EDUCAÇÃO
Bairro oferece ensino do pré até a pós-graduação
Rede
atende 11 mil estudantes
O
Santa Cruz é um dos bairros mais privilegiados na área educacional
em Cascavel, contando com duas escolas municipais, dois colégios
estaduais, um Cmei (Centro Municipal de Educação Infantil)
e duas faculdades. Em toda a rede, de pré-escola à pós-graduação,
estudam aproximadamente 11 mil alunos.
Uma das maiores estruturas do local é o Caic 2, que engloba uma
escola, um centro de educação e uma clínica odontológica.
Na Escola Municipal Edison Pietrobelli, estudam 760 alunos de pré-II
à 4ª série. Mesmo com uma ampla estrutura a procura
por vagas é grande e as turmas estão lotadas, com cerca
de 30 alunos em cada uma.
A escola, fundada há dez anos, tem ginásio de esportes,
parque infantil, campo de grama, refeitório e até auditório.
Segundo a diretora Simone Ramos Winck, a escola recebeu uma verba federal
para revitalização geral. Um dos problemas do local são
os vândalos.
Do total de alunos, 150 participam das atividades do programa Educação
em Tempo Integral.
O Cmei Espaço e Vida, que funciona no Caic 2, é o único
do bairro. Conforme a coordenadora Ivete Borba, mesmo atendendo 187 crianças,
a fila de espera é de 150 nomes. A infra-estrutura do centro é
boa, com diversas salas, cozinha, saguão amplo, brinquedoteca,
casinha para as crianças, solarium na maioria das salas. Os pais
contribuem com o centro para a realização de pequenas melhorias.
O bairro conta também com a Escola Municipal Maria Tereza Abreu
de Figueiredo. A reportagem do Hoje tentou por várias vezes contato
telefônico com a direção da escola, mas não
obteve retorno.
A Univel (Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel) iniciou
suas atividades em 26 de fevereiro de 1996, com quatro cursos de graduação.
Desde então cresceu e hoje oferece 11 cursos de graduação
e outros 18 de especialização. A faculdade possui 2,5 mil
alunos.
A FAG (Faculdade Assis Gurgacz) nasceu em 1997 e já tem 18 cursos
de graduação e quatro de pós, com mais de 5 mil alunos.
Estado
Os
dois colégios estaduais do bairro atendem 2,2 mil alunos. Segundo
a diretora do Colégio Estadual Santa Cruz, Ivone Batista Prado,
no local são atendidos em torno de mil alunos e não faltam
vagas. A maior reivindicação da direção e
da comunidade é a construção de um ginásio
de esportes, já que no local são desenvolvidas atividades
do Projeto Segundo Tempo, do governo federal, com desenvolvimento de todas
as modalidades coletivas.
“No bairro não tem espaço para lazer, e, com isso,
os alunos procuram a escola para as atividades”, disse.
O colégio também oferece aula de língua espanhola,
sala de apoio de português e matemática, sala de recursos
e de apoio a alunos com problemas neurológicos.
No Paulo Godoy, o Colégio Estadual Mário Quintana atende
1,2 mil alunos, mas a procura pelas quintas e sextas séries é
um pouco maior do que a demanda. Segundo a diretora auxiliar Mariza Rodrigues
da Costa Pastri, a infra-estrutura é boa, já que o colégio
foi construído em 2001.
SAÚDE
Os moradores do Bairro Santa Cruz, região sul de Cascavel,
quando precisam de atendimento de saúde dividem-se entre os postos
dos Bairros Aclimação, Palmeiras e Santa Cruz, que recebe
a maior concentração de pacientes, já que atende
também o Esmeralda, o Conjunto Paulo Godoy e o Santo Onofre. Para
atender à demanda, a população pede a contratação
de mais médicos.
A unidade do Santa Cruz funciona das 7h às 22h e tem clínicos-gerais,
pediatra e ginecologista. A estudante Sandra Aparecida Bueno afirmou que
as coisas só funcionam sob pressão e que para garantir uma
consulta, por exemplo, é necessário um bate-boca. “Temos
sempre que insistir. Se eu sempre dissesse sim, não receberia atendimento”.
