Edição nº 5316 - Quarta-feira, 1º de abril de 2009 Classificados | Assinatura | Impressão
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REFERÊNCIA
Cascavel vira modelo no combate à pirataria
A junção de forças no combate ao comércio de produtos piratas faz de Cascavel um modelo para o Brasil. Tanto que as principais entidades envolvidas nas ações locais antipirataria serão reconhecidas publicamente hoje, em evento promovido pela APMC (Associação Antipirataria, Cinema e Música). O evento acontece às 15h, na Acic. Diretores da entidade, que é nacional e foi criada para agir contra o comércio de itens contrabandeados, estarão em Cascavel para o ato.
As ações antipirataria foram intensificadas há seis anos, com a criação do Núcleo Setorial de Videolocadoras, um dos setores mais prejudicados pela invasão dos falsificados. O evento servirá também para que diretores da APMC divulguem novas informações sobre o comércio de piratas e de seus reflexos em seus respectivos setores, ao emprego e à economia brasileira.
Serão homenageados o Núcleo de Videolocadoras, a Acic, as Polícias Federal, Civil e Militar e o Sindireceita.
Também participam do ato da tarde autoridades das instituições que têm coibido a pirataria em Cascavel e de outros setores simpáticos a esse tipo de movimento.

TRANSPORTE
Mais de 13 mil acadêmicos frequentam o ensino superior em Cascavel
Universitários reclamam
de superlotação em ônibus

O grande fluxo de passageiros nos horários que antecedem o início das aulas e após seu encerramento lota os ônibus do transporte público e gera reclamações.
Hoje, 13 mil acadêmicos frequentam as cinco maiores instituições de ensino superior de Cascavel e a maioria depende do transporte coletivo para ir à aula. A situação se complica porque os horários de início das aulas dos períodos matutino e vespertino coincidem com o horário comercial. Em algumas linhas, faltam veículos suficientes para transportar todos os passageiros. Muitos ficam exprimidos sobre as escadas próximo das portas dos ônibus.
A acadêmica Jéssica Lima de Almeida mora no Bairro Brazmadeira e estuda em uma faculdade na Região do Lago, área leste de Cascavel. Sempre que usa o transporte coletivo sabe as dificuldades que terá de enfrentar. “É muito lotado, temos que vir à faculdade em pé. Além de desconfortável, chegamos sempre atrasados”.
Quando chegam à faculdade, os acadêmicos precisam explicar o atraso. Eles pedem melhorias nas vias para oferecer segurança aos pedestres e mais ônibus para evitar lotação de passageiros. “Não tem como chegar cedo, sempre 40 minutos com atraso. Sempre é um aperto no ônibus. O acesso aqui é complicado, temos que atravessar duas vias, não há faixas de pedestres”, explica Roselane Ataídes, acadêmica.
Os universitários precisam aguardar atentamente o fluxo de veículos diminuir para atravessar a Avenida Rocha Pombo. Não existem faixas de segurança e a velocidade de 60 km/h não é respeitada pelos motoristas. Três ônibus fazem o transporte de universitários até a Região do Lago, dois saem do Terminal Leste e um do Terminal Sul. Esta semana a Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito) acrescentou mais um veículo no Terminal Sul até a Região do Lago. “Aguardamos um ofício da faculdade para que possamos mudar o horário dos ônibus. Providenciamos um carro extra, por enquanto”, explica a responsável pelo setor de transporte coletivo da Cettrans, Dulce Ana de Castro.
A Unipan (União Pan-Americana de Ensino) encaminhou ofício pedindo alterações nos horários do lotação devido a mudanças no horário das aulas.

