichert, presidente da Comissão de
Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, este é
o fator primordial para que o fumante tenha êxito no processo todo.
2. Marcar uma data para a
parada
Vale seu aniversário, dias festivos ou qualquer outro período
que tenha relevância para você. Nessa fase, também
é necessária uma mudança de hábitos, afastando-se
dos fatores atrativos ao fumo, como beber e tomar café.
3. Pedir socorro a um profissional
Apenas 5% das pessoas conseguem parar de fumar sem auxílio de terceiros.
A prescrição de medicamentos só é realizada
depois de o paciente ter passado por todos os outros estágios e
estar determinado de que é isso mesmo que quer.
Primeiros obstáculos
É impossível enumerar todos os benefícios que o paciente
tem com o abandono do vício, mas entre os principais estão
a melhora na qualidade de vida e a redução na incidência
das doenças relacionadas ao fumo.
Após 20 minutos de interrupção, a pressão
arterial e ritmo cardíaco já voltam aos níveis iniciais.
Depois de três semanas, a respiração e a circulação
melhoram. No primeiro ano, o ex-fumante tem cerca de 50% menos chance
de sofrer um infarto. Para as doenças mais demoradas, como o DPOC
e o câncer, há a necessidade de mais ou menos 15 anos para
se igualar ao nível de uma pessoa que nunca fumou.
É preciso lembrar, no entanto, que o processo de abandono gera
alguns desconfortos nos pacientes, que, muitas vezes, são as principais
causas de recaída. Veja quais são:
**Síndrome da abstinência
- ela inicia-se nas primeiras horas depois da interrupção
e vai aumentando nas 12 horas seguintes até atingir o seu auge
no segundo ou terceiro dia. Os sintomas mais evidentes são irritabilidade,
ansiedade, dificuldade de concentração e agitação.
Em alguns fumantes, pode levar até um mês para passar.
**Ganho de peso - em média,
uma pessoa chega a engordar 3 kg, mas há casos de pacientes que
aumentaram até 15 kg. A explicação é simples:
a pessoa substitui uma compulsão por outra e troca o velho hábito
de fumar por um doce.
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