A localização da unidade - Rua Xavantes, 729 - também
não agrada os moradores. “O posto é perto do Hospital
Universitário, é difícil para todos irem até
lá”, diz Sandra.
A dona de casa Elizabete Simão mora há 17 anos no Santa
Cruz e lembra da época em que não precisava levantar de
madrugada para garantir a consulta. “Se eu quiser ser atendida tenho
que sair de casa às 5h, e quando chego a fila já está
formada. Antes, dava para chegar mais tarde e conseguia uma ficha. Precisamos
de mais um posto e mais médicos para atender todas as pessoas”.
O excesso de pacientes na UBS (Unidade Básica de Saúde)
do Santa Cruz obriga a população a driblar a demora no atendimento.
Sandra e Elizabete disseram que são atendidas nos postos do Aclimação
ou Palmeiras, mas há resistência por parte dos médicos,
pois o Santa Cruz não pertence à abrangência desses
postos.
Alguns moradores estão satisfeitos com o atendimento na UBS, como
a dona de casa Eva Pereira dos Santos: “Não tenho muitos
problemas para conseguir consulta. São raras às vezes que
volto sem atendimento”.
SEGURANÇA
Embora
a segurança seja uma queixa dos moradores do Bairro Santa Cruz,
quinto colocado em crimes violentos contra a pessoa (106) e sétimo
em crimes contra o patrimônio público (226) em 2005, conforme
levantamento da PM (Polícia Militar), para grande parte da população
o setor melhorou.
Uma das justificativas apontadas foi o falecimento de alguns marginais,
o que amenizou o problema. O local também possui uma base do Projeto
Povo (Policiamento Ostensivo Volante) da PM.
A caixa Elizângela Santos, há sete anos no bairro, conta
que, ao contrário de anos atrás, quando furtos e arrombamentos
eram comuns, hoje está mais calmo.
O aposentado Vitório Muffato declarou que nunca foi vítima
de furto ou teve o imóvel arrombado em 20 anos no bairro, porque
“os criminosos que moram na área são conhecidos dos
moradores”. Seu vizinho Antônio Moraes ratifica: “Um
rapaz entrou encapuzado na minha mercearia. Foi tão educado que
até me chamou de ‘seu Antônio’. Com certeza ele
já me conhecia”.
Para a dona de casa Maria Gorete, moradora há 26 anos, houve melhora
no setor, mas a segurança nas escolas deixa a desejar. “Ocorrem
muitas brigas nas saídas dos colégios. Como tenho um filho,
fico preocupada. Também evito sair à noite, porque existem
muitos terrenos no bairro em que o mato está alto e os bandidos
têm mais facilidade para se esconder”.
PERFIL
Bairro
de classe média, o Santa Cruz é 90% residencial, conta com
85% de ruas asfaltadas e casas com calçadas. A água encanada
está em 98% das moradias, já o esgoto em 50%. Cerca de 90%
do local tem iluminação pública. Aproximadamente
20% dos lotes do bairro estão baldios.
ESPORTE
Devido à falta de segurança, o Bairro Santa Cruz
perdeu recentemente o projeto Jovem Atleta, do Instituto Alfredo Kaefer,
que atendia 60 crianças com aulas de futebol, no campo da Associação
Santa Cruz.
O professor responsável pelas atividades do projeto foi assaltado
duas vezes no campo de futebol. Ele chegou a ser amarrado em um terreno
baldio nas imediações da FAG (Faculdade Assis Gurgacz).
De acordo com o coordenador do Jovem Atleta, José Guedes, dezenas
de garotos já se preparavam para o início das atividades,
mas a falta de ação para garantir a segurança das
crianças impediu o retorno do projeto.
DIA DO TRABALHO
Profissões diferentes e apaixonantes
Em
meio a centenas de profissões sempre encontramos aquela diferente
e, muitas vezes, inusitada que atrai a poucos, mas apaixona quem a exerce.
Antonio Guiomar, 47, por exemplo, é tratador de animais no zoológico
de Cascavel. Há três anos e quatro meses ele alimenta e cuida
de cobras, macacos, répteis e se diz encantado com a profissão.
Após passar em concurso público ele fez um curso preparatório
no próprio zoológico e não quer mais deixar a profissão.
“A gente acaba adquirindo afinidade com os animais, pois é
preciso muita dedicação e carinho para cuidar deles”.