“Vamos enlatados”, diz estudante
Os acadêmicos que estudam na região oeste da cidade também sofrem com a lotação do transporte público. Os ônibus chegam lotados de universitários. São três ônibus que transportam passageiros até o Bairro Santa Cruz e quatro lotações que vão do Terminal Leste e do Terminal Sul até o Conjunto Habitacional Paulo Godoy.
“Vamos todos enlatados, todos os dias. Já reclamamos, mas há três anos ninguém faz nada. Deveriam colocar ônibus só para estudantes, os demais param em todos os pontos do bairro. Se perder a linha, somos obrigados a pegar o Santa Cruz, que não passa na frente da faculdade”, conta a universitária Keli Rodrigues de Menezes, que mora no Bairro Morumbi.
Apesar dos problemas, a Cettrans afirma que não têm registros de reclamações no Bairro Santa Cruz.
REGIÃO SUL
Quem estuda no Bairro Universitário, região sul da cidade, não encontra dificuldades. Existem oito conduções que passam em horários específicos, antes do começo das aulas. Quatro saem do Terminal Oeste e outros quatro do Terminal Leste até o Terminal Sul, próximo à Unioeste.
Muitos estudantes moram perto da instituição, já que o bairro tem ampla estrutura de quitinetes e apartamentos destinados a acadêmicos. “Não vejo problemas, é bem tranquilo. Nos horários para chegar à universidade os ônibus estão disponíveis e não ficam cheios de passageiros”, ressalta a universitária Mirielly Ferraça, que mora no Bairro Neva.

INFORMÁTICA
Vendas de notebooks crescem em Cascavel
Na contramão da crise financeira que atinge inúmeros segmentos do mercado, o setor de informática está em pleno crescimento. O principal motivo dos bons resultados é a venda de notebooks.
De acordo com vendedores do ramo, o computador portátil com acesso à internet não fica muito tempo nas prateleiras. “A procura pelos notebooks tem superado a dos computadores de mesa. Aqui, na loja, os índices apontam que houve um aumento de cerca de 50% nas vendas desse tipo de produto, se comparado ao ano passado”, informou Gildoécio Mendes Nobrega, gerente de uma loja de departamentos.
Segundo o vendedor Otávio Brocardo, de cada dez pessoas que entram na loja, seis estão à procura do notebook. “O incremento nas vendas se deve ao preço mais acessível da máquina. Há dois anos o valor do portátil mais barato era de R$ 5 mil, hoje é de R$ 1,4 mil”.
O vendedor explica que a vantagem de se comprar um notebook é que o computador já vem com todos os programas instalados, pronto para acessar a rede e tem a mesma capacidade que um personal computer de mesa.
Segundo os vendedores do ramo, em função da grande procura pelas máquinas, as empresas de Cascavel precisam renovar o estoque toda semana e comprar diversos modelos e marcas, já que o consumidor quer ter diversas possibilidades de escolha.
Um desses clientes é o universitário Ednei Santos, 29, que está em busca de um novo notebook. “Quero uma máquina mais atual. Uso bastante o notebook para baixar arquivos e acessar a internet”, explica.
Já a praticidade de poder se conectar em qualquer lugar foi o que levou o operador de máquinas Cléverson da Silva, 23, às lojas do ramo. “Vou poder levar o notebook onde eu for, isso é muito prático”.

Reclamações
Uma vala no meio da Rua Nurburgring tem sido motivo de reclamações dos moradores do Bairro Interlagos, região norte de Cascavel. O buraco fica na frente da casa de Nicanor Fernandes, que afirma que a pequena cratera tem gerado muitos problemas para ele. “Não consigo nem entrar na garagem de casa, só com muita manobra”. Segundo moradores do local, a rua nunca recebeu sequer uma patrola e a situação piora a cada dia.

