Edição nº 5227 - sexta-feira, 02 de janeiro de 2009 Classificados | Assinatura | Impressão
Principal - Saúde

INFÂNCIA
Até os seis anos é comum a dificuldade para a pronúncia das palavras
Quando a gagueira vira problema

Durante a infância, é comum que as crianças gaguejem durante a fase em que começam a articular as primeiras palavras e iniciam o desenvolvimento da linguagem oral. A fala se desenvolve nos três primeiros anos de vida e até os seis anos de idade ainda é comum que as crianças tenham certa dificuldade em pronunciar algumas palavras mais complexas. Mas até que ponto gaguejar não é um problema? Como saber se essa gagueira não é crônica?
“É muito importante que os pais fiquem atentos à fala das crianças, que podem vir a apresentar alguma disfluência. Caso haja suspeita de gagueira, ela deve passar por uma avaliação de um profissional especializado, no caso, o fonoaudiólogo. Ele fará uma análise completa para avaliar o grau de gagueira do seu filho”, explica Erica Ferraz, fonoaudióloga do Grupo Microsom, uma das mais conceituadas empresas de soluções auditivas e a única em tratamento da gagueira.
A gagueira pode atrapalhar o desenvolvimento da personalidade, o aprendizado da criança na escola e o convívio social. Ao não conseguir pronunciar corretamente determinada palavra, a criança pode ficar insegura e se sentir incapaz, acarretando bloqueios de ordem psicológica que afetarão sua vida mais adiante, além de ocasionar ansiedade e timidez excessivas. Em muitos casos, ela se isola do grupo de amiguinhos por vergonha de falar e ser satirizada pelos demais.
Por passarem bastante tempo com as crianças, os professores também podem detectar um aluno com disfluência, mas nem sempre estão preparados para lidar com este problema. “Quanto mais cedo for diagnosticado o problema, maior será a possibilidade de realizar um tratamento adequado. As pessoas também costumam associar a gagueira a baixo desenvolvimento intelectual, o que não é verdade. A pessoal com disfluência tem inteligência normal”, explica a fonoaudióloga.

Dificuldade atinge 5% da população
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população brasileira é de 192 milhões. Segundo o IBF (Instituto Brasileiro de Fluência), a incidência da gagueira no Brasil é de 5%, ou seja, 9,5 milhões de brasileiros passam por um período de gagueira. Já
a prevalência da gagueira é de 1%, ou seja, 1,9 milhão de brasileiros gaguejam há muitos anos de forma persistente, crônica.

Tratamento
O Grupo Microsom comercializa o SpeechEasy, único aparelho no mundo para tratamento da gagueira. Trata-se de um dispositivo portátil, personalizado e usado na orelha. O SpeechEasy trabalha a partir de duas grandezas: tempo e freqüência. Estes dois elementos simulam o efeito coro, um fenômeno natural que reduz a gagueira e que permite às pessoas falarem mais fluentemente.
O SpeechEasy simula este efeito, fazendo com que a pessoa ouça a sua própria voz com um pequeno atraso. Esta tecnologia possibilita o aumento da fluência em diversas situações, melhorando a qualidade de vida do indivíduo.

TERAPIA
Confira os sinais e veja se você é candidato ao divã
A psicóloga Marina Vasconcellos acredita que quem procura a psicoterapia só tem a ganhar. “A pessoa adquire autoconhecimento, melhora a qualidade de vida e ainda aprimora o relacionamento com as pessoas, como ser mais verdadeiro”.
Algumas pessoas, porém, apresentam determinados tipos de comportamentos que as tornam sérias candidatas ao divã. A psicóloga Sueli Castillo elenca algumas características pessoais e situações típicas em cada estágio da vida. Confira:

CRIANÇAS:
- timidez excessiva
- dificuldade de relacionamento com os coleguinhas e até mesmo com os adultos
- inquietação extrema
- desobediência
- dificuldade de aprendizado escolar
- desatenção
- medos inexplicáveis
- histórico de abuso sexual

