| VOLTA
PARA CASA
Metade do contingente britânico deixará o país árabe
Brown
prepara anúncio
sobre retirada do Iraque
O
primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, prepara o anúncio
no Parlamento de uma retirada substancial de tropas britânicas do
Iraque, revelou ontem o jornal “The Independent”. Até
metade dos 5,5 mil soldados que o Reino Unido mantém no país
árabe pode voltar para casa nos próximos meses, segundo
o jornal.
As sessões parlamentares serão retomadas no dia 8 de outubro
após o recesso de verão no hemisfério norte.
Um membro do governo disse ao “Independent” que o anúncio
seria “significativo” e revelaria uma clara estratégia
a ser seguida no Iraque.
Espera-se que Brown confirme a entrega às autoridades iraquianas
do controle de Basra, a última província do Iraque em mãos
britânicas, e que esboce um calendário para a retirada da
maioria dos soldados do Reino Unido no ano que vem.
Segundo os cenários previstos pelo governo, aos quais o jornal
teve acesso, entre 2 mil e 3 mil militares britânicos permanecerão
no Iraque até o próximo ano cumprindo uma missão
de “supervisão”, mas preparados para intervir em caso
de emergência se as autoridades do Iraque ou dos Estados Unidos
pedirem.
No total, 170 militares britânicos morreram desde o início
da invasão anglo-americana, em março de 2003.
MIANMAR
Encontro de enviado é frustrado
O enviado especial da ONU (Organização das Nações
Unidas) a Mianmar, Ibrahim Gambari, enfrentou a primeira derrota diplomática
no país da Ásia meridional ao não conseguir se encontrar
com o líder da junta militar que governa o país, general
Than Shwe, ou o vice, general Maung Aye, ontem. Gambari conseguiu se reunir
com outros membros da junta.
Mais detalhes sobre a razão da possível negação
dos líderes em receber Gambari não foram divulgados. Ontem,
o enviado da ONU conversou com diversos líderes da oposição
e conseguiu uma vitória diplomática ao se reunir com Aung
San Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz.
Os protestos em Mianmar, um país da Ásia meridional, começaram
quanto houve um aumento no preço dos combustíveis em agosto
e ganharam atenção mundial com o engajamento de monges budistas
nas manifestações. O caso se tornou alvo da preocupação
mundial quando a junta militar passou a reprimir os protestos com uso
de força. A repressão violenta fez com que o secretário-geral
da ONU, Ban Ki-moon, enviasse Gambari ao país com urgência.
REFUGIADOS
Anistia denuncia maus tratos a palestinos
A ONG (Organização Não-Governamental) Anistia Internacional
denunciou os flagrantes maus tratos a que são submetidos milhares
de refugiados palestinos no Iraque e fez um apelo para que se proteja
esta comunidade, em um informe que será publicado hoje. “Um
grande número de refugiados palestinos no Iraque foi assassinado
desde a intervenção americana em 2003”, afirma no
relatório de 21 páginas esta ONG com sede em Londres e que
luta pelo respeito aos direitos humanos no mundo inteiro.
Segundo a Anistia Internacional, a maioria desses refugiados foi seqüestrada
por milícias armadas e seus corpos encontrados no necretório
ou jogados nas ruas, freqüentemente mutilados ou com marcas evidentes
de terem sofrido torturas.
“Logo depois da queda de Bagdá, em abril de 2003, os palestinos
começaram a ser alvo de todo tipo de maus tratos, intimidação,
ameaças de morte e seqüestro por parte das milícias”,
acrescenta o documento.
Calcula-se que o número de refugiados palestinos no Iraque é
de cerca de 15 mil, e eles vivem principalmente em Bagdá, assim
como em Mossul (norte) e Basra (sul). Mais de 2 mil palestinos do Iraque
podem estar morando em campos improvisados perto da fronteira com a Síria.
Princesa
Diana
Dez
anos após a morte da princesa Diana e seu namorado, Dodi al Fayed,
em Paris, uma investigação judicial sobre as circunstâncias
das mortes começa amanhã. O grupo que analisará todo
o material recolhido sobre o assunto é composto por cidadãos
comuns.
Duas investigações, uma da polícia francesa e outra
da inglesa, concluíram que as mortes foram provocadas por um acidente
com o veículo em alta velocidade dirigido pelo chofer Henri Paul,
que estaria alcoolizado.
O acidente de carro ocorreu na madrugada de 31 de agosto de 1997, quando
o veículo que os transportava se chocou contra uma pilastra da
ponte D’alma, em Paris. Eles eram perseguidos por paparazzi.
Dodi al Fayed morreu na hora, assim como o motorista francês. Diana
foi transportada para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos
e morreu. O guarda-costas de Dodi al Fayed, Trevor Rees-Jones foi o único
sobrevivente.
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