SAÚDE
Servidores analisam reajuste de até 30% em plano
Uma comissão de servidores foi formada para decidir se aceita a solicitação do PAM (Paraná Assistência Médica) para reajustar de 20% a 30% o plano de saúde do funcionalismo público municipal de Cascavel. Apenas 40 dos mil associados da Asservel (Associação dos Servidores Públicos Municipais de Cascavel) participaram da assembleia segunda-feira à noite, quando a direção do plano informou sobre a necessidade de reajuste.
A empresa apontou desequilíbrio de R$ 400 mil no contrato que teve início em novembro de 2005 e informou a necessidade de um reajuste “técnico” que varia de 20% a 30%, conforme o plano. A reclamação foi geral, uma vez que em novembro os valores foram corrigidos em 6%.
Os servidores questionaram o aumento e também a qualidade dos serviços e a empresa se comprometeu em verificar cada caso. Cirurgias que não são consideradas de urgência, por exemplo, são adiadas, assim como está restrito o acesso a exames de alto custo. “Precisei mendigar para conseguir uma ressonância do joelho. A gente paga e se sente humilhada”, disse a servidora Cecília Teixeira.
A professora Sônia Torres foi à assembleia com intenção de recusar reajuste. “Uso pouco, não tive problemas, mas muita gente está tendo. Mas caso suba mais, fica inviável”.
Segundo o presidente da Asservel, Paulo Ferreira, o reajuste é necessário. “Eles alegam que sem isso não é possível continuar. O setor jurídico analisa a legalidade do reajuste”. O contrato com o PAM é viabilizado por meio da Asservel.

CONTRATAÇÃO DE MÉDICOS
Presidente do CMS teme que contratos emergenciais sejam prorrogados
“SUS é bico”, diz Koslowski

O presidente do CMS (Conselho Municipal de Saúde) de Cascavel, Antônio Koslowski, disse ontem que os médicos encaram o SUS (Sistema Único de Saúde) como bico, ao abordar a dificuldade de preencher vagas em concurso público. Ele teme que haja necessidade de prorrogar os contratos emergenciais novamente.
“Tem médico que ganha mais de R$ 20 mil com plantões e consultórios particulares. Será que vão aceitar fazer oito horas no Município por R$ 10.447?”, questionou, ao abordar o concurso organizado pela Prefeitura de Cascavel, com 55 vagas para 25 contratos imediatos.
Koslowski preferiu não se posicionar pessoalmente sofre o chamamento público de 15 médicos em caráter emergencial. “Ainda estou analisando todos os lados, os positivos e os negativos”, disse.
PROMOTORIA
Um grupo de conselheiros se reuniu ontem com os promotores Carlos Choinski e Ângelo Ferreira para pedir informações sobre a legalidade da contratação emergencial de médicos pela prefeitura.
A reunião foi realizada no início da tarde, a pedido dos conselheiros João Luiz de Araújo e José Quevedo, que apresentaram ao Ministério Público documentos referentes ao processo de contratação temporária e buscaram subsídios para avaliar a medida.
“Sabemos que há necessidade urgente, mas temos dúvidas legais”, afirmou Araújo. Já Quevedo disse aos promotores que teme pela prorrogação desmedida dos contratos, como já ocorreu em outras ocasiões.
Eles convidaram os promotores a participarem da reunião extraordinária do CMS que será realizada sexta-feira, às 13h30, no auditório da prefeitura, para avaliar a contratação emergencial.
O promotor Ângelo Ferreira disse que cabe ao conselho e ao Município encontrarem a solução à falta de médicos.
Segundo Choinski, o Município tem termo de conduta assinado com o Ministério Público do Trabalho que o permite até 8 de abril de 2010 contratar médicos em caráter emergencial. A partir daí, somente com concurso público. “De fato o Município já firmou compromisso de realizar concurso. Mas há uma situação prática, de falta de preenchimento de vagas. Nesse caso, o importante é achar caminhos”, disse.

Falta de profissionais
Os presidentes das Associações de Moradores dos Bairros Floresta, Isoel Hamud, e do Clarito, Albino Damasceno Júnior, participaram do encontro e manifestaram preocupação. Eles disseram que há falta constante de pediatras, principalmente nos postos da região norte da cidade e querem solução para isso.
“Os pais sofrem porque nunca sabem quando será possível contar com o médico e esse problema vem se arrastando desde o ano passado”, disse Hamud.
Segundo Damasceno Júnior, muitos precisam recorrer com frequência ao PAC II (Posto de Atendimento Continuado), local que também enfrenta carência de médicos. “Precisamos de solução urgente”.

