| FRONTEIRA SUL
Exército vigiará as principais vias de acesso
A Operação Fronteira Sul, desencadeada segunda-feira, prevê
a instalação de cinco pontos de comando em Foz do Iguaçu,
Francisco Beltrão, Guaíra, Santa Helena e São Miguel
do Iguaçu. A partir disso, serão vigiadas todas as vias
de acesso nos principais pontos na faixa dos 350 quilômetros.
Iniciada segunda-feira, a operação não tem data para
terminar, segundo o chefe de Comunicação da 15ª Brigada
de Infantaria Motorizada, tenente-coronel Marcelo de Oliveira Santos.
A ação é desencadeada pelo Comando Militar Sul do
Exército Brasileiro e abrange a faixa de fronteira de Guaíra
ao Chuí (RS). No prolongamento de responsabilidade da 15ª
Brigada entre Guaíra e São Miguel do Iguaçu - cerca
de 350 quilômetros - serão 700 homens até a próxima
semana.
Segundo o tenente-coronel, o objetivo da operação é
de adestrar a tropa e operar em situações de garantia da
lei da ordem com auxílio dos órgãos fiscalizatórios
como a Receita Federal e Polícia Federal.
Dos pontos fixos também poderão surgir bases móveis,
que serão mobiliadas de acordo com a necessidade e de novas informações
que começarão a surgir no andamento da operação.
“É um dispositivo dinâmico do serviço de inteligência”,
relatou. Também será desencadeado patrulhamento no Lago
de Itaipu e nas estradas.
Conforme o tenente-coronel a operação é uma iniciativa
do próprio Exército, que está sendo organizada desde
2006.
CONTRABANDO
A Operação Fronteira Sul culmina com estudo que está
sendo realizado pela Procuradoria da República em Cascavel e pela
Polícia Federal para a instalação de bases das Forças
Armadas na Costa Oeste para coibir o contrabando e o tráfico de
drogas e de armas. No dia 13 de maio o Hoje noticiou, com exclusividade,
que a Costa Oeste é usada pelos contrabandistas e traficantes,
já que praticamente não há a presença do Estado
no Lago entre Guaíra e Foz do Iguaçu, para a travessia do
Paraguai ao Brasil.
Quarta-feira o comando da 15ª Brigada fará uma visita ao ponto
próximo a Medianeira para dar assessoramento técnico in
loco que contará com a presença da Imprensa.
TRANSPORTE ESCOLAR
Secretário da Educação levará proposta ao
governador Requião
AMP pede mais R$ 15 milhões
O presidente da AMP (Associação dos Municípios do
Paraná) e prefeito de Castro, Moacyr Elias Fadel Junior, entregou
ontem ao secretário estadual da Educação, Maurício
Requião, pedido de verba suplementar de R$ 15 milhões para
o transporte escolar dos alunos da rede estadual de ensino, serviço
feito integralmente pelas 399 prefeituras do Estado. O pedido foi feito
na abertura do 1º Fórum Paranaense de Transporte Escolar,
encontro promovido em Curitiba pela Undime-PR (União dos Dirigentes
Municipais da Educação - Paraná), com o apoio da
AMP.
Maurício admitiu a responsabilidade do governo no custeio do serviço,
reconheceu que os valores são insuficientes para atender a demanda
(a secretaria ofereceu R$ 40 milhões para o transporte escolar
em 2007, enquanto as prefeituras reivindicam R$ 90 milhões) e se
dispôs a dialogar com os municípios para solucionar o impasse,
mas considerou que a ampliação das verbas do transporte
escolar não pode ser a única reivindicação
dos municípios.
“Há, também, um problema de gestão dos recursos
que precisa ser resolvido”, comentou o secretário, que se
comprometeu a levar o pedido dos prefeitos e secretários municipais
ao governador Roberto Requião, a quem caberá a decisão
final sobre as reivindicações, em prazo ainda indefinido.