Cada animal tem seu cardápio especial e se alimenta de uma a duas
vezes ao dia. O Guati, por exemplo, come banana, carne bovina e de aves.
O macaco se alimenta, entre outros, de salada de frutas e ovos cozidos.
ADRENALINA
“Magnífica. Minha vida está aqui”. Essa é
a definição de Laudenir Dotta quando o assunto é
a sua profissão: motorista e socorrista do Siate (Serviço
Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência) do 4º Grupamento
de Bombeiros de Cascavel. Ele integra o grupamento há dez anos
e o Siate desde a implantação do serviço, há
oito anos. Laudenir atende a uma média de seis a oito chamadas
por dia de pessoas que sofreram algum tipo de trauma em acidentes. Para
se preparar na profissão, passou por um curso de socorrista, que
define como “grandioso”. “Com o treinamento somos capazes
de identificar o trauma e passar ao médico exatamente o estado
do paciente. Sendo assim, o médico já pode disponibilizar
os recursos necessários para que quando a vitima chegue no hospital
receba o atendimento necessário com mais rapidez”.
Seminário
Foram vendidos 100 costelões a mais que no ano passado
Festa
do Trabalhador
supera expectativas
A
tradicional Festa do Trabalhador realizada hoje no Seminário São
José em Cascavel superou as expectativas da organização.
Estão sendo comercializadas 18 toneladas de carne, divididas em
650 costelões e 1,7 mil espetos de três quilos. A festa,
que está em sua 41a edição, além do almoço,
contará com um torneio de futebol promovido pela Liga de Futebol
Suíço. Segundo a organização cerca de 100
times estão inscritos para disputar o torneio.
A equipe de assadores está organizando o ambiente desde ontem e
hoje às 4h já se encontra no seminário para dar prosseguimento
aos preparativos. Os costelões começam a ser assados às
6h e o almoço está previsto para o meio-dia. O lucro da
festa será destinado à manutenção do seminário
e na educação dos seminaristas que moram no local.
RECEITA FEDERAL
Cerca de 5 mil pessoas não declararam o IR
Acabou
ontem às 20h o prazo para a declaração do Imposto
de Renda. Até o fechamento desta edição, 40 mil pessoas
haviam feito a declaração em Cascavel. No fim de semana
o site da Receita Federal permaneceu congestionado. Segundo o fiscal do
órgão, Jorge de Almeida Oliveira, cerca de 5 mil pessoas
fizeram a declaração de sábado para domingo.
A estimativa era de 45 mil declarações em Cascavel. Em todo
o País 21 milhões de pessoas declararam o Imposto de Renda.
NOVA
CIDADE
Comunidade pede socorro
Moradores
do Loteamento Nova Cidade, região sul de Cascavel, estão
pedindo providências emergenciais da administração
pública na Rua Colonização. O afluente do Rio Quati
passa pelo local, onde não há calçada nem proteção
entre o asfalto e um barranco de aproximadamente cinco metros de altura.
Sábado, Aparecido Pereira da Silva, 48, andava pela rua quando
se desequilibrou e caiu no buraco. Ele teria batido com a cabeça
nas pedras as margens do rio, perdido a consciência e morrido afogado.
O médico do Siate (Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma em
Emergência) Fernando Bacana, que também é vereador,
foi quem prestou atendimento à vítima. Segundo ele, o local
é muito escuro, o que dificultou ainda mais o socorro. “A
situação é perigosa. Não tem acostamento nem
calçada, além da insegurança por causa da altura
e falta de iluminação”.
Paulina Martins dos Anjos reside em uma casa ao lado do rio há
sete anos. Segundo ela os moradores já procuraram várias
vezes socorro junto à prefeitura, mas até hoje nada foi
feito. “Não bastasse o perigo, quando chove a água
sobe porque as manilhas estão entupidas. Em uma dessas chuvas uma
equipe da prefeitura veio aqui, mas não fez nada”, disse
ela, ressaltando a falta de proteção e iluminação
do local.
Bacana garante que fará a verificação junto ao Município
se houve pedido para que alguma providência fosse tomada. “Depois
vou indicar para que a prefeitura faça proteção no
local porque é até sorte não terem acontecido acidentes
antes”.
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