ASSOCIAÇÕES DE MORADORES
Encontro dá o pontapé inicial para criação do Conselho
Questões jurídicas e detalhes para embasar o anteprojeto de lei que criará o Conselho das Associações de Moradores de Cascavel foram discutidos ontem por integrantes da comissão de viabilização do órgão. O encontro foi organizado pelo assessor para Assuntos Comunitários da Prefeitura de Cascavel, Adelino Ribeiro da Silva, e contou com a participação de líderes comunitários e representantes de classe, entre elas a OAB/Cascavel e a Associação dos Jornalistas.
A reunião de trabalho deu o pontapé inicial na concretização da ideia discutida dia 14 de março. Para Adelino, esse é o caminho para o fortalecimento do movimento de bairros. “Avançamos nas discussões e já temos subsídios para fazer o esboço da lei”.
O Conselho será composto por representantes de 38 associações de moradores, sendo 31 da zona urbana de Cascavel e mais sete da zona rural. Como Cascavel tem hoje 105 associações - a maioria de loteamentos -, participarão do Conselho um representante de cada região e um suplente, escolhidos pela comunidade.
O próximo passo é o prefeito Edgar Bueno fazer o anteprojeto de lei. A intenção é de que em até 30 dias o projeto seja encaminhado para apreciação dos vereadores.

HABITAÇÃO
MNLM pleiteia pelo menos 900 unidades para Cascavel, das 1 milhão anunciadas pelo governo
Déficit passa de 11 mil casas

Mais de 11 mil famílias formam o déficit habitacional de Cascavel, conforme estimativa do MNLM (Movimento Nacional de Luta pela Moradia). Dessas, cerca de 7 mil têm renda de até três salários mínimos e poderiam se enquadrar no Plano de Habitação lançado semana passada pelo governo federal.
A doação de terrenos para a inserção no programa nacional vai depender da boa vontade dos prefeitos e dos estados, mas isso não impede que movimentos sociais se organizem e pleiteiem diretamente. Tanto é que o coordenador do MNLM em Cascavel, Silvio Gonçalves, já se articula para
pleitear de 800 a 900 casas para o Município, uma vez que tem credenciamento na Caixa Econômica Federal para buscar recursos do Ministério das Cidades.
“O Paraná tem poucos projetos. Pedimos ao governo federal, em uma reunião semana passada, que das 1 milhão das unidades previstas, deixe 100 mil para serem acessadas diretamente pelas entidades, para facilitar que cheguem às famílias”, disse.
Só em Cascavel o Movimento tem mais de 4 mil cadastrados. “São pessoas que nos procuram livremente. E haveria mais, não fosse o preconceito e a discriminação”.

3 mil terrenos
Segundo Silvio Gonçalves, Cascavel tem mais de 3 mil terrenos que poderiam ser destinados à construção de moradias, o que motiva a luta por parcerias e convênios.
Quanto à maneira como será posto em prática o Plano de Habitação Minha Casa, Minha Vida, o secretário municipal de Obras Públicas e Habitação, Paulo Gorski, também desconhece.
Uma reunião sexta-feira na Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná) em Curitiba com prefeitos vai detalhar o programa. “Vamos fazer o possível para colocar isso em prática”, garantiu.

INVESTIGAÇÃO
Polêmica na Cohavel ameaça projeto para 1,1 mil casas
“Temos vários convênios assinados com a administração anterior [Governo Lísias Tomé], que precisam ser colocados em prática, para que os recursos não sejam perdidos, como já aconteceu quando da polêmica do Cidade Verde”, ressalta Sílvio Gonçalves. Segundo ele, com a revogação da lei que destinava terrenos naquele loteamento, foram perdidos mais de R$ 4 milhões.
A entidade tem 1,1 mil casas previstas em convênios como o Município, por meio do Ministério das Cidades. Ele disse que as questões polêmicas que envolvem a Cohavel (Companhia de Habitação de Cascavel), a qual está sob investigação de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito), podem atrapalhar os projetos. “Temos projetos, como o Jardim Curitiba, que terá 450 apartamentos, parados por conta dessa briga política. São mais 30 áreas travadas e prazos correndo. Dependemos do Município liberar as áreas para encaminhar os projetos ao Ministério das Cidades”.
Outro projeto parado é das 180 unidades destinadas ao excedente das famílias sem-teto do Jardim Gramado, que serão transferidas em abril. São R$ 24 mil por unidade, que só serão liberados quando o Município concluir a infraestrutura, no Bairro Santa Cruz. “Sem o loteamento não podemos ter o projeto aprovado. Mas as famílias irão para lá, levando as casas improvisadas mesmo assim, quando for feita a transferência”, disse.
Além dessas, integram as 1,1 mil casas mais 450 unidades para servidores públicos de Cascavel e outras 470 para demais cidadãos, em diferentes áreas da cidade. “Toda documentação será apresentada ao Ministério Público para que acompanhe o desenrolar desses convênios”.

Fundo de Habitação em estudo
O processo de extinção da Cohavel também derrubou a lei que previa o Fundo Municipal de Habitação, uma vez que a entidade era citada para viabilizar a aplicação de recursos repassados pelo Fundo Nacional de Habitação e pela arrecadação do próprio Município.
Sílvio Gonçalves disse que integra o grupo de trabalho que elabora um novo anteprojeto, visando à criação do Fundo e seu Conselho Gestor. “Temos R$ 80 mil para liberar para Cascavel, para fazer o Plano de Habitação de Interesse Social. Mas, para isso, precisamos regulamentar esse Fundo”.

AGRICULTURA FAMILIAR
Produção de até R$ 3,5 mil será comprada pelo governo
O Programa Compra Direta Local da Agricultura Familiar vai comprar até R$ 3,5 mil de pequenos produtores que se cadastrarem até o dia 24 deste mês, no Escritório de Cascavel da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social.
Os esclarecimentos sobre o edital do programa foram apresentados ontem a agricultores, representantes das secretarias municipais e técnicos de segurança alimentar e nutricional dos municípios de abrangência do escritório regional.
O objetivo foi orientar sobre os prazos, a informatização do sistema operacional, as regras para se inscrever no programa e, principalmente, estudar o edital. “Nossa meta é que todos os 34 municípios de abrangência desta Regional participem do programa, pois Cascavel e Toledo vão participar por meio do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome e outros 17 municípios com a Conab [Companhia Nacional de Abastecimento]”, explicou Lúcia Turek, chefe do Escritório de Cascavel.
De acordo com ela, o compra direta é uma forma de garantir ao pequeno agricultor que seu produto seja vendido. “Assim que ele se inscreve no programa tem a certeza que a produção - até o valor de R$ 3,5 mil - será comprada, mas para isso precisa estar cadastrado”.
Informações sobre o edital estão disponíveis no site www.setp.pr.gov.br e pelo telefone: (45) 3218-7846.

SÃO JOÃO
Sem-teto prestam depoimento sobre invasão
Vinte e duas pessoas prestaram depoimento ontem à Polícia Civil sobre a invasão de terrenos da Prefeitura de Cascavel no Distrito de São João do Oeste, devido à queixa prestada pelo Município. Cerca de 130 pessoas estão no Acampamento 7 de Março e dizem que não tem onde morar caso. Na tentativa de amenizar a situação, as famílias transferiram os barracos para um lote.
Conforme o operador de máquinas Sandro Matias da Silva, sem-teto, eles permanecerão nos terrenos até que algum posicionamento seja tomado. “Fomos chamados para prestar depoimento e viemos para que tenhamos alguma resposta. Só queremos nossas casas, que vamos pagar, não queremos nada de graça”.
Os sem-teto foram convocados para declarar o motivo da invasão. Eles responderão por infração e assinarão termo circunstanciado, crime de menor relevância, com pena inferior a dois anos de prisão.
Os invasores também foram convocados a comparecer no dia 10 de junho no Fórum de Cascavel, às 13h30, para apresentar suas justificativas. “Houve uma manifestação da prefeitura para abertura de inquérito e estamos averiguando essa infração penal, ouvindo os sem-teto. Semana que vem encaminharemos os depoimentos ao Juizado Especial Criminal. As penas para os sem-teto são relativamente pequenas”, adianta o delegado Amadeu Trevisan.

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