Edição nº 4768 - Segunda-feira, 1º de Outubro de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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VOLTA PARA CASA
Metade do contingente britânico deixará o país árabe
Brown prepara anúncio
sobre retirada do Iraque

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, prepara o anúncio no Parlamento de uma retirada substancial de tropas britânicas do Iraque, revelou ontem o jornal “The Independent”. Até metade dos 5,5 mil soldados que o Reino Unido mantém no país árabe pode voltar para casa nos próximos meses, segundo o jornal.
As sessões parlamentares serão retomadas no dia 8 de outubro após o recesso de verão no hemisfério norte.
Um membro do governo disse ao “Independent” que o anúncio seria “significativo” e revelaria uma clara estratégia a ser seguida no Iraque.
Espera-se que Brown confirme a entrega às autoridades iraquianas do controle de Basra, a última província do Iraque em mãos britânicas, e que esboce um calendário para a retirada da maioria dos soldados do Reino Unido no ano que vem.
Segundo os cenários previstos pelo governo, aos quais o jornal teve acesso, entre 2 mil e 3 mil militares britânicos permanecerão no Iraque até o próximo ano cumprindo uma missão de “supervisão”, mas preparados para intervir em caso de emergência se as autoridades do Iraque ou dos Estados Unidos pedirem.
No total, 170 militares britânicos morreram desde o início da invasão anglo-americana, em março de 2003.

MIANMAR
Encontro de enviado é frustrado
O enviado especial da ONU (Organização das Nações Unidas) a Mianmar, Ibrahim Gambari, enfrentou a primeira derrota diplomática no país da Ásia meridional ao não conseguir se encontrar com o líder da junta militar que governa o país, general Than Shwe, ou o vice, general Maung Aye, ontem. Gambari conseguiu se reunir com outros membros da junta.
Mais detalhes sobre a razão da possível negação dos líderes em receber Gambari não foram divulgados. Ontem, o enviado da ONU conversou com diversos líderes da oposição e conseguiu uma vitória diplomática ao se reunir com Aung San Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz.
Os protestos em Mianmar, um país da Ásia meridional, começaram quanto houve um aumento no preço dos combustíveis em agosto e ganharam atenção mundial com o engajamento de monges budistas nas manifestações. O caso se tornou alvo da preocupação mundial quando a junta militar passou a reprimir os protestos com uso de força. A repressão violenta fez com que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, enviasse Gambari ao país com urgência.

REFUGIADOS
Anistia denuncia maus tratos a palestinos
A ONG (Organização Não-Governamental) Anistia Internacional denunciou os flagrantes maus tratos a que são submetidos milhares de refugiados palestinos no Iraque e fez um apelo para que se proteja esta comunidade, em um informe que será publicado hoje. “Um grande número de refugiados palestinos no Iraque foi assassinado desde a intervenção americana em 2003”, afirma no relatório de 21 páginas esta ONG com sede em Londres e que luta pelo respeito aos direitos humanos no mundo inteiro.
Segundo a Anistia Internacional, a maioria desses refugiados foi seqüestrada por milícias armadas e seus corpos encontrados no necretório ou jogados nas ruas, freqüentemente mutilados ou com marcas evidentes de terem sofrido torturas.
“Logo depois da queda de Bagdá, em abril de 2003, os palestinos começaram a ser alvo de todo tipo de maus tratos, intimidação, ameaças de morte e seqüestro por parte das milícias”, acrescenta o documento.
Calcula-se que o número de refugiados palestinos no Iraque é de cerca de 15 mil, e eles vivem principalmente em Bagdá, assim como em Mossul (norte) e Basra (sul). Mais de 2 mil palestinos do Iraque podem estar morando em campos improvisados perto da fronteira com a Síria.

Princesa Diana
Dez anos após a morte da princesa Diana e seu namorado, Dodi al Fayed, em Paris, uma investigação judicial sobre as circunstâncias das mortes começa amanhã. O grupo que analisará todo o material recolhido sobre o assunto é composto por cidadãos comuns.
Duas investigações, uma da polícia francesa e outra da inglesa, concluíram que as mortes foram provocadas por um acidente com o veículo em alta velocidade dirigido pelo chofer Henri Paul, que estaria alcoolizado.
O acidente de carro ocorreu na madrugada de 31 de agosto de 1997, quando o veículo que os transportava se chocou contra uma pilastra da ponte D’alma, em Paris. Eles eram perseguidos por paparazzi.
Dodi al Fayed morreu na hora, assim como o motorista francês. Diana foi transportada para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O guarda-costas de Dodi al Fayed, Trevor Rees-Jones foi o único sobrevivente.

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