Sem-terra
Há 15 dias ocupando uma área às margens da BR-277,
no Km 543, em Ibema, há aproximadamente 42 quilômetros de
Cascavel, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra) já
reuniu 140 famílias no local. De acordo com os coordenadores do
acampamento, que iniciou com cerca de 350 pessoas - 100 famílias
-, mais de 2 mil famílias devem estar acomodadas na área
no prazo de 60 dias.
Dólar cai
O dólar recuou 0,82% ontem e fechou na menor cotação
desde novembro de 2000, a R$ 1,926. Em maio, a moeda norte-americana acumulou
queda de 5,40%, enquanto a baixa nos primeiros cinco meses do ano é
de 9,8%.
Fortes ingressos de recursos e um cenário econômico favorável
têm contribuído para que o dólar perca terreno para
o real.
ENADE
Paraná é o 2º
com conceito
máximo
O Paraná é o segundo estado em número cursos de
graduação avaliados pelo Enade (Exame Nacional de Desempenho
de Estudantes) em 2006 que obtiveram nota 5, a mais alta, nos dois conceitos
que compõem a avaliação das faculdades (Conceito
Enade e IDD Conceito). O Estado teve sete cursos entre os melhores, e
São Paulo, que ficou em primeiro lugar, teve oito. Em todo o Brasil,
apenas 45 dos 5.701 cursos de graduação atingiram a marca,
o que representa 1% do total. Os índices foram divulgados pelo
Inep (Instituto Nacional de Estudos Educacionais Anísio Teixeira),
juntamente com o resultado do Enade 2006 ontem.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), conceitos
1 e 2 são considerados baixos, 3 é regular e 4 e 5 são
altos.
A prova foi aplicada em novembro do ano passado, a 386.524 estudantes
(entre ingressantes e concluintes) de 15 áreas do conhecimento,
de 1,6 mil instituições de ensino superior, entre públicas
e privadas, de todo o País.
CRIMINALIDADE – Foram escolhidas outros 11 estados considerados
mais violentos
Pacote de segurança
não contempla Paraná
O governo federal anunciou ontem o Pronasci (Programa Nacional de Segurança
Pública com Cidadania), que tem como foco ações para
reduzir os índices de criminalidade nas 11 regiões mais
violentas do Brasil. O Paraná ficou de fora da seleção
de regiões mais violentas. Segundo a Gazeta do Povo Online, o secretário
de Segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazari, disse que
não teve acesso ao material e que só vai comentar o assunto
hoje.
As propostas envolvem vários setores e ações, implementando
políticas sociais com medidas de reabilitação da
força policial. O programa passa por iniciativas que envolvem o
policial, a melhoria no sistema penitenciário e a reabilitação
de jovens infratores.
As regiões metropolitanas com maiores índices de violência
que receberão atenção do Pronasci são, na
ordem, Recife (PE), Maceió (AL), Belo Horizonte (MG), Vitória
(ES), Rio de Janeiro (RJ), Baixada Santista (SP), Salvador (BA), Campinas
(SP), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS) e Distrito Federal.
"O Programa encontra um ponto intermediário entre a necessidade
de qualificação técnica, funcional, científica
das polícias e aumento de efetivo com os programas de governo que
estão em andamento", afirmou o ministro da Justiça,
Tarso Genro, após apresentar a versão final do programa
ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
REPRESENTAÇÃO
Renan encaminha processo em ver
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu enviar diretamente
a representação do PSOL contra ele para o Conselho de Ética
da Casa sem exigir a análise prévia do caso pela Mesa-Diretora
- presidida também por ele. Com isso, Renan sinaliza querer evitar
críticas à suposta manobra para adiar a investigação
contra ele.
"Acabo de despachar a representação do PSOL para o
conselho para que não percamos tempo com isso", disse Renan
na tarde de ontem.
Renan é acusado de envolvimento com o lobista Cláudio Gontijo,
da Construtora Mendes Júnior, que arcaria com o pagamento pensão
e aluguel da jornalista Mônica Veloso - com quem tem uma filha fora
do casamento.
O anúncio de Renan foi feito logo depois de o presidente do Conselho
de Ética, Sibá Machado (PT-AC), anunciar que iria enviar
a representação do PSOL por quebra de decoro parlamentar
contra Renan para a Mesa Diretora do Senado - o que atrasaria o processo
de investigação.
PAC
Governo gasta pouco em
programas prioritários
Considerado um dos programas prioritários do PAC (Programa para
Aceleração do Crescimento), o governo tem gastado muito
pouco dos recursos destinados a obras de infra-estrutura que estão
dentro do PPI (Programa Piloto de Investimentos). Foram gastos R$ 695,3
milhões de janeiro a abril, um volume baixo em relação
ao estimado para o ano, que é de R$ 11,3 bilhões.
"Isso foi o possível a ser feito até agora. Todo o
governo está focado para atender a essa expectativa", afirmou
Tarcisio Godoy, secretário do Tesouro Nacional. Do total, R$ 548,9
milhões foram aplicados em obras do PAC, como adeqüação
de rodovias, ferrovias, portos e transporte urbano.
No projeto o governo pode abater do superávit primário (receitas
menos despesas, excluindo gastos com juros) os investimentos feitos em
obras de infra-estrutura consideradas prioritárias até o
limite de 0,45% do PIB (Produto Interno Bruto). A meta de superávit
é de 3,8% do PIB.
Por serem consideradas essenciais para resolver os problemas de gargalos
da infra-estrutura no país, as obras do PPI são considerados
pelo governo como essenciais para o sucesso do PAC, que tem como objetivo
garantir um crescimento da economia de 4,5% neste ano e de 5% a partir
do ano que vem.
No mesmo período do ano passado, os gastos com o PPI somavam R$
568,8 milhões, ou seja, neste ano, o crescimento foi de 22,2%.
No entanto, no ano passado, o limite de gastos do PPI era menor, de R$
3,005 bilhões.
Prazo para Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um prazo de dez dias
para enviar ao STF (Supremo Tribunal Federal) explicações
sobre a venda das duas refinarias da Petrobras para o governo boliviano,
por US$ 112 milhões. O pedido foi encaminhado pelo ministro do
STF Marco Aurélio Mello, relator do mandado de segurança
impetrado pelo líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio
Carlos Pannunzio (SP). O partido apresentou mandado de segurança
pedindo a suspensão do negócio. No dia 10 de maio, a Petrobras
confirmou a transferência do controle das refinarias Gualberto Villaroel,
na província de Cochabamba (centro), e Guillermo Elder, em Santa
Cruz (leste), para a estatal boliviana YPFB, por US$ 112 milhões.
A estatal brasileira, que pagou US$ 104 milhões pelas refinarias,
em 1999, garantiu que não perdeu dinheiro na negociação
com os bolivianos.
Superfaturamento
O Brasil tem um prejuízo que varia de R$ 25 bilhões a R$
40 bilhões por ano com a formação de cartel entre
empresas que participam de licitações públicas, segundo
estimativa divulgada pela Secretaria de Direito Econômico, do Ministério
da Justiça. Isso significa que nada menos que 13,3% dos R$ 300
bilhões que a administração pública gasta
anualmente para comprar insumos e fazer obras acabam indo para o bolso
de empresas que se organizam para combinar preços mais altos por
seus serviços. De acordo com o órgão, um terço
das compras públicas pode ser alvo de cartéis, que costumam
gerar sobrepreço de 25% a 40% no mercado.
Bloqueio
A ministra Eliana Calmon, do STJ (Superior Tribunal de Justiça),
autorizou ontem à noite o desbloqueio das contas correntes dos
48 suspeitos de envolvimento com a chamada máfia das obras públicas,
desmontada pela Polícia Federal na Operação Navalha.
A ministra autorizou a movimentação de cada uma dessas contas
no limite de R$ 20 mil mensais. Para oito dos 48 suspeitos, ela autorizou
o desbloqueio completo das contas correntes.
A ministra disse, no seu despacho, que os carros apreendidos na Operação
Navalha estão sendo periciados pela Polícia Federal e serão
devolvidos aos donos a partir de terça-feira.
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