Ronaldinho Soccer School
Ronaldinho Gaúcho, através de seu irmão e procurador,
Assis, está comprando o RS Futebol Clube, de Paulo César
Carpegiani. Como diz o nome no título, será uma escola de
futebol para receber atletas de todo o mundo. Do RS interessa apenas a
estrutura, com excelente CT, ginásio esportivo, campos de treinamento
e uma moderna concentração, onde podem residir, com muito
conforto, mais de 60 garotos. Os clubes que fazem isso atualmente, o São
Paulo e o Atlético-PR, por exemplo, ganham US$ 1 mil por mês,
por aluno. Com o nome Ronaldinho Gaúcho, certamente será
cobrado US$ 2 mil por mês e não faltarão alunos, garotos
da Coréia, do Japão ou dos Estados Unidos. Sem falar que
os países nórdicos também estão sendo prospectados.
Dunga e as novidades
Sai amanhã a primeira convocação de Dunga na Seleção
Brasileira, que terá predominantemente jogadores que atuam no Brasil,
porque os da Europa estão em começo de temporada. Já
informei que Lucas, do Grêmio, e Daniel Carvalho serão duas
novidades gaúchas, e, na Europa, mais adiante teremos nomes como
Alex e Gomes, do PSV, Dudu Cearense, Daniel e Adriano, do Sevilla, e Elano,
atualmente na Ucrânia.
Só um detalhe pesa a favor de Daniel Carvalho, que tem grande admiração
do novo treinador nacional: não está começando a
temporada, que iniciou em março, e o CSKA, seu time, é o
vice-líder na Rússia. O certo é que Dunga, que já
sepultou o quadrado de Parreira, mudará quase tudo em termos de
nomes, mas não de uma vez só. Dia 16 o mais importante para
Dunga é ganhar na estréia, na Noruega.
Grenal é para a polícia de choque
O Grenal de ontem acabou em zero a zero e, lamentavelmente, o maior destaque
esteve fora do campo, com alguns torcedores do Grêmio que agiram
como selvagens e podem determinar a perda de mando de jogos, que a partir
da próxima partida tenhamos grenais sem torcidas visitantes, como
vai sugerir a Brigada.
O Ministério Público apóia a idéia de no Olímpico
irem só gremistas, no Beira-Rio só colorados, porque chegamos
a uma situação insustentável. Antes eram brigas de
rua, destruição de ônibus e de estações
de metrô. Ontem uma parcela da torcida gremista enfrentou a polícia,
depredou a nova concentração dos juniores e tentou incendiar
o novo CTG, quase pronto no complexo do Beira-Rio. Dentro do estádio
parte da torcida provocou a torcida do Inter e a Polícia Militar.
Tumultuou e depois jogou no fosso e incendiou oito banheiros químicos,
paralisando duas vezes o jogo em um total de 15 minutos. Só com
muita habilidade o árbitro levou o jogo até o fim.
A torcida do Grêmio que brigou foi a chamada Alma Castelhana, bem-identificada
e tradicional em brigas e provocações, e o clube alega que
o Inter, além de manter fechados os banheiros tradicionais, para
evitar quebra-quebra, também deve ser responsabilizado por provocações
feitas ao Grêmio durante a semana, o que acirrou os ânimos.
As duas coisas são verdadeiras: apenas uma parte bem-identificada
da torcida gremista causou a confusão, que é lamentável,
mas a direção do Inter, em parte, contribuiu, provocando
em entrevistas.
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