ADOLESCENTES:
- dificuldade de se relacionar
- vergonha e timidez
- rebeldia excessiva
- insatisfação com o corpo
- baixa auto-estima
- problema com drogas

ADULTOS:
- quando um problema lhe parece impossível de ser resolvido
- baixa auto-estima
- timidez
- desvalorização da auto-imagem
- depressão
- manias
- fobias
- luto
- perdas financeiras
- dificuldade de se relacionar amorosa e sexualmente
- tendências suicidas

NUTRIÇÃO
Como aproveitar melhor 12 alimentos
As opções para deixar a mesa farta, sem desperdício, são muitas. Confira, a seguir, como aproveitar ao máximo as riquezas de alguns alimentos bem conhecidos dos brasileiros:

- BATATA: deve-se lavar a batata muito bem, secá-la com papel toalha e aí então pode ser cozida e até frita, com a casca mesmo. Em altas temperaturas, a casca, rica em minerais e fibras, fica bem macia e pode também ser aproveitada no preparo de uma omelete.

- ABÓBORA: a casca, rica em fibras e betacaroteno, um poderoso antioxidante, pode ser cortada em tirinhas finas para fazer quiches ou massas de panqueca. Já as sementes são fonte de minerais, vitamina A e arginina, um aminoácido que promove o crescimento e atua na formação muscular. A semente de abóbora pode ser seca no fogo, tostada e ingerida como petisco. Outra vantagem: atua como vermífugo.

- CENOURA: a casca da cenoura também deve ser bem lavada antes de consumida - alguns preferem até não arriscar e só compram cenouras orgânicas (ou seja, cultivada sem o uso de agrotóxicos). A cenoura sem descascar pode ser ingrediente de cozidos, de saladas e de tortas. As folhas da cenoura que geralmente vão para o lixo servem para deixar refogados, sopas, omeletes e suflês mais nutritivos. As folhas contêm muito betacaroteno e cálcio e, apesar de não serem muito saborosas, enriquecem um bom caldo.

- CHUCHU: a casca do chuchu é rica em fibras, mas, por ser muito fibrosa, deve ser moída no liquidificador e utilizada em sopas ou cozida com o feijão.

- BETERRABA: fonte de vitaminas e minerais, é possível aproveitá-la ainda mais utilizando suas folhas e o talo para o preparo de deliciosos pratos, como o charutinho de folha de beterraba e o risoto de talo.

- COUVE-FLOR: sua folha é uma ótima fonte de vitaminas C e A e dos minerais, fósforo e cálcio. Refogada, fica muito saborosa em recheios de esfiha e panquecas. Com o talo é possível fazer bolinhos salgados e sopas.

- SALSINHA: aproveite o talo da salsinha na hora de preparar temperos, pois ele contém vitamina C, cálcio e fósforo.

- BANANA: você pode não acreditar, mas, graças à consistência da casca de banana, é possível fazer geléia, bolo, brigadeiro e farofa. Ela tem mais vitamina C e o dobro de potássio do que a polpa da fruta.

- KIWI: apesar do aspecto pouco convidativo, a casca do kiwi pode ser consumida pura, junto com a fruta. Sua propriedade laxativa pode ajudar as pessoas com problema de intestino preso.

- MAMÃO: a casca do mamão é uma importante fonte de betacaroteno e ajuda na digestão. Pode ser consumida pura ou em bolos, sucos e até ensopados. Já a semente do mamão favorece o funcionamento do intestino e pode incrementar saladas, por exemplo.

- MELÃO: depois de cozida, a casca do melão pode ser utilizada em farofas e saladas. Para se ter uma idéia da riqueza dessa sobra, a casca tem quase seis vezes mais cálcio e fósforo do que a polpa da fruta.

- OVO: a púnica parte do ovo que não consumimos é a casca. Mas calma, não é para ser utilizada nas receitas - só que nem por isso deve ser desperdiçada. Após secar a casca no forno, o próximo passo é batê-la no liquidificador: além de afiar as lâminas do utensílio, será triturada e é ótima para adubar as plantas, por ser rica em cálcio